Aos que pensam que “islã” equivale a “atraso”

 

Relógio inventado pelo matemático Al-Jazari, no século 12. Crédito Divulgação
Relógio inventado pelo matemático Al-Jazari, no século 12. Crédito Divulgação

Tão frequentemente quanto ouço a inverdade absurda de que “todo judeu é ladrão”, escuto as pessoas ao meu redor –e especialmente desde que cheguei a Israel– me explicarem que há alguma coisa intrínseca no islamismo e nas sociedades árabes que lhes causa o “atraso” e a “tendência à violência”. São os preconceitos nada inofensivos que, no Ocidente, são comuns para referir-se a judeus e muçulmanos. “Judeus são apegados ao dinheiro”, “muçulmanos são incapazes”. Há pouco espaço para a argumentação quando lidamos com esse tipo de pensamento.

Daí a empolgação quando me deparo com projetos que buscam apontar a opinião pública na direção oposta. Li hoje, no “Saudi Gazette”, sobre um curioso projeto chamado “1001 Inventions”, criado para relembrar os avanços científicos tornados possíveis por muçulmanos, nos últimos mil anos. Ainda que não pareça que os preconceituosos possam ser desmentidos pela racionalidade, ao menos podemos aumentar o repertório na hora de lidar com quem acha, por exemplo, que o islã equivale ao atraso.

O sistema circulatório, por exemplo, foi descrito por um médico sírio chamado Ibn al-Nafis, no século 13. Ibn Sina (em português, Avicena; sécs. 10 e 11), por sua vez, é um dos responsáveis pela descoberta da anestesia, Zakariya al-Razi (secs. 9 e 10) auxiliou no estabelecimento dos hospitais, Ismail al-Jazari (séc. 12) desenvolveu bombas de água e Ibn Yunus al-Masri (séc. 10) descobriu o pêndulo.

A lista é longa. Uma olhada no site oficial do “1001 Inventions” (clique aqui) mostra, por exemplo, que o iraquiano Ibn al-Haytham (sécs. 10 e 11) foi o primeiro a descobrir que a luz viaja em linha reta. Sua sala escura, “al-Bayt al-Muzlim”, é considerada o protótipo para a câmera fotográfica moderna. Al-Khawarizmi (sécs. 8 e 9), por sua vez, introduziu os numerais indo-arábicos, estabelecendo também as bases para a criação de um sistema decimal, como o que usamos hoje na matemática.

Aliás, a linguística já nos avisava da origem desses avanços. Afinal, “álgebra” e “química” são não por acaso palavras árabes. Assim como “cifra” tem por origem o termo “sifr”, que em árabe significa “vazio”, “zero”. Como o buraco nos exemplos de invenções nos séculos seguintes –causados por eventos políticos, incluindo o declínio do califado islâmico.

Ao que parece, o projeto “1001 Inventions” não tem previsão de passar pelo Brasil. Hoje, está exposto na Arábia Saudita, com desdobramentos em cidades como Nova York e Londres. Mas o site tem referências e documentários para quem se interessar, e me parece que os leitores universitários deste blog podem aproveitar o tema para suas pesquisas acadêmicas. Quem sabe assim passamos a entender as crises no Egito e na Síria, por exemplo, a partir de suas bases materiais e políticas, e não religiosas.

Comentários

    1. Concordo, história é uma coisa, presente é outra. É o radicalismo islâmico que esta atrasando esses países. Inteligentes os árabes são e muito, assim como os judeus. Agora, se os judeus ortoxodos tomarem o poder, israel vai para o buraco.

      1. Concrodo tambem.
        O Diogo fez uma boa tentativa de tentar que o isla nao e’ so’ atraso, mas acabou mostrando que o isla nao ERA so’ atraso.
        Hoje em dia e’ total atraso. Nao produzem nada tecnologicamente falando. E culuralmente somente guerras na maior parte. A maior parte dos conflitos atuais tem isla no meio.

        E’ como se a igeja catolica praticasse ainda hoje em dia atos da inquisicao corriqueiramente.

    1. Porque, independentemente de ser recente ou não, mostra que um califado islâmico foi a fonte de inovações do mundo. A tese não é de que os países de cultura islâmica são avançados hoje, mas de que o islã não é um impedimento para o avanço.

      1. Você quer dizer: foi fonte, e não foi “A” fonte, certo? No seio das universidades católicas medievais também ocorriam experimentos precursores da experimentação de um Galileu – a despeito da postura obscurantista da igreja da época…

  1. Devemos estender a mão para os adeptos dos preconceitos do senso comum contra as religiões, não obstante a realidade dos fatos acredito que muitos rejeitarão sair de sua caverna e abandonar suas ideias superficiais e hostilidade acritica, isso por que muitas vezes o problema não está fundamentado na razão e sim nas paixoes dos individuos.
    Excelente texto Diogo, parabéns pelo texto e pelo ótimo e importante trabalho ao qual tem se dedicado.

    1. Quem dera todos fossem como você, Alex. Excelente comentário. Eu mesmo sempre fui muito pé atrás com o islã até minha mãe (teóloga) levar um Alcoraão lá em casa.

      1. Felizmente sempre existem as pessoas que estão dispostas a estudar e aprender =)

        É claro que ainda estou longe de ter uma visão completa do Islã e dos países árabes (ainda falta visitar pessoalmente!). Mas o que li sobre o assunto me deu a impressão de serem pessoas extremamente preocupadas com sua formação cultural, e orgulhosas do seu incrível passado de civilizações milenares.

  2. Tive a chance de ver a exposição em Doha, no Catar, em 2012. É muito interessante, pois vemos que enquanto o ocidente estava na Idade Média, o Islã estava em sua idade de ouro.

  3. Digo…. é inegável a importância destes povos e suas invenções, entretando os exemplos são do século 9, 12… etc…..Faz tempo……….

      1. o tempo conta e muito, pois senão ainda estáriamos apontando o dedo acusador para a igreja católica por conta da inquisição

          1. Desculpe Diogo. Lendo agora o que escrevi percebi que me expressei mal.

            Só acho que não devemos nos ater ao que foi feito de bom ou ruim no passado, pois a realidade dos fatos hoje é outra.

