Sobre barreiras e muros em Israel

Trecho da barreira de segurança entre Israel e um campo de refugiados palestinos. Crédito Ammar Awad/Reuters
Trecho da barreira de segurança entre Israel e um campo de refugiados palestinos. Crédito Ammar Awad/Reuters

Refiz, nas vésperas do Natal, o caminho bíblico de Maria entre Nazaré e Belém. Em uma reportagem (clique aqui para ler) bastante criticada, inclusive pela diplomacia israelense, a edição natalina do jornal narrava os obstáculos nesse percurso, caso repetido hoje entre Israel e os territórios palestinos da Cisjordânia.

O texto não tinha objetivo político, a despeito do afirmado pelos críticos. Tampouco tomava posição de um ou de outro lado. Mas, de acordo com a observação de que a reportagem carecia de uma análise mais profunda sobre a razão de haver uma barreira física entre Israel e a Cisjordânia, convidei o capitão Roni Kaplan, porta-voz do Exército israelense, para um relato especial aqui no Orientalíssimo blog.

O texto abaixo, assinado pelo capitão, foi escrito em espanhol e traduzido por mim ao português com a autorização dele. Os interessados podem procurá-lo pelo Facebook (clique aqui) ou Twitter (aqui). Nenhuma ofensa pessoal ao capitão ou a mim serão publicadas nos comentários deste blog.

***

Para mim é um prazer receber este convite ao blog de Diogo Bercito, da Folha, único veículo escrito brasileiro que tem um jornalista fixo aqui no Oriente Médio, pelo que me consta.

Somente tendo como base um jornalismo sério e profissional é que se pode abordar os conflitos complexos que inundam o Oriente Médio e, em particular, o conflito israelense-palestino, que se encontra nestes meses em meio a um processo de paz mediado pelos americanos.

O objetivo destas linhas é oferecer ao leitor uma visão mais profunda das razões que levaram ao estabelecimento da barreira defensiva entre os territórios da Judeia e Samaria (Cisjordânia) e na zona oeste do Estado de Israel, em uma perspectiva de segurança e de direitos da população.

Para abordar o tema é importante ter em mente alguns axiomas básicos: 1) Israel é 400 vezes menor do que o Brasil. 2) Na zona de Tulkarem, ao norte de Tel Aviv, a distância entre o mar Mediterrâneo e a linha verde é somente de 13,8 quilômetros. 3) A faixa costeira de Israel, que está ao lado de Judeia e Samaria, é 20% do território nacional, em que vive 70% da população (140 milhões de pessoas, em termos de Brasil) e se produz 80% do PIB. Essa zona é o coração do país tanto do ponto de vista populacional quanto do produtivo.

Aproximadamente 3% da extensão da barreira defensiva está construída em forma de parede de concreto por duas razões: evitar que francoatiradores ataquem casas e veículos e diminuir possíveis danos causados por vandalismo. A Amazônia ocupa aproximadamente 20% do território brasileiro. Seria ilógico que alguém diga que o Brasil é uma selva; duplamente ilógico seria argumentar que a barreira defensiva é um muro.

Em muita vezes, aqui em Israel, a gente pode chegar a viver com medo. Porque minha esposa e minhas filhas têm de subir ao ônibus em Jerusalém com medo de que uma bomba exploda? Desde que a barreira defensiva existe, o medo é menor, assim como a perda de vidas civis israelenses.

Entre 2000 e 2005, sem a barreira, morreram em Israel mais de mil civis em atentados suicidas, francoatiradores e outras formas de terrorismo. Mais de 6.000 israelenses foram feridos na mesma época. Estamos falando de civis assassinados enquanto tomam um café, desfrutam das férias em um hotel com a família ou dançam e bebem cerveja em uma discoteca de Tel Aviv. É claro que, para o terrorista, é bastante fácil chegar a esses lugares se não houve um controle.

Segundo os axiomas escritos acima, está claro que da Cisjordânia ao coração da vida civil israelenses há alguns minutos de direção ou um pouquinho de caminhada. Se o terrorista tiver a intenção e os meios para efetuar o atentado, é uma questão de decisão, e não mais, se vai executá-lo ou não. Como fazer, então, para nos defender de um terror que ameaça a população e arruína a rotina da vida, em um espaço tão pequeno?

A construção da barreira segue salvando vidas diariamente ao evitar atentados terroristas que não aparecem na imprensa. Mas a barreira não salva vidas por si só, mas faz parte de uma doutrina de defesa que inclui a Inteligência e as capacidades operacionais das Forças de Defesa de Israel para frustrar atentados terroristas antes que sejam executados.

A isso temos de adicionar as atividades das forças de segurança palestinas, que por interesse próprio lutam contra grupos terroristas como o Hamas, evitando que levem a cabo atentados que, ao longo prazo, prejudicariam o grau de governabilidade da própria Autoridade Palestina.

É claro que a barreira não é hermética. Nos últimos meses, houve vários atentados nas mãos de terroristas que vivem na Cisjordânia, como os assassinatos a sangue frio dos soldados Tomer Jázan e Eden Atías e o artefato explosivo em um ônibus na cidade de Bat Yam há três semanas, que por sorte não deixou vítimas. Sem esta barreira, seria muito pior.

Esta barreira defensiva é um obstáculo para o terror, não é uma barreira para a paz. Nós a construímos de uma maneira em que possa ser movida facilmente, se necessário. Se não houvesse terrorismo, não haveria barreira.

