Um Oriente Médio sem suas fronteiras sangrentas

Trajeto percorrido entre Jerusalém e Majdal Silem
Trajeto percorrido entre Jerusalém e Majdal Silem

Sem ter dormido durante a noite, por razões de jornalismo, cheguei de madrugada ao aeroporto internacional de Ben-Gurion, em Israel. De cara feia, recebi o funcionário de segurança que me fez todas as perguntas de praxe. “Quem arrumou a mala”, “onde sua bagagem estava”, “onde você mora”. Quando me questionaram sobre meu destino e respondi “Beirute”, alguns segundos de silêncio. “Beirute?”. “Sim”. “Um momento, senhor.”

Apesar de eu ter sido liberado para embarcar em poucos minutos, a surpresa diante da minha resposta me deixou intrigado durante meu voo. Não porque me pegue desprevenido, mas pela constatação matutina e sonolenta de que as guerras regionais criaram fronteiras absurdas no Oriente Médio, espalhando muros e encontros conflituosos por todo um território que, em uma madrugada ideal, deveria ser uma terra de paz.

Costumo conversar com colegas correspondentes, em Jerusalém, sobre como este território é tão pequeno e, também, sobre como é danoso ao turismo que não haja passagem, por exemplo, entre Israel e o Líbano. As fronteiras de sangue me obrigaram a voar até Amã, na Jordânia, onde embarquei em um segundo voo até Beirute. Depois de pousar, ainda sem ter dormido, entrei em um carro e fui até o sul do país para acompanhar o funeral da brasileira Malak Zahwe, morta em um atentado terrorista (cliquem aqui para ler).

Foram mais de dez horas de viagem, entre sair da minha casa e chegar ao vilarejo de Majdal Silem, onde conversei com os familiares e com os amigos de Zahwe. Não longe dali, depois da fronteira com Israel, estava o vilarejo israelense de Metula, onde estive há alguns anos com amigos para um jantar. Caso tivesse dirigido de Jerusalém até ali, pensei, talvez tivesse tomado três, quatro horas, em um agradável passeio pela Galileia. Assim como talvez fosse possível, em um mundo pacífico, decidir passar um final de semana em Damasco ou em Beirute. Não é.

Essa, é claro, não é uma questão de turismo, ainda que certamente tenha um impacto monstruoso na economia local. É um problema político e social, em que tenho de esconder todos os indícios de que moro em Jerusalém quando saio à rua e tenho de abordar, por exemplo, integrantes da milícia xiita Hizbullah.

Não é um segredo que a convivência entre grupos