        1. Devemos compreender o escopo do texto, apenas aponta para fatos que evidenciam avanços em meio a uma cultura que o senso comum acredita, acriticamente, sinonimo de incapacidade intelectual, indicando para possibilidade de outras causas o atraso atual, causas essas supervenientes e independentes ou quando muito relativamente independentes.
          Leia novamente Marcio, talvez compreenda isso…

          1. Alex,
            Essa e’ sua interpretacao. na minha interpretacao muitas outras culturas que estavam muito atras e nao tiveram o freio do islamismo evoluiram tecnologicamente. Podemos ver a coreia do sul, cingapura, que mesmo islamica nao deixou os religiosos pararem a ciencia, etc.

            O islamismo pregado foi e e’, na minha opiniao, a principal causa do atraso cientifico e social da maioria dos paises islamicos.

            Neste sentido a religiao islamica pratica neste paises nao evoluiou no tempo. Porisso que os islamicos dos EUA sao mias produtivos nas ciencias. Pois tirou o islamismo retrogrado e usa o islamismo moderno.

            Mas o retrogado domina no oriente medio.

          2. Marcio, o que ocorre é que hoje as pessoas não leem mais.

            A segunda palavra que aparece mais seguidamente no Alcoraão, após Deus, é conhecimento (Ílm).

            Ao desenvolver uma nação estimulada à busca do ílm (conhecimento), o islam, em seus tempos áureos, contribuiu para grande avanços mundiais, na medicina, química, astronomia e matemática, sem contar a maneira exemplar com que era governada a nação muçulmana quando tinha no poder um verdadeiro khalifa (líder).

            O islam hoje não é pior ou melhor que no passado, o que mudou foi a dominação política (principalmente) e econômica que barra qualquer progresso.

            Junto com o domínio econômico e político que países da Europa impuseram nas terras que foram tomadas dos muçulmanos na primeira guerra mundial, veio também à colonização cultural. E essa é muito pior do que o domínio político e econômico, pois a colonização cultural enfraquece a comunidade e seu desenvolvimento.

          3. Gente, vocês têm que ter uma noção do contexto histórico.

            As nações islâmicas dominaram o mundo tecnologicamente por vários séculos. Como disse um outro internauta ali embaixo, enquanto o ocidente estava nas trevas da Idade Média, o conhecimento fervilhava no Oriente Médio. Só que o mundo muda.

            Outras nações cresceram, se tornaram mais ricas e poderosas. Impérios caíram, impérios surgiram. Hoje, quem domina o mundo em termos tecnológicos, são os EUA e a Europa. Mais, poder, mais dinheiro, mais produção de conhecimento. É da dinâmica do mundo.

            Vocês perguntam quais são as grandes invenções modernas dos árabes, e eu pergunto: quais são as grandes invenções de nós, brasileiros? O avião? Santos Dummond morava em Paris! Mas isso não significa “atraso”, como se tudo fosse uma grande corrida pra ver quem inventa mais coisas primeiro.

            As invenções, a difusão do conhecimento, tudo isso está muito atrelado ao poder. E o poder nem sempre está na mão do mais apto. Te garanto que tem muito menino nas nossas favelas com capacidade intelectual para botar cientistas americanos no chinelo. A questão é que não há estrutura para desenvolver esse potencial.

            Se um dia o Brasil for uma nação rica e poderosa, aí vamos inventar um monte de coisas. Basta ver o que estão fazendo em Dubai.

          4. Larissa,
            estou curiosos quanto a sua afirmacao:
            ” o que estão fazendo em Dubai.”

            O que estao fazendo em DUbai do ponto de vista tecnologico?

          5. Qualquer tentativa de se formar um Estado democrático, com reboque de alguma religião não leva a lugar algum, isto é fato, ou mesmo organismos políticos atrelados a religiões como vemos no oriente e mundo afora estão caminhando dramaticamente na contramão da história, tanto Israel como os Palestinos tem a sombra da religião por trás das tentativas de acordo de paz, a religião deveria existir como uma instituição separada do Estado, talvez o ocidente tenha percebido isto a mais tempo.

  4. Não tenho preconceitos religiosos, até porque sou umbandista e sei o que é sofre-los, mas é inegável o atraso da cultura árabe na atualidade por conta do fanatismo religioso. Sabemos que o povo árabe, na época das cruzadas, consideravam, e com razão, o europeu um selvagem sujo e sem a minima educação ou civilidade, porém o quadro se inverteu totalmente porque a cegueira religiosa bloqueou totalmente tudo que os árabes conquistaram nos séculos passados.

    1. quando se refere a uma cultura atrasada não estaria assentado em pressupostos eurocentricos, e num imperialismo moral ? Devemos tomar cuidado ao nos declararmos isentos de preconceitos…

      1. Ai que está a questão, Não considero a cultura árabe atrasada, mas se tona algo cada vez mais arcaico por conta desse fanatismo, mas você tem razão num ponto, nenhum de nós é 100% isento de preconceitos…

  5. Eu aprendi que durante a Idade Média quem garantiu que a igreja católica desse fim com boa parte do que se tinha de conhecimento à época foram os árabes. Aliás, aprendi também que além de preservarem eles desenvolveram o conhecimento que tinham em mãos. Talvez se tenha mais motivos para criticar o cristianismo neste caso…

  6. A verdade é que todos os avanços que devemos aos povos Islâmicos ocorreram antes das cruzadas. Depois dos massacres em nome de Cristo, chamados de cruzadas, o fundamentalismo religioso tomou conta destes povos, e onde há fundamentalismo há verdade absoluta, e onde há verdade absoluta não tem espaço para “avanços”…

    1. Quando as Cruzadas ocorreram os árabes muçulmanos já tinham dominado o Oriente Médio, o norte da África, o Cáucaso, partes da Europa – Península Ibérica e sul da Itália – e estavam começando a invadir a França. As Cruzadas foram feitas para reconquistar os territórios de imensa maioria cristã, tomados pelos muçulmanos nos séculos anteriores. Toda conquista de território supõe massacre e derramamento de sangue e isto aconteceu na conquista do mundo pelos muçulmanos, em nome da jihad, também. O erro dos europeus foi ter demorado para reagir às invasões árabes. Esses povos (árabes) já eram fundamentalistas, pois, levaram a cabo – e ainda levam – uma conquista enorme de territórios para o Islã.