Além disso, a localização pela qual passa a barreira está sujeita a constante revisão judicial por parte da Suprema Corte de Justiça. Palestinos ou israelenses estão em seu direito de dirigir-se à ela e solicitar a mudança. De fato, palestinos se dirigiram 168 vezes à Corte para pedir que a localização da barreira seja alterada. Em várias vezes a Corte decidiu em seu favor, ao custo de dezenas de milhões de dólares para o Estado de Israel.

Nas Forças de Defesa de Israel, estamos totalmente comprometidos com o princípio da proporcionalidade, que se equilibra entre o direito da população palestina na região (à vida, ao respeito, à propriedade privada, à liberdade de culto e de costumes) e o direito à segurança da população israelense. Ambos os elementos determinam a localização exata de cada trecho da barreira.

46 passagens na barreira que permitem o movimento de um lado ao outro, além de 78 cruzamentos projetados para o uso pessoal para questões familiares ou de agricultura. Assim também foram construídos 14 caminhos alternativos para a população palestina de maneira a interferir minimamente em sua liberdade de movimento. Em 2013, palestinos passaram pela barreira para Israel em mais de 11 milhões de vezes. O custo total da barreira para o governo de Israel é de US$ 11 bilhões.

Comentários

    1. Mario.
      Leia o artigo “O Caminho de Maria”,do Diogo Bercito, e terás uma idéia real do que é a “imparcialidade”do jornalista.

      1. Enquanto os adeptos de Mafoma não renun-
        ciarem os conceitos de Jihad(guerra santa)e
        o da existência de infiéis,vale apenas o cada
        um por si…

    2. Por que o artigo não foi publicado na Folha com as mesmas características de localização no jornal da chamada que o artigo de natal? Isto sim mostraria imaparcialidade.

    3. imparcialidade? se o muro e em ii”srael sem problemas se com tanta inteligencia e capacidade de defesa percapta , por metro nao conseguem se defender de pedras e buscapes devolvam o que nao lhes pertecem aos palestinos , que ai ja da pra começar algum dialogo muro em terra alheia? po para

  1. Parabéns, Diogo, pelas ótimas matérias que escreve. Concordo que Israel tem o direito de construir uma ou mais barreiras de proteção, mas que as construa dentro de seu território. A barreira em questão foi erguida dentro do território palestino, subtraindo mais 14% do território desse povo. O capitão Kaplan diz bem: a barreira não foi feita para a paz.

    1. Jaoa,
      Arrisco a dizer que houve um erro de traducao.
      Quando o capitao diz “não é uma barreira para a paz” acho que a traducao correta seria de que a barreira nao visa impedir a paz.

    2. Prezado João, o capitão Kaplan disse exatamente o contrário do que vc entendeu: a barreira não é um obstáculo para a paz e sim para o terror.

  2. Finalmente um espaço para alguém do governo israelense explicar o que seria óbvio se não fosse a campanha que fazem contra Israel e se a nossa imprensa mostrasse o que acontecia antes da instalação da barreira.

  3. Israel sempre, eles só se controlam pq os estados unidos estão no meio, mas, por mim pegavam tudo que é de direito por regra, lei e biblia.

  4. Muito boa matéria, parabéns pela iniciativa israelense pela defesa dos seus cidadãos, deveria ser assim o interesse dos nossos governantes para nos dá segurança, porém há uma diferença abismal nas culturas, em Israel por exemplo assassinos são tratados como tal, aqui não há opinião clara sobre…

    1. Na segunda guerra você seria um tipico alemão esbravejando como era bom deixar aqueles judeus terroristas presos dentro dos muros de “defesa”, né?

      1. A diferença,que não é óbvia para você,é que os judeus não tem o hábito de se explodirem para matar inocentes.

        1. Quando houve a invasão de Jerusalem por Nero, as pessoas que morriam de fome eram catapultadas para fora das muralhas, numa espécie de guerra biológica, sabia?

          Moral: Cada um se defende como pode, meu caro.

          1. Heitor,
            Ainda bem que voce deixou claro que voce e’ a favor do terrorismo. Isso explica muitos dos seus comentarios.

          2. Marcio, terrorismo é usar fósforo branco em populações civis, permitir que milícias cristãs aliadas entrem em um campo de refugiados composto por maioria de mulheres e crianças e matarem 2 mil pessoas, responder foguetes com bombardeiros massivos, quebrar braços de crianças por atirarem pedras contra tanques blindados, controlar água, comida, dinheiro de todo um povo e etc..

            https://www.facebook.com/Exposing.Israeli.Crimes?fref=ts

          3. Aliás, estes criminosos de guerra fizeram parte de reconhecidos grupos terroristas como hagannah, irgum e da gangue stern, que deram origem ao atual exército sionista, depois de MUITA ajuda de estadounidenses e ingleses.

            Quem repudia o tanto o terrorismo, como você Marcio, deve obrigatoriamente repudiar quem deu origem ao terrorismo moderno e existe farta informação sobre o terrorismo sionista para pesquisa.

          4. Heitor,
            O fato e’ que atualmente, no momento presente, apoiar atos terroristas e’ crime.
            E voce o faz.

          5. Márcio
            O fato é que atualmente, no momento presente, apoiar atos terroristas de estado é crime (pela lei internacional).
            E você o faz.

          6. O post da Maria Rita, onde você não deu um Piu, está ai para comprovar o terrorismo de estado pelo qual me refiro.

          7. Obviamente qualquer terrorismo e’ crime. Infelizmente voce esta’ confuso.
            Eu nao apoio terrorismo de estado. Onde mesmo que eu falei isso?