  7. Estou impressionada com o fato de que a forma da trajetória da luz tenha sido descoberta nos séculos 10 e 11, quase um milênio antes do nascimento de vários cientistas que estudaram o comportamento da luz… muito interessante!

  8. O Islã começou no século VII, a maioria das descobertas foram feitas antes deste e as que foram feitas depois podemos considerar que foram feitas ainda sobre fraca influencia desta.
    É indiscutível a influencia do Islã na perda de criatividade dos povos sobre a sua influencia.
    Isto e fácil de constatar, é só fazer uma curva de comparação entre o desenvolvimento do islã e a redução das invenções. Veja onde o islã estava influenciando e veja onde havia descobertas.
    Isto é causado pelo simples fato de que o único livro permitido, de fato, e o corão.

    1. Fabien, sua interpretação não corresponde à história. Os séculos de maior inovação são justamente os de um forte califado islâmico.

  9. todos os artigos do sr. bercito são apropriadamente cingidos ao que comenta e por esta razão todos de execelnte qualidade até porque nos dão uma boa visão a cada vez. de outra parte reparos que a sombra do preconceito se faz aqui quando não se faz a apreciação do fato como ele é, não podemos esquecer que sim as questões de álgebra e o resto ocrreram em luas já distantes, no entanto ainda hoje deles nos beneficiamos!

  10. Diogo,
    Mas este projeto visa apontar a opiniao publica na direcao oposta quanto a visao que as pessoas tem dos islamicos.

    Mais uma vez, seu blog deixa a visao errada que as pessoas tem dos judeus ao deus dara’!

    Diog, voce esta’ ficando muito biased. E’ um pouco decepcionante essa sua postura.

    1. Marcio, sinto muito por sua decepção. A menção ao preconceito a judeus está no início da história, e já conversamos aqui sobre o Holocausto. A ideia é apenas dar mais voz às histórias que nem sempre constam da mídia.

        1. Heitor,
          nao sei qual e’ a sua. sinceramente.
          Eu falo o que acho da materia. Se no post anterior ele falou algo que merecia elogio, ganhou. se nesse nao , nao ganhou.

          adiconalmewnte eu fui bem claro, assim como falei no post anterior, eu acho ele biased mas honesto. sao dois conceitos diferentes.

          1. Quero dizer que quando é algo positivo para o sionismo você parabeniza, mas quando não é você simplesmente muda 180 graus, como se fosse 8 ou 80.

            Esse post é excelente, nem toca no nome de Israel e fala de história, uma história riquíssima do Islã e quase nada divulgada, mas para ti já é totalmente “decepcionante”…

            Entendeu ou quer que eu desenhe?

          2. Heitor
            “Quero dizer que quando é algo positivo para o sionismo você parabeniza, mas quando não é você simplesmente muda 180 graus, como se fosse 8 ou 80.”

            Nao foi isso o que falei.

  11. Após ler este este artigo e os comentários das pessoas que o apoiam continuo pensando da mesma forma: o islã é a mais retrógrada das religiões e a situação atual do povo árabe é uma demonstração evidente disto. Não é de estranhar que aqueles que defendem esta religião não queiram morar nos países onde ela é mandatória?

        1. Que sem sentido isso!! Um dia ele irá sair de jerusalem e você vai dizer “VIVEU”, e hoje está em xxxx lugar, né?

          hahaha

  12. o texto evidencia que ha 500 anos os países muçulmanos não produzem nada significativo
    deveriam se preocupar em rezar menos e estudar mais e começar a aprender com a cultura judaica,que não ficou parada na idade média

  13. agora senta e espera 3 dias para continuar o debate porque o sistema tecnico nao permite debate ao vivo.
    espero lembrar daqui a tres dia so que eu estava debatendo!

  14. eu acho que quqlauwer tipo de preconceito está errado, mas o fato é que todos nos carregamos algum por aí. Tenho a impressão que o pré-estagio do ódio é o preconceito.
    Claro que o preconceito tambem envolve a tal Tolerancia Zero. Quem não tem tolerancia não deveria nem existir.
    Judeus e muçulmanos são vizinhos, mas se odeiam. Porque? Uma das razões é o tal preconceito. Ainda bem que uns tantos preferem a co-existencia pacifica, do contrario haveria guerra dia e noite.

    1. “Quem não tem tolerância não deveria nem existir.”

      É a frase do ano! Mas ainda estamos em janeiro…

  15. Recomendo para quem quiser saber, se o Diogo me permitir complementar o post, o seguinte link sobre o tema (uma página sobre a antiga história do islã, incluindo estas invenções).

    https://www.facebook.com/LostIslamicHistory

    Quanto aos que falam do século XIII, Newton e Aristoteles são bem velhinhos e todos os amam..

  16. Esquecei de acrescentar que a arrogancia dos judeus é outro preconceito. Ninguem é mais do que ninguem, porque todos são filhos de Deus.

  17. Li, reli o texto, e não compreendi onde está a relação entre o islã e o desenvolvimento…
    Parece que só confirma mesmo a grande correlação que há atualmente entre o islamismo e o atraso.
    É generalizado! Em todos os países onde o islamismo predomina…
    Além de hábitos medievais, tratamento vergonhoso com as mulheres, e fanatismo religioso.

  18. Mais algumas curiosidades:

    Por volta do ano 1000s, Ibn al-Haytham escreveu sobre a gravidade entre duas massas – 600 anos antes de Newton.

    No ano 1000 Bagdá tinha 5 grandes hospitais para tratar ricos e pobres.

    Em Bagdá cada livro traduzido para o árabe pagava para o tradutor seu peso em ouro.

    5 invenções islamicas que mudaram o mundo:

    – Algebra
    -Universidades: fundadas em 859 por Fatima al-Fihri em Fes, Moroccos
    – Bandas militares.
    – Camaras
    – Café

    http://lostislamichistory.com/5-muslim-inventions-that-changed-the-world/

    E deixo esse vídeo maravilhoso:

    https://www.youtube.com/watch?v=A0VdJAgLRoE

  19. Bastante interessante, Diogo! Isso nos ajuda a desconstruir a imagem “dogmática” construída pela civilização ocidental, principalmente nas salas de aulas!