            Ja’ voce foi bem claro, voce apoia atentados a bomba contr ao governo de israel. Isto e’ ilegal, no brasil e na uniao europeia, e no japao, e nos EUA e na australis.
            Claro se a sua unica viajem sera’ aos paises ditadores do oriente medio, entao sera’s recebido como heroi.

          8. Esses países ditadores… Olha muitos desses ditadores foram colocados lá pelo papai (USA), não vê que os EUA/Israel intervém ativamente nos outros países para colocar governos fantoches aliados?

            As democracias inimigas são logo logo varridas (lembre o que ocorreu em toda América Latina poucas décadas atrás).

          9. Heitor,
            Voce apoia atos terroristas. O resto e’ retorica. Pergunte ao diogo se homem bomba nao e’ um ato terrorista.

            E’ errado apoiar este tipo de acao. Isso e’ terrorismo. e voce apoia.

          10. Por que não contesta meus argumentos, esse é seu único argumento?

            Como eu disse cada um se defende como pode, sempre foi assim e sempre será, seja na palestina, seja em israel (pesquise sobre os grupos paramilitares e seus antentados), Vietnã ou na França (revolução francesa e depois a caça as bruxas de Vichy).

            Atentados para aterrorizar a população civil são feitos desde sempre, os romanos eram especialistas nisso e isso tira seus méritos?

            Qualquer um que apoie o sionismo está direta ou indiretamente dando suporte aos seus atos de terror sejam eles antes ou depois da criação do país e se você ver os Números, eles sim importam, verá quem é o terrorista aqui!

  5. Parabéns pelo material publicado. Agora, evidentemente, fico no aguardo de uma manifestação semelhante por parte dos palestinos sobre o assunto.

  6. Os objetivos dos muros altos do gueto de Vasóvia eram defender o resto da cidade dos ataques terroristas.

    O gueto de Varsóvia ficou famoso pela resistência (terroristas) que ofereceu à dominação nazista (sionista) durante a Segunda Guerra Mundial…

    1. Qualquer semelhança entre os “terroristas” judeus de antigamente e os muçulmanos de hoje é mera coincidência…

      1. Lutar contra um exército altamente treinado e armado para não serem enviados a um campo de extermínio não é a mesma coisa que cometer atentados contra a população civil.A semelhança está na sua cabeça preconceituosa.Pode espernear á vontade.Israel está ali para ficar.

        1. O exército de Israel é altamente treinado e armado também, ah claro a resistência judaica não matou nenhum pobre civil polones…

          aham, cláudia senta lá..

          A verdade é que para o agressor a vítima será sempre terrorista ou seja lá como quiser chamar, desculpas sempre vão haver.

          Como eu disse antes:

          Qualquer semelhança entre os “terroristas” judeus de antigamente e os muçulmanos de hoje é mera coincidência…

          1. Os terroristas judeus lançavam através dos muros do gueto de Varsóvia sistemáticamente, misseis e morteiros sobre os pobres soldados nazistas e população polonesa.Coitadinhos…

    2. Engraçado que os amigos dos nazistas eram os árabes, mufti de Jerusalém, os judeus, o sionismo não era conhecido por eles, eram as vitimas. “Os objetivos dos muros altos do gueto de Vasóvia eram defender o resto da cidade dos ataques terroristas.” Fazia tempo que não lia uma besteira tão grande. Como vc fala Varsóvia era a capital da Alemanha, o que os nazistas faziam lá?

      1. E Jerusálem é capital de Israel? Só para os israelenses, assim como, a Polonia era parte do espaço vital para os nazistas, só para os nazistas.

        é muito fácil qualificar qualquer critica como besteira, atitude tipica de quem só tem conhecimento pela Veja, rede globo etc..

        Felizmente o povo está acordando, pois hoje é possível se informar fora desses meios.

        “os amigos dos nazistas eram os árabes”, onde?

        Jerusálem estava sob controle dos ingleses muito antes dos nazistas aparecem, já existia uma resistência desde aquele tempo.

        Lembrando que o mundo só foi descobrir, inclusive o próprio povo alemão, sobre os campos após a derrocada alemã, portanto, sua tentativa baixa e de má-fé de associar os árabes com os campos e todo horror nazista é uma grande falácia.

        1. Heitor.
          Tanto os aliados como grande parte da população alemã sabia o que estava ocorrendo nos campos de extermínio e portanto foram coniventes.Não seja ingênuo ou ao menos não finja ingenuidade.

          1. Se fosse como dizes, os inúmeros relatos tanto de soldados aliados (que não sabiam onde estavam entrando ao irem nos campos) como da população civil alemã (que foi levada para ver in loco) seriam diferentes dos que conheço.

            Meus avôs lutaram na Itália e nem eles como nenhum outro tinha ideia do que ocorria.

          1. Você está errado, o que eu vi foi uma parceria entre governos, como eu disse em outro post, existe uma forte tentativa de associar religiões com governos, isso é uma atitude lamentável.

            A igreja católica também apoiou o nazismo, nem por isso você e qualquer outro está falando que os católicos são a favor do holocausto e etc.

            Lembrando, novamente, que o mundo só foi descobrir, inclusive o próprio povo alemão, sobre os campos após a derrocada alemã, portanto, sua tentativa baixa e de má-fé de associar os árabes com os campos e todo horror nazista é uma grande falácia.