  20. Acho descabido associar qualquer povo ‘a idéia de incapacidade ou atraso, mas como mulher e psicopedagoga, não posso negar que fico bastante tentada a achá-los um tanto obcessivos e neuróticos. Por que a mulher tem de ser tão subjulgada nessas nações > Por que a necessidade de viver no corpo a corpo, o que poderia ser vivido simbólicamente. Como mulher ocidental desprezo as políticas desses lugares e acho que o mundo ainda massacra de forma irracional o feminino.

    1. engano: fanáticos religiosos há em todas as nações e religiões, ate na umbanda algns fazem sacrifícios mortais ate de crianças, como alguns foram presos. Não atribua tais absurdos a toda uma religião. A católica foi a pior de todas com a santa inquisição e as cruzadas matando milhões.

      1. Mas, isso não muda o caráter do Islã. significa que ainda há barbarismos disseminados pelo mundo e o Islã é, possivelmente, o seu maior representante.

  21. Diogo Bercito, faz tempo que, a contra gosto, não visito seu blog…Sem querer polemizar ( se eu estiver errado, por favor, corrija-me) a orientação do tempo ( a astrologia), o nível das marés, baseado nas fases da lua também não tem origem antiquíssima árabe?…Um abraço.

  22. Bercito, muitas crendices, por sinal verdadeiras, quanto às fases da lua não teriam procedência árabe/islâmica???…Por exemplo, no quarto minguante o dinheiro escasseia. Melhor cortar o cabelo no quarto crescente, e por aí vai…Quando puder, responda…

  23. O Grande problema Diogo é que o Islã mudou muito nas ultimas décadas
    Os islâmicos radicais destruíram patrimônios históricos da Humanidade, como no Afeganistão.
    Em nada se assemelha o Islã da época dos Khalifas com a dos radicais da Al Qaeda por exemplo
    Infelizmente a cada dia o radicalismo islâmico vai ganhando mais força e adeptos, trazendo uma visão distorcida do próprio islamismo, junto com um atraso em todas as questões como respeito à mulher, homossexuais e incapacidade de inovações. A única invenção da era moderna que fizeram foram os homens-bomba, veja só! Não é um sinal de atraso?

  24. A religião Islâmica tem origem nas bases da religião Judaica, ou seja, possui um Deus que é o Mesmo para as três religiões Abrâmicas do pai Abraão (Judaísmo, Islamismo e Cristianismo). Mas, um ponto forte que a diferencia é a simplicidade de ser um Islâmico, pois, basta querer entrar em uma mesquita e participar de suas orações e rituais que já está apto a ser acolhido pela comunidade, NÃO PRECISA SER BATIZADO, NÃO PRECISA DAR DÍZIMO, NÃO TEM HIERARQUIA (RABINO, PASTOR, PADRE, DIÁCONO, BISPO, CARDEAL, mesmo o sheik é um simples título ou líder da comunidade.
    Quanto ao “atraso” isso nos parece uma cegueira daqueles que vivem fechados em suas crenças.
    Talvez o mundo ocidental seria mais desenvolvido se os árabes tivessem conquistado de vez a Europa nos séculos XII e XIII, pois comparar um DESERTO com água abundante é ponto forte que devemos nos refletir, a maioria dos árabes vivem no DESERTO…

    1. Verdade Celso, somente 200 anos atrás (1813) os exércitos muçulmanos unidos estavam na porta de Viena e os balcãs eram totalmente dominados.

      O declínio total e final veio desde então, principalmente após a 1ª guerra com a colonização e divisão do Oriente Médio ao belo gosto dos britânicos e franceses, é só ver as fronteiras retas, desenhadas, assim como na África, colocando inimigos morarem juntos e separando famílias.

      Só complementando o seu comentário mesmo.

      Abraço.

    2. Tenho que discordar de você Celso assim como numa mesquita em qualquer local de culto judaico ou cristão ninguém “tem” que ser batizado ou “tem” que dar o dizimo para ser acolhido, são elementos que pressupoem como todos os outros do cristianismo e judaismo a autonomia da vontade do individuo não tem nada de coercitivo, está nos livros canonicos dessas crenças leia de fato e comprovará, sua ideia é baseada em preconceitos do senso comum, há será que uma pessoa entraria com qualquer veste numa mesquita ou pelo menos numa região dominada pelo tolerante fundamentalismo islamico?

      1. Alex, aqui na minha cidade vejo mulheres sem nem um véu entrarem e sairem da mesquita, estamos no Brasil não no Irã ou Arabia Saudita.

        1. Sim Heitor, queria apenas mostrar para o nosso colega que cada crença tem suas caracteristicas e não é obrigada a pedir desculpas por elas, não é por isso que são intolerantes – não estou defendendo abandonar o debate de ideias- já pensou se cada cultura começar a perder suas caracteristicas atavicas só por causa dos politicamente corretos.

    3. O deus do Alcorão é baseado no Antigo Testamento biblico, não é o mesmo deus.
      Basta comparar os dois. Há enormes diferenças..

  25. Aproveitou a oportunidade para demonstrar seu preconceito contra os judeus? Não existe tal ditado entre pessoas comuns. Pelo contrário, são os “primos” que são conhecidos assim! Enquanto os árabes ficam negociando descontos fictícios, a regra para os judeus é “the price you see is the price you pay”. O Islã é tão atrasado quanto as Cruzadas e a Inquisição. Não perca tempo defendo o indefensável. Finalizando: é melhor apegar-se ao dinheiro do que usar um cinto com explosivos para matar inocentes.

    1. Uau. Imagino que você seja um profundo conhecedor do assunto, então. Quantos árabes você conhece? Com quantos já conversou? Já visitou os seus países? Já leu livros sobre o assunto? Ou, como a maioria das pessoas, formou sua opinião só com aquilo que vê pela TV e lê em sites sensacionalistas?