    3. Heitor,
      La Segunda Guerra mundial y el holocausto sin duda han sido hechos histórico importantes para el pueblo de Israel, que cabe analizarlos. No obstante, el uso político del los mismos, para deslegitimar la propia existencia del Estado de Israel o algunas acciones del mismo para defenderse, es una aberración, histórica, conceptual, ideológica y política. Me parece bien criticar, la critica es el motor de la única democracia de Medio Oriente y la escucharé con atención. Pero hablar del guetto de Varsovia (como ejemplo) en este contexto denota que el uso político que hace ud. del holocausto no es sino una falacia incontrastable.

      1. Roni, primeiramente, o Líbano e a Turquia são democracias também, esse ano terá eleições no segundo, sua fala já começa errada.

        Tu quer falar sobre uso político? Que eu saiba quem foi na Mesquita Dourada em pleno ramadam para causar uma nova intifada e ganhar as eleições foi um certo membro do alto poder israelense (já de cujus) e não o contrário..

        Quanto ao gueto é só pesquisar o conceito:

        “Gueto (do italiano ghetto) é um bairro ou região de uma cidade onde vivem os membros de uma etnia ou qualquer outro grupo minoritário, frequentemente devido a injunções, pressões ou circunstâncias econômicas ou sociais”.

        Acho que não tem um conceito melhor.

        1. Héctor,
          Creo que traer palabras como ghetto al debate es una táctica inapropiada para descalificar a Israel. Es cierto que la definicion que traes es la definición técnica de la palabra ghetto, pero se ve con claridad que tu intención es comparar las políticas israelíes con las políticas nazis, cosa que es inaceptable, inhumana y simplemente errada.
          Permiteme contarte un par de datos. Sabias que Israel ha ofrecido una y otra vez a los palestinos un acuerdo de paz, incluyendo devolución de la mayor parte de Cisjordania y la dirigencia palestina ha rechazado la paz una y otra vez? Sabias que la Autoridad Nacional Palestina ha nombrado calles y campamentos en honor a terroristas que han asesinado a cientos de israelíes? Es ese es el mensaje que quieren dejarle a sus jóvenes y niños? Que quien mata a cientos de hombres recibe honores como ese?
          Si realmente te importa el pueblo palestino y su gente, deberías exigir una dirigencia mas responsable y menos violenta. Deberías abogar por un estado palestino que abandone la violencia y la incitacion y se apegue a la paz.
          Dejemos el odio, veamos los hechos y comencemos a exigir un liderazgo responsable.

          1. O último premiê que tentou algo de fato para resultar a paz acabou assassinado pelo mossad e tanto você como eu sabemos que a paz depende só de Israel, os palestinos não tem voz nenhuma.

            E pelas recentes declarações e atitudes to atual premiê que chama a UE de “hipócrita” ao defender o fim da colonização, fica claro que a paz não ocorrerá.

            Muito fácil estuprar e dizer que a culpa era da mulher por usar roupa curta.

          2. Heitor, um aparte apenas: creio que você está acusando o Mossad de ter planejado o assassinato de Yitzhak Rabin. Isso é uma teoria da conspiração sem fundamento, é o mesmo que dizer que o Mossad é o responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

          3. Beto, nada me leva crer o contrário, a ala de direita fará de tudo para se manter no poder e só conseguirá isso se nunca houver paz e, ao contrário, guerra permanente.

            Se ele tivesse seguido com a paz, o que acho que ele iria de fato conseguir, o kadima e o likud hoje seriam pó.

  7. Diogo,
    Parabens.
    SOmente uma pessoa idonea e com a determinacao de ser justo teria tomado uma atiude como essa. Dar ao outro lado a chance de se expressar,!
    Incrivel.
    Voce sem duvida e’ um jornalista de primeira e com etica. Hoje em dia muitos, se nao a maioria, dos jornalistas so’ pensam em subir na carreira e esquecem a etica.
    Parabens outra vez.

    1. Ele deu a chance do outro lado se expressar pelo fato de ter sido tendencioso na primeira matéria feita no natal.Não fez mais que a obrigação!

  8. Diogo. Seu artigo natalino foi realmente muito polêmico!
    O artigo do capitão Kaplan é muito interessante e entendo a lógica por trás da barreira de segurança. No entanto não deixa de ser muito triste ver o impacto dela sobre a população palestina de cidades como Belém e de Eizariya (Betânia).

  9. Caro Diogo,

    Parabéns pela matéria anterior e pela busca por objetividade com o presente artigo.

    Entretanto, gostaria de apontar alguns elementos que estão ausentes do texto do capitão, e que julgo de extrema importância para a compreensão deste tema.

    . A violência aumentou em Israel a partir do ano 2000 devido ao colapso das negociações de Oslo e ao início da 2a Intifada.
    Mesmo sendo apenas um elemento das complicadas negociações, vale lembrar que durante os sete anos de ‘peace talks’ os palestinos assistiram ao crescimento sistemático de assentamentos judaicos (não apenas natural, mas a construção de novos), após ter historicamente reconhecido o direito de Israel existir.

    A frustração que gerou o aumento da violência, nos dois lados da fronteira, não foi expontâneo.

    Sim, a Suprema Corte israelense ordenou algumas mudanças no trajeto da barreira. Mas em 2004 a Corte Internacional de Justiça deu um parecer, a pedido da Assembléia Geral da ONU, considerando a barreira totalmente incongruente com a legislação internacional.

    Segundo relatório da ONU, 86% da barreira passará pela Cisjordânia, englobando, de acordo com outras análises, 12% do território palestino.