      1. Verdade Larissa, tipico comentário de leitores da Veja que só conhecem o mundo pelo o que é dito.

        Costumo dizer que se todo muçulumano usasse cintos com explosivos não existira mundo!

        Somos 2 bilhões e crescendo!!!

        1. Não leio nem assino Veja. Conheço um pouco de História. Sei que Jerusalém é capital de Israel há pelos menos 4000 anos. Você sabia? Hoje alguns reivindicam essa cidade como sua capital. Absurdo. Aqueles do Islã. É algo como os uruguaios proclamarem Porto Alegre como sua capital! Se você pensa assim, então continue lutando ao lado Hitler e Mussolini. Vocês se merecem. Mas vão perder.

          1. Que eu saiba, pela história real não biblica e imaginária, nos últimos 2 mil anos (século I) Nero invadiu e conquistou jerusálem e depois por mais de 1.400 anos foi uma cidade muçulmana, respeitando as outras religiões e seus locais santos.

            Nem devia te responder, afinal um sionista que chama os outros de anti semitas (velha tática para evitar criticas, igual as teocracias islamicas), porém gosto de tentar abrir os olhos das pessoas.

        2. Para terminar, leia o artigo “Sobre barreiras e muros em Israel” do mesmo autor deste artigo. Não são opiniões, é estatística. Como já escrevi, o Islã é tão horroroso quanto a Inquisição. Pensar em bilhões como algo positivo mostra seu preconceito. Quer continuar a defender o radicalismo da Inquisição e a justificar seus meios? Que pena. Isso não é cultura, é ignorância. Crescer em número para submeter os outros pela força, isso é importante, é avanço, é pioneirísmo?

          1. Tanto li, sou seguidor do blog há um bom tempo, se bilhões de pessoas seguem uma religião alguma coisa de boa ela deve ter né? Lembrando que não nasci muçulmano.

            Que eu saiba quem fez a Inquisição está no vaticano… Isso demonstra seu “conhecimento absoluto” no tema.

            Você se baseia nos seus preconceitos tal qual os alemães diziam “judeus comem criancinhas e são donos da mídia, protocolo de sião e etc..”

            Aliás, qualquer semelhança entre os velhos e os novos é mera coincidência.

      2. Sua réplica mostra como você é ingênuo. Você não leu a história que gerou o texto? Prisão, ameaça, sequestro. Israel considerando o grupo libanês como terrorista? Sites sensacionalistas? Em que planeta você vive?
        Como já escrevi para o autor do texto, deixe sua mãe num supermercado em Israel e depois volte a dar sua opinião. Atenha-se a fatos, não apenas ao livros. Viva e deixe os outros viverem. Fora Inquisição, fora Islã.

        1. Tanto li a história que gerou o texto que se você ler os outros comentários vai ver que a complemente, com a devida permissão do dono do blog. Agora eu que te pergunto:

          “Em que planeta você vive?”

          “deixe sua mãe num supermercado em Israel e depois volte a dar sua opinião.”

          Oi??

          Oo

          1. Heitor, voce deve ter 15 anos e começando a estudar história. Mas por favor leia com atenção alguma coisa antes de comenta-la. É claro que quem fez a inquisição foram os católicos!!!! Matavam quem se opunha, em nome de Deus. Igualzinho ao que o Islã apregoa. Matar os infiéis. É mentira? Cuidado ao responder, ou então voce não será considerado um seguidor fiel. Quanto à Jerusalém, em 70 D.C., o general romano Tito destruiu a cidade, conhecida como cidade do rei Davi. Davi, personagem fictício? Tudo bem. Entretanto, nesse livro de histórinhas, escrito pelos judeus, a Bíblia, aparece o nome da cidade de Jerusálem mais de 500 vezes. Quantas vezes aparece no Alcorão? Voce sabe? Voce já leu o Alcorão? Negar que Jerusalém é de Israel é como os bolivianos pensarem em anexar Brasília. Puro pretexto para guerra e terrorismo. Por favor deixe o radicalismo de lado. Vamos viver em paz. E tenha coragem de chamar os terroristas de assassinos, estejam eles do lado que estiverem. Não sou católico, mas posso dizer que eles já se arrependeram do seu fanatismo e assassinatos cometidos durante a era das trevas.

          2. Tudo que você disse não muda o fato que por mais de 1.400 anos foi uma cidade muçulmana, respeitando as outras religiões e seus locais santos.

            E antes disso por quase 600 anos uma cidade dividida entre romanos e bizantinos, ou eu estou mentido???

            Eu disse que Davi é imaginário? Disse algo nesse sentido? Eu disse que Jerusalém pertencer a Israel por 4 mil anos, isso sim, totalmente imaginário, justamente por que nos últimos 2 mil anos não foi..

            O Alcorão é um livro que não veio negar os outros, e sim corrigi-los, aliás já o li sim, lá diz que os judeus, cristãos e sabeus que praticarem o bem receberão uma magnífica recompensa.

            Já li a Biblia também, o talmud, livros zoroastras e de Alan Kardec, pois minha mãe é teóloga e tenho acesso a qualquer livro sagrado que eu quiser.

            Por favor deixe o radicalismo de lado. Vamos viver em paz.²

            Eu não estou falando em violência aqui, você sim.

  26. Esta material do sr. Bercito chegou na minha vida com 41 anos de atraso. Em agosto de 1973 fiu a justiça para mudar meu nome arabe chafik para jose. Pois nao suportava as piadas e preconceitos que sofria na minha juventude. Muitas das quais plantadas e alimentadas pela leitura diaria do jornal o estado de sao paulo na pagina notas e informações em seus comentarios preconceituosos com relaçao aos arabes. Era o meu ser em formação alimentado pelo veneno do odio racial e preconceito cultural. Parabens Diogo

    1. Verdade, José. O preconceito por essas bandas é imenso, minha esposa não usa o véu quando utiliza o transporte público, só quando pega o carro, infelizmente minha profissão me prende aqui, se não iria amar ir para Turquia ou Dubai procurar emprego.

  27. Excelente iniciativa de trazer esses exemplos. É triste ver que o preconceito continua visível, mesmo nos comentários. Como se o Oriente Médio fosse puro Islã e o Islã fosse puro extremismo.
    Depois de ler outros textos e livros sobre o assunto aliás, não concordo nem mais com quem usa o termo “xiita” para se referir ao radicalismo religioso.
    Essa cultura está tão distante de nós e as fontes que temos sobre ela são tão escassas que é quase um crime querer encerrar os árabes nesse ou naquele rótulo.

  28. Então, eu tenho um preconceito: eu acho o ser humano uma raça de última categoria desde há uns seis anos. Há uns dois encontrei a justificativa cósmica para tanto. E hoje sou livre: não estou nem aí. Se quiserem destruir o planeta, só torço que antes a Mãe Natureza seja mais sábia e consiga acabar com tudo antes. Existem outros 10 milhões de mundos no Universo e ao todo 7 trilhões e 100 bilhões no Todo. Então, porque simplesmente não rir de tantos fantoches? Torço muito pela Paz. Mas é só torcida, tipo jogo de Copa de Mundo: perdeu perdeu, fazer o quê! Quem torce pela Paz não ganha pipoca de Graça mesmo, então o negócio é assistir a seco o pavor de tanta gente sem consciência. Triste – mas não adianta apelar para o Universo quando o que ele mais deseja é destruir criaturas ingratas (especialmente os filhos de Abraão – ingratos, cegos e surdos!).
    Que o Cristo volte e conserte tudo. Afinal, se foi ele que criou esse Universo, que se vire, não é?!
    Eu tenho quase certeza de que não sou desse planeta e estou aqui pela primeira e última vez. Graças ao Paraíso! Viva!!
    É sabendo Que Se É Quem Se É – um grão de areia e poeira infinitamente atômica na Sementeira Cósmica do Todo – que me limito a desejar: Boa Sorte Humanidade e aos 28 bilhões de seres espirituais desta Terra/Urântia/Gaia/ou-chame-se-lá-como-for. Vou cuidar das crianças, ou vender água de coco – hoje em dia, tanto faz!

    1. esse ai ironizando, ignorante pensa que todo mundo é como ele chegado em drogas kkk
      Entendi o que voce colocou. Também estou na mesma condição sua. Cada dia sinto mais que estou no planeta errado, que não sou daqui. Já tive experiências incomuns, mas nao da pra relatar pra qualquer humano O pessoal daqui é tao atrasado, a humanidade em geral nao evoluiu nada. Há 10000 anos continuam fazendo o mesmo. Tecnologia hoje sim, mas mentalidade = 0. Nada mudou. So alguns se salvam, mas pessoas avançadas não sao compreendidas e nem bem vindas. O melhor é fazer como voce disse. Que se explodam kkkkkk. Eu sei de onde vim e sei que voltarei para onde devo. De que forma e quando não sei. Aliás esses ignorantes nem sabem que estão sendo visitados e monitorados. Azar o deles quando o dia chegar.

  29. Israel um país do tamanho do estado de Sergipe, dá de goleada nos países árabes, em se falando de descobertas e invenções.

  30. Acho que não foi dito aqui, mas a grande “sacada” que os “povos de origem árabe/moura” (prefiro assim) tiveram foi a recuperação dos textos de Aristóteles, perdidos,e sua implementação filosófica (Avicena e Averróis). Acredito que isso proporcionou todo o arcabouço científico já mencionado, além de influenciar a “europa” medieval com sua Escolástica (vide Tomás de Aquino).
    Devemos lembrar que a península ibérica era moçarábica. Nós, brasileiros temos sangue mouro (povo do norte da África cristianizado e depois islamizado).
    Mas acho que o uso do Alcorão no período dos sécs 8 a 12, no poder dos califas, depositários oficiais da fé islãmica, interessados mais em expansão territorial e de riquesas, não teve tanta influência no meio filosófico e “científico”, principalmente na atual Espanha, o que proporcionou certa “liberdade” especulativa. O que não vai ocorrer depois com a reação “xiita” a esse monopólio da verdade pelos califas.

  31. Nenhum dos inventores islâmicos foi clérigo; nenhum perdia tempo achando que o “outro” era infiel. Só isso.

  32. Todas, absolutamente TODAS as invenções aqui citadas foram feitas antes do nascimento do profeta Maomé, e portanto nenhuma delas pode ser atribuída à “cultura islâmica” já que não existia o islã naquela época. Só gostaria de saber UMA invenção produto da tal “cultura islâmica”

  33. Concordo com tudo.

    Quem deve ser criticada é civilização cristã que ensina a tolerância. Por favor, não nos lembre da “Inquisição”.

    Século treze? Século dez?

    O fundamentalismo fomentado pela Arábia Saudita fica em que século.

    Por favor!

    amsl

  34. O maior absurdo é de muitos que atribuem ao islamismo a truculência de alguns sobre as mulheres bem como o terrorismo. Na verdade, como mitos livros dizem, o profeta Maomé, fundador do islã, foi o maior defensor das mulheres, onde as “endeusava” no próprio Alcorão, mais ainda adorando sua mulher, mais velha que ele, atribuições feitas a ela nas escritas. E sobre terror, este desinibia qualquer atitude drástica sobre o próximo, como se vê nessa bíblia. Ocorre que como em muitas religiões, principalmente a católica e as crentes há muito fanatismo e fanáticos de atos impensáveis. O catolicismo fez verdadeiros massacres de milhões nas cruzadas e na santa inquisição, em nome de Deus. Um absurdo genocídio pior que do nazismo.

  35. Infelizmente o repórter começa mostrando desconhecer o assunto, pois confunde a religião do povo árabe (e judeu) com sua capacidade).
    Inventos e descobertas são feitos pelos povos da região muito antes de Maomé.
    A reportagem tenta vincular a capacidade do s que habitam e são originários de lá com a sua religião, o que seria análogo a se dizer que Santos Dumont era cristão e por isso inventou o avião. Uma pena.

      1. Não fiz não, infelizmente novamente.

        Os problemas são o lugar comum e o chavão, típicos, de se vincular o povo à religião. Seu texto induz a isso, ainda que positivamente, e por isso está errado. A religião, nesse contexto, não é relevante.