    Aconselho a visita ao site da OCHAoPt (órgão da ONU para assuntos humanitários) para seus leitores. O mapa da barreira mostra todas as comunidades palestinas que ficam presas entre a barreira e a Linha Verde. Como também todos os palestinos que foram separados de seus campos, precisando cruzar check points para trabalhar, ver familiares e amigos, ter acesso a serviços básicos.

    http://www.ochaopt.org/documents/ocha_opt_barrier_map_july_2012_english.pdf

    Sobre o princípio de proporcionalidade das Forças de Defesa Israelense (igualdade entre vidas palestinas e israelenses), aconselho a breve leitura, no próprio site da IDF, do “Spirit of the IDF”. Isto é o “código de ética” da IDF, que guia a conduta dos soldados e está claramente em desacordo com o Direito Humanitário e as Leis de Guerra.

    http://dover.idf.il/IDF/English/about/doctrine/ethics.htm

    Um abraço,
    Maria Rita

    1. Maria Rita.
      Cada um colhe o que planta.Se os palestinos estivessem realmente interessados na paz e reconhecimento de Israel, teriam há muito tempo tomado outra atitude que não o terrorismo e a vontade de jogar os israelenses ao mar.Para obter boa vontade tens que demonstrar o mesmo.O problema está no alto grau de corrupção das autoridades palestinas que fazem uso indevido dos benefícios recebidos do exterior.A situação está muito cômoda para eles.Além disto, eles tem medo de serem assassinados pelas alas mais radicais da política palestina.Enquanto isto, o povo palestino que quer trabalhar e quer paz é que sofre as consequências desta política.Enquanto não se conscientizarem que Israel é uma realidade e está lá para ficar, mais sofrimento virá tanto para palestinos quanto para israelenses.Não pense que os judeus vão se deixar levar novamente para o matadouro como já fizeram.Quem tentar o mesmo vai pagar um preço muito caro.E digo mais: o primeiro artigo do jornalista foi preconceituosamente unilateral quando não apreciou os dois lados da questão.O segundo foi para consertar o erro.

      1. Gerson concordo em partes com você, dessa vez, mas querer dizer que é tudo culpa da Palestina é muita parcialidade.

        Tanto eu como você sabemos que logo logo não haverá território algum para formar estado algum, a colonização sionista hoje é a maior culpada pelo entrave.

      2. Gerson,

        Acredito que uma das definições para o conflito israelo-palestino seja uma série de oportunidades perdidas por ambas as partes.

        Aconselho uma leitura mais crítica dos discursos das alas mais radicais palestinas e israelenses. Sei que este é um conflito que desperta grandes paixões, mas a busca pela objetividade em sua compreensão auxilia sua resolução.

        O 1o artigo do Diogo relatou um percurso, uma situação pela qual ele passou. Pela proposta do artigo não acho que ele deveria ter entrado nas razões dos entraves, mas objetivamente relatá-los como foi feito. Porém, achei jornalisticamente digna a iniciativa, perante tanta repercussão, de esclarecer em um artigo com outra proposta as razões dos entraves pelos quais ele passou.

        Um abraço,
        Maria Rita

        1. Maria Rita,Heitor,ilank,josé,Marcio e todos outros companheiros de debate.
          A discussão foi muito proveitosa e todos temos um pouco de razão.Só não podemos perder o equilibrio entre a razão e a paixão(e neste quesito a Maria Rita nos deu uma ótima lição).Vamos torcer para que a paz venha logo, pois apesar das várias arbitrariedades e atrocidades cometidas de ambos os lados não creio que a paz não seja o anseio da grande maioria dos israelenses e palestinos.
          Abraços a todos.

          1. Concordo totalmente, é totalmente possível coexistirem Israel e Palestina, lembrando que não se trata de uma guerra religiosa, como muitos tentam passar com muito esforço até, mas sim de um conflito por terra em um dos locais mais disputados de toda a história.

            Acho que todos queremos a paz, ma s infelizmente alguns nos dois lados ganham muito dinheiro e poder com esse status quo.

            Abraço.

        2. Maria Rita,
          Voce cita a ONU e o tribunal internacional como a ultima palavra em justica. E nao sao.

          Segundo acho que voce nao tem nehum conhecimento do que e’ se rum militar na zona de conflito.

          Em resumo, assim como voce, muitos usam belas palavras e sao pacifistas. Ninguem gosta de guerra.

          Mas o fato simples que voce nega e muitos outros e, que e’ o rpoblema fundamental , os arabes/palestinos nao querem israel onde eesta’.

          Nao e’ que eles querem somente o estado deles, eles querem israel destruido.
          esse e’ o “x” da questao.

          1. Esse é o X da questão que você e muitos sionistas querem passar, mas ele é um ponto ultrapassado há bom tempo.

            Israel tem tratados de paz com Arábia Saudita, Jordania, Egito, simplesmente a maioria dos vizinhos.

            Somente um paranoico acredita que esses tratados serão rompidos, os árabes estão cuidando da suas vidas!

            O fato X é que Israel nunca irá aceitar a criação do Estado palestino, basta ver as reações quando a onu, ue ou qualquer outro se manifesta sobre isso!!!

            Porque? Por que vão colonizar toda a cisjordania e eles não podem fazer isso com a criação do estado palestino pois poderiam ser punidos por crimes de guerra, violação das leis internacionais.

            Infelizmente os palestinos são apátridas, sem estado, sem direitos… Em um triste limbo jurídico.

    2. Bravo, Maria Rita.

      “Sobre o princípio de proporcionalidade das Forças de Defesa Israelense (igualdade entre vidas palestinas e israelenses), aconselho a breve leitura, no próprio site da IDF, do “Spirit of the IDF”. Isto é o “código de ética” da IDF, que guia a conduta dos soldados e está claramente em desacordo com o Direito Humanitário e as Leis de Guerra.”