        Nenhum dos inventos ou descobertas citados aqui pelos comentaristas advém do fato de seus inventores serem (ou não, já pesquisou?) muçulmanos. Viventes e nascidos naquela região podem ter, e têm, religiões diversas, incluído, majoritariamente, o islamismo.

        Recomendo uma leitura, caso encontre por aí, do livro de um historiador árabe (reparou na diferença: árabe, não necessariamente muçulmano, o que, do contrário, não seria ofensivo, emho) chamado, em português, As Cruzadas Vistas pelos Árabes. Se não leu ainda acho que vai gostar.

        Abraço,

        1. Marcelo, eu realmente não entendo este seu comentário. Eu não menciono a palavra “árabe” a não ser para me referir à religião, exceto pelo primeiro parágrafo. Não é uma questão de vincular povo à religião, e sim de justamente desmistificar essa própria ideia. Por isso ainda acho que você leu o texto pelo inverso dele. Também não entendo a relação entre este post e o livro de Amin Maalouf, que trata de uma questão diversa. Por favor fique à vontade para explicar a sua teoria a respeito dos lugares comuns. Obrigado pela visita!

  36. Tive a sensação em alguns comentários de uma certa indignação ou talvez um inconformismo ao se depararem com o fato de que exatamente em épocas tribais o Oriente Médio viveu sua idade do ouro,provavelmente por confrontar o pré-conceito que estes leitores possuem em relação ao Islã e a associação que fazem deste com os conflitos atuais.
    Tenho dito que religião nenhuma é causa de conflitos e que apenas o seu uso político e as distorções que fazem de seus dogmas amplificadas e exploradas por interesses geopolíticos é que propiciam guerras como as que vemos hoje.
    Um exemplo atual é o Wahhabismo e Takfirismo que nada mais são do que uma releitura distorcida e radical do Islã que ficariam na sua insignificância se não tivessem sido usados politicamente primeiro pelo Império Britânico pra derrotar o Império Otomano e hoje pelos USA e seus asseclas.Fica difícil manter um padrão científico do passado ou das potências atuais num quadro como esse.
    Caso o OM fosse judaico e não islâmico e fossem feitos releituras do Torá com os mesmos fins de hoje nem por isso o judaísmo seria sinônimo de atraso ou guerras.

    1. Perfeito comentário, Moisés. Eu venho falando em muitos posts que existe um grande trabalho midiático para trazer um debate entre governos (israelense e palestino) em uma briga de religiões irmãs!

      Como eu disse antes: O islã nunca atrapalhou qualquer desenvolvimento científico, aliás até incentiva por meio da leitura, mas sim o fim dos califados e de qualquer união islâmica capaz de crescer independente de qualquer força invasora.

      É impensável algum país intervir nos EUA ou na Europa, mas no oriente méido é ate incentivado, como manter uma sociedade e desenvolve-la assim?

  37. Seria muito injusto afirmar de que o Islã equivaleria ao atraso. Mas, ao mesmo tempo, não é descabível considerarmos de que o Islã dos últimos séculos é infinitamente menor em termos de avanços científicos e outras tantas contribuições à humanidade se, comparado com o outro, muito mais antigo, na época da pujança e esplendor do Islã.

    Até que ponto a associação com a religião, que você acredita ser não relevante, não seria mais um fator determinante para entender a interrupção contributiva do Islã a todos nós, já que, julgas que “bases materiais e políticas” seriam suficientes para entender as crises que assolam tantos países árabes.

    Se conflitos e guerras sectárias envolvem a religião. Se o antissemitismo árabe é primordialmente contra a religião judaica, tendo Israel se apresentando mais como um pano de fundo de um sentimento maior. Sendo que, o simples fato de Israel se considerar um Estado judeu faz com que objeções e críticas se elevem em tom máximo de reprovações e negativas ao fato.

    Em vista do exposto, seria reprovável, preconceituoso, antiárabe ou islamofóbico se comentar a respeito, mesmo havendo tantas evidências que, sim, a religião, também, pode nos ajudar a entender o porquê de tantas crises, conflitos e guerras nos países de maioria islâmica.

    Um abraço, Luiz.

    1. O erro dos seu comentário, Luiz, assim como de todos os outros que querem dividir ao invés de unir, é colocar a culpa só na religião, você induz a ideia que havia um islã anterior e depois apareceu outro nos últimos séculos..

      O Alcorão, sunnah (ditos do profeta Mohammed (SAW), hadiths (ditos de quem viveu com o profeta) são os mesmos há mais de 1.400 anos…

      A religião em si é a mesma desde que nasceu, o que ocorre, na minha opinião, é sim um conflito político nos últimos séculos, que incentivado e agravado pelo ocidente, por poder e dinheiro, que, esse sim, usa a religião e a deturpa para arraigar seguidores para suas fileiras e só divide a ummah (comunidade) que é o que o resto do mundo ocidental quer, evitar um novo califado de qualquer maneira, infelizmente poucos leem hoje:

      “E quando dois grupos de fiéis combaterem entre si, reconciliai-os, então. E se um grupo provocar outro, combatei o provocador, até que se cumpram os desígnios de Deus. Se porém, se cumprirem (os desígnios), então reconciliai-os eqüitativamente e sede equânimes, porque Deus aprecia os equânimes.”

      Al-Quran, Al-Hujuraat, 49:9

      1. “Sabe que os fiéis são irmãos uns dos outros; reconciliai, pois, os vossos irmãos, e temei a Deus, para vos mostrarmisericórdia”.

        Al-Quran, Al-Hujuraat, 49:10

        1. Heitor.
          Pelo que temos conhecimento faz tempo que os fiéis ( irmãos uns dos outros ) estão um tanto ou quanto irreconciliáveis.
          Talvez não esteja a par, mas estão se matando aos milhares em diversos países.
          A falta de informação deixa as pessoas muito equivocadas. Procure se inteirar mais do que anda acontecendo nas guerras e atentados corriqueiros que ocorrem entre os fiéis.
          Um abraço, Luiz.