      Abraço.

      1. Caros Maria Rita e Heitor, no tocante ao código de ética do exército de Israel, peço que me apontem o que exatamente está “claramente em desacordo com o Direito Humanitário e as Leis de Guerra”. O link que a Maria Rita passou não funciona para mim, mas este aqui funciona: http://www.idf.il/1497-en/Dover.aspx

        A doutrina do exército não está, a meu ver, em desacordo com leis internacionais, mas as atitudes de seus soldados e comandantes sim. Talvez vocês estejam se referindo à doutrina Dahiya, que é uma estratégia de guerra assimétrica empregada na operação “Cast Lead”, e que defende a validade de ataques militares a alvos civis em casos de guerra contra milícias que se misturem à população civil. Nesse caso, eu concordo com vocês, essa estratégia é não só ilegal mas também imoral, e ela é controversa até mesmo dentro do alto escalão do exército de Israel. Mas não confundam isso com a doutrina fundamental do exército que, ao menos no papel, parece “bonitinha”, tanto quanto qualquer doutrina militar pode ser.

        E ainda espero ouvir de ao menos um de vocês dois um comentário a respeito dos atentados terroristas de palestinos contra a população civil israelense como sendo “claramente em desacordo com o Direito Humanitário e as Leis de Guerra”.

        1. Beto, evidentemente ninguém quer o terrorismo, todos sabemos que vai contra as leis internacionais, mas o que é realmente terrorismo?

          Para mim seria a morte de centenas de milhares de civis por bombas nuclares no japão ou em dresdén, ou o próprio holocausto, massacres nos campos de chalita e uso de fósforo branco em civis, homolodor na ucrania, grande fome na índia que morreram milhões enquanto a comida era enviada na marra para Londres, o massacre feito pelo Saddam contra os curdos, enfim.. existe um grande trabalho e esforço para condenar o terrorismo individual, de pequenos grupos, porém esquece-se daquele mais importante: o terrorismo de Estado que ocorre sob vistas grossas e até aplausos de muitos, infelizmente os números de civis mortos falam por mim.

          Lembrando novamente que a hagná, gangue to stern entre outros grupos paramilitares sionistas (tal qual o hisbullah) cometeram atos semelhantes contra civis durante e após o domínio britânico e hoje são “heróis” (terroristas!!!)…

          1. A direita israelense é quem mais ganha com o terrorismo, vão se perpetuando no poder e controlando mais e mais a aguá, comida, dinheiro e tudo mais que entra e sai na faixa de gaza e colonizando os territórios da cisjordania, gerando mais ódio, miséria, e, consequentemente, mais gente para as fileiras do terrorismo, uma roda sem fim que só ajuda um lado, ou acha que as pessoas acordam em um belo dia com mesa farta, emprego e falam: Hoje vou ser terrorista 😀

        2. Caro Beto,

          Não me refiro à doutrina Dahiya, e concordo plenamente com sua avaliação. Me refiro a esta parte do código, denominado princípio da distinção:

          1. Minimum injury to the lives of citizens of the state who are not combatants during combat;
          2. Minimum injury to the lives of other persons (outside the state) who are not involved in terror, when they are under the effective control of the state.
          3. Minimum injury to the lives of the combatants of the state in the course of their combat operations.
          4. Minimum injury to the lives of other persons (outside the state) who are not involved in terror, when they are not under the effective control of the state.
          5. Minimum injury to the lives of other persons (outside the state) who are indirectly involved in terror acts or activities.
          6. Injury as required to the liberties or lives of other persons (outside the state) who are directly involved in terror acts or activities

          Não comentei sobre os atos terroristas palestinos, pois meu post foi uma resposta ao artigo do capitão. Busquei apenas complementar o artigo com alguns pontos que ele não abordava. Atentados palestinos não era um deles.

          Abraço

          1. Cara Maria Rita, não encontrei esse trecho que você citou em nenhuma referência ao código de ética do exército (nem no link que você mandou), mas descobri que se trata de um artigo acadêmico escrito por Asa Kasher, um dos criadores do código de ética original do exército, e que propõe novos valores éticos no tocante ao combate ao terrorismo. O artigo foi questionado e duramente criticado, inclusive por israelenses.

            Vale notar que tanto Kasher quanto Amos Yadlin, co-autor do artigo, podem ser considerados muito influentes na filosofia e direcionamento ético do exército. Sendo assim, por mais que não seja parte oficial da doutrina, o artigo carrega um certo peso. E concordo com você que esse princípio de distinção proposto no artigo fere a Convenção de Genebra, que prega total disntinção entre combatentes e civis, enquanto o artigo diferencia civis israelenses de civis palestinos, colocando a vida dos soldados israelenses abaixo dos primeiros e acima dos segundos, por ordem de importância.

            Infelizmente, parece que esta nova filosofia é aplicada na prática contra os palestinos, quando qualquer ataque a civis é justificado com uma desculpa de que os terroristas se escondem no meio da população. Por mais que isso seja verdade, é dever do exército evitar a todo custo que a população civil seja atingida.

            Curioso é que Kasher foi um dos fundadores do movimento “Yesh Gvul”, fundado em 1982 por combatentes que se recusavam a servir no Líbano. Sabe-se lá o que fez com que ele mudasse tão radicalmente sua opinião…

            Quanto ao resto do que você disse originalmente, eu concordo plenamente, e acrescento que o muro em si é apenas mais um dos vários instrumentos de opressão aos palestinos.

    3. Estimada Maria Rita,
      Yo no soy abogado, pero entiendo un poco del caso por haber tomado cursos en el Derecho Internacional.
      Me gustaria acotar, a cada unos de sus puntos, que obviamente exceden lo militar, por lo que un portavoz militar no se expresaria sobre ellos:
      1- Respecto de la violencia- te olvidas de señalar que unos meses antes de la segunda Intifada, Ehud Barack ofrece la mejor oferta de la historia a Arafat en Camp David, en todos los temas importantes par alos palestinos. Priciplamente en lo que respecta a Cisjordania. El terrorismo palestino en la seguna intifada, en mi opinión tiene mucho más que ver con esto (algo premeditado- acuerdo contigo) que con la visita de Sharon a la mezquita (solo una persona que se informa por wikipedia podria asegurar eso- seria como decir que Libano es una democracia:))
      “La violencia de los 2 lados”- traduzco- terroristas suicidas se explotan en un cafe o en un omnibus o en un hotel, mientras los israelies procuran encontrarlos, escondidos entre su poblacion civil.
      2- Asi es, el parecer de la ICJ expresa lo que tu dices. No obstante:
      a- los israelies no argumentaron en las averiguaciones para ecribir este parecer(error de ellos, sostuvieron que el ICJ no tenia autoridad en el tema, si hubieran argumentado seria distinto)
      b- el parecer de la ICJ fue muy criticado en el mundo legal, como otros pareceres que la ICJ da. La critica a este parecer se centro en que la carecia de informacion factica. Fijate que hablaba de “Muro” y no de cerca de seguridad. La ICJ, no se convencio que la cerca de seguridad era necesaria para fines de seguridad. De todos modos no seria correcto presentar este parecer como “informacion comprobada cientificamente”, aunque definitivamente es importante como tu dices.
      c- La Suprema Corte de Justicia de Israel- desacordo con el parecer de la ICJ, cuando un año mas tarde no lo ratifico en el derecho nacional. Si sabe hebreo mire el articulo 23 aqui:
      http://elyon1.court.gov.il/files/04/570/079/a14/04079570.a14.pdf
      Alguien sabe encontrarlo en ingles???
      3- Respecto a la proporcionalidad- se trata de un principio del derecho, como ud. sabra mejor que yo. Una vez que lea el link de arriba, le quedara mas que claro que los israelies comprenden perfectamente que la regulacion 46 de La Haya (1907) y el articilo 27 de la Cuarta conferencia de Ginebra (1949) sobre los derechos de la poblacion. Ellos tambien conocen la Regulacion 43, 52, 23g de La Haya (1907) y el articulo 53 la la cuarta conferencia de Ginebra (1949) acerca de la necesidad de seguridad. La Suprema Corte israeli los equilibra constantemente y a veces, como dice el articulo cambia de rumbo la cerca de seguridad.
      Estamos hablando aqui de pesos pesados en el Derecho Internacional como lo fue Aharon Barack, el presidente de la corte de justicia israeli en esa epoca.
      4- Los porcentajes que ud. maneja no son relevantes. La “linea verde” de 1949 no esta reconocida internacionalmente. Es una linea de armisticio entre Israel y Jordania que esta pendiente de la negociacion entre Israel y los Palestinos. Como la Suprema Corte Israeli lo dice, si Israel hubiese contruido la cerca sobre la linea verde, entonces su significado seria politico, y no representaria el objetivo principal de la misma: Seguridad
      5- Respecto al codigo de etica del ejercito israeli. Creo que sacas totalmente de contexto lo que dice en el articulo. Habla de proporcionalidad en el sentido legal, como los abogados lo entienden. Este codigo de Etica fue escrito por el filosofo contemporaneo, Assa Kasher, un destacado profesor de etica de las universidades israelies. Hay algunos libros escritos acerca de este codigo de etica, y por lo que yo se, muchos ejercitos en el mundo intentar de llegar a algo parecido. Decime que parte te parece no proporcional y la discutimos. Pero no te olvides un punto mas importante, los soldados israelies en su mayoria tienen entre 18-20 años. Seria dificil pintarlos como mercenarios (tu no lo hiciste, que no se malentienda). Vienen de la secudaria. El codigo de etica es el codigo de etica de la madre israeli, sea judia o no. Si el ejercito israeli los educa en algo es a lo siguiente: usar la menor cantidad de fuerza para llevar a cabo la mision. Pero a veces esa menor contidad de fuerza es bastante fuerza 🙁 de lo contrario la mision no sale.
      6- Ultimo punto antes de aburrirte. Sino me equivoco Brasil gano tierras por paz 5 veces en lo que va de su historia. La dimension del derecho es fundamental, pero es imposible no adoptar una teoria realista para comprender el Medio Oriente- vease Siria-. Al fin y al cabo, como harias vos para palear el terrorismo suicida? Estoy de acuerdo que algunos palestinos sufren, lo economico se compensa por ley israeli, pero hay otros tipos de sufrimiento. Yo creo que tanto la enorme mayoria de ellos como los israelies son victimas del terror palestino.

      Seria un gusto que me conteste y seguir esta discusion intelectual, para seguir aprendiendo de Ud.!

      Se entiende el español? Alguien me puede traducir al portugues?

      1. Pelo menos você sabe e admite que existem excessos pelo lado sionista, o que não faz sentido é tu saber disso e falar que o princípio da proporcionalidade está sendo seguido!

      2. Martin,

        Realmente, o espanhol não é uma das línguas que falo fluentemente. Da próxima vez o inglês ou o francês seriam mais fáceis. Mas prometo ler seu comentário com toda a atenção e respondê-lo assim que possível.