          1. E os chineses matam tibetanos, russos matam chechenos, americanos mataram milhões no Vietnã, centenas de milhares em segundos no Japão.. A guerra civil dos EUA, aliás, foi uma das mais sangrentas da história, recentemente houve guerra civil em El Salvador, Nicaragua, no Chile bombardearam o palácio presidencial, quer falar de canibalismo? Vamos falar da África subsaariana ou dos cartéis do México, enfim.. o ser humano é selvagem, como eu disse antes:

            “O erro dos seu comentário, Luiz, assim como de todos os outros que querem dividir ao invés de unir, é colocar a culpa só na religião.”

            Tu tinha dito outro comentário, no qual eu respondi com este, mas tu deletou ou talvez tenha ocorrido um acidente, agora posso respondê-lo devidamente.

            Abraço, Heitor.

          2. Eu realmente lamento muito esses conflitos entre todos, como eu disse acima, acredito que existe algo por trás, que na minha opinião é somente implantar a desunião, infelizmente somos 7 bilhões e pouco mais de 1 bilhão podem dizer que vivem em sociedades com acesso a recursos fartos.

            Todo mundo sabe que se a humanidade tivesse o mesmo padrão de vida que esses 1 bilhão do mundo rico, seriam necessárias 4 Terras para dar conta do consumo de recursos, portanto, penso ser impossível um mundo totalmente igualitário e, obviamente, a força das armas coloca uns acima de outros e esses outros se viram como podem para pelos menos ter uma janta de noite.

            Espero que seja temporário, as estimativas dizem que no final do século a população irá voltar a estaca dos 6 bilhões, depois de chegar aos 12 ou 14 em 2050, somente por aí podemos começar a deslumbrar um futuro onde todos vivam bem.

            Claro que eu adoraria que esses 1 bilhão cedessem e distribuíssem para o resto, mas eu e você e qualquer um sabemos que isso não ocorrerá, justamente por que a elite do mundo rico (125 famílias tem 40% do pib do mundo) não aceitará perder sua bonança.

            Lembrando que tanto o Quaran, Bíblia e o Talmud são contra usura que é um grande motor dos problemas no mundo atual, na minha opinião.

          3. Bem, Luiz, acho que o que o Heitor demonstrou foi que não é a religião que causa essa violência, ela, a violência, está ligado a um outra série de fatores. Alpem do mais, quantos europeus (sociedade esclarecida, essa…) morreram na primeira e segunda guerras mundiais mesmo? Engraçado como as pessoas associam a guerra no mundo islâmico a uma característica muçulmana, mas quando feita por povos do ocidente é por qualquer outra coisa…os europeus, cristãos, “filhos” do iluminismo (quanto já não se matou e escravizou e se dominou em nome da ciência e do racionalismo…), mataram-se aos milhões…É falta de informação ficar dizendo que a guerra lá acontece por valores intrínsecos do islamismo…

  38. Olha…vendo uns comentários eu me pergunto como seria se fosse o contrário, se aparecesse aqui gente dizendo que os judeus tem alguma valor negativo inato, só por ser judeu. Com certeza essas pessoas seriam taxadas de antissemitas, e com razão. Muitas vezes podemos nos pegar tendo atitudes racistas e preconceituosas, mas, se formos realmente honestos e íntegros, nesse mesmo momento faremos uma reflexão sobre nossa atitude. No caso das religiões, cada qual pode distorcer pra onde quiser, pro ecumenismo ou pra rivalidade. O Islã é uma religião muito bonita e dentro delas existem várias vertentes, dos mais conservadores, como o wahabismo a linhas mais liberais, criadas no próprio islã. Existe um dito de Mohmamed que diz, “buscai o conhecimento, mesmo que te leve até a China, no lombo de um elefante”, ou seja, sempre busque o conhecimento (daí essa figura do título da reportagem). Esse suposto “obscurantismo” (digo suposto, porque no mundo islâmico há muita produção intelectual, e que critica até como o islã é praticado -vide o feminismo islâmico, que busca sua força justamente de dentro dos ensinamentos do Corão. Até porque a Sharia não é estática (no século XIII, se não me engano, já sob domínio de fato dos turcos, foi decidido que não haveria mais mudanças… o que é, certamente contra os próprios preceitos do alcorão). Outro absurdo é que o islã é intolerante com o outro. É comparar quantos cristãos continuaram existindo nos países árabes mesmo depois da expansão e quantos muçulmanos sobraram da Espanha andaluz (Junto com os judeus, foram expulsos com uma mão na frente e outra atrás, só pode ficar quem se cristianizou, e mesmo assim virou cristão novo, de segunda categoria. Quando os muçulmanos conquistaram a Espanha não aconteceu nada disso, pelo contrario. Além do mais, as coisas mudam o tempo todo, não naturalizem a nossa sociedade, por ela tem esses princípios de direitos humanos (e que devemos muito a filosofia muçulmana da idade média) há muito pouco tempo, no Brasil existem femicídio, de tantas mulheres assassinadas, até 40 anos atrás matar pra lavar a honra ainda era aceito aqui, e, dependendo da novela que vc vê, espancar uma mulher adúltera ainda é aceito (e nos lembremos daquela menina da uniban, que por usar roupas curtas sofreu uma violência descabida dos seus colegas). Pra conhecer melhor o Islamismo, de uma maneira acadêmica, sugiro o livro “Islã: Religião e Civilização – Uma Abordagem Antropológica” do Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto. Vai explicar, inclusive o surgimento dessas correntes mais conservadoras atualmente.

    1. Opa, acabei deixando passar uns erros de concordância, mas acho que não atrapalham o conhecimento do texto. E bem, dito tudo isso, quero dizer que dentro do islamismo existe gente preconceituosa e intolerante, como em qualquer outra religião, ideologia que existe.

    2. Parabéns pelo Comentário Enos, só te aviso que sua mera hipótese de pensar que alguém poderia vir dizer que judeus tem algum valor negativo inato, só por ser judeu já vão te chamar de anti semita e mandar o mossad te matar.

      Mas quanto a islamfobia, bem essa é liberada e incentivada a rodo.

      Lembrando que o antissemitismo é contra o semitas que são uma família de vários povos, entre os quais se destacam os árabes e hebreus, que compartilham as mesmas origens culturais, portanto, a islamfobia também é antissemitismo e deveria ser, sim, punida com prisão e demais sanções tais quais o antissemitismo aos judeus.

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