    4. Maria Rita,
      Esqueci algo importante que muitos parecem esquecer.
      Os palestinos nao tem mais direito a cisjordania do que israel. Portanto israel pode construir na cisjordania qunato tanto so palestinos.
      Pelo simples fato de a cisjordania, legalmente como gosta o heitor, nunca foi dada aos palestinos, sempre foi terra de ninguem sob a guarda d ajordania.
      Portanto essa estoria de territorios ocupados da cisjrdania e’ pura enganacao.

      1. Nunca foi dada legalmente?

        Em 1948 a ONU aprovou as delimitações territoriais, dando a cisjrdania para os palestinos e você me vem com essa!

        hahaha

        1. Heitor,
          voce esta’ equivocado.
          “In 1947 the UN General Assembly recommended that the area that became the West Bank become part of a future Arab state, but this proposal was opposed by the Arab states at the time. In 1949 Jordan occupied the West Bank and subsequently annexed it. However its claim was never recognized by the international community. In 1967 Israel captured the West Bank from Jordan in the Six-Day War”

      2. Márcio,

        Se você não acredita na ONU como “última palavra em justiça”, também não deveria crer em territórios concedidos por ela – como Israel – como irrefutavelmente pertencentes a quem os “ganhou”.

        Acredito que seu comentário sobre a Cisjordânia seja irrespondível. Não por não haver uma série de fatos a serem argumentados contra sua posição. Nem pela sua contradição no quesito “territórios dados” e a legitimidade da ONU – que o invalida. Mas pelo simples fato de que tratar um dos maiores entraves para negociações como “pura enganação” foge completamente de qualquer paradigma válido para a discussão deste conflito.

        1. Maria Rita,
          A ONU e’ um orgao falido. Serve par amuito pouco como distribuir ajuda, enviar tropas d epaz etc.

          Mas suas comissoes sao falidas. Veja a comissao de direitos humanos na qual membors , muitas vezs, sao paises ditatoriais sanguinarios,.

          Se os EUA veta uma resolucao contra israel , a ONU nao vale nada, se paises simpaticos aos palestinos passam uma resolucao a ONU e’ o maximo! Nao da’ para levar em consideracao um orgao que se degradou com o passar do tempo.

          Quanto a cisjordania, os arabes nao quiseram, a jordania nao quiz, nao pertencia a ninguem quando israel tomou conta.

          Onde esta’ a irresponsabilidade em apresentar fatos?

          1. Isso, cuspa no prato que comeu! Tem coisa pior que isso?

            Para você a ONU não vale nada, mas sem ela Israel não passaria de um sonho dos sionistas, talvez estivesse em madagascar agora (foi um dos primeiros locais sugeridos na conferência sionistas).

  10. Se todos os jornalistas na midia internacional
    fossem honestos como Diogo Bercito,eu teria muita mais fe no que eu leio nos jornais de hoje.

    1. ilank.
      A característica principal do jornalista honesto,além de citar o fato como realmente ocorreu, é a imparcialidade.

      1. Gerson
        A completa imparcialidade e algo que nao pode ser exigido de jornalistas, pois estes sao geralmente pessoas opinativas.
        O jornalista honesto e este que traz sem bias fatos que claramente contradizem sua propria perspectiva sobre o assunto relatado.

    2. Eu concordo.
      O Diogo pode ate’ ser biased por diversos motivos. Mas ele nao e’ demaneira alguam desonesto.
      Tem muito jornalista claramente desonesto e que engana muiiiiita gente por ai.

  11. Ora, se o esforço foi empreendido para promover a imparcialidade, onde está o contraponto? Onde está o espaço reservado àqueles que julgam a barreira injustificável ou desumana, aos que possuem contra-argumentos ao que foi escrito pelo capitão, aos que julgam absurdo chamar a manutenção de uma barreira como está de -mínima interferência na liberdade de movimento-?

  12. Que vergonha esse trajeto secular onde viveu Jesus, todo bloqueado por barreiras de Israel.
    O motivo deve ser porque os judeus não acreditam na existencia do judeu Jesus. Um verdadeiro absurdo!

  13. Com a palavra, os anunnaki/nefilim, afinal, foram eles que prometeram uma terra a Abraão, o local do antigo espaçoporto, disputado por Enkistas e Enlilistas, que nos levará ao Armadedom, no ar de Megido, em 2100.

  14. O Estado Sionista de Ocupação, também conhecido como israel, não respeita direitos, não respeita a lei e tenta a todo custo legitimar-se como nação, o que nunca será.

    Os que morreram e os que morrerão não se esquecem.

    O Estado Sionista de Ocupação vai cair.

  15. Muito bem, os Israelenses já tentaram explicar a barreira. Por mais bem intencionado que tento ser ao ler essa matéria não consigo acredita em tanto bom-mocismo por parte de Israel e tanto mal por parte dos Árabes. Isso não existe.

    Todos aguardamos ansiosos o que tem a Autoridade Palestina a dizer sobre o mesmo assunto.

    1. É mesmo, seria justo que o jornalista desse espaço também para um palestino dar seu parecer sobre como eles enxergam o muro, isso seria equilíbrio, não acredito em imparcialidade.

      1. Ivan, isso já foi feito. Dê uma olhada no link citado no post, sobre o caminho de Maria em uma Cisjordânia dividida.

  16. Meus caros, quando o Messias Jesus Cristo voltar, o judeus terão direito a 100% da terra que lhes pertence. É só uma questão de tempo.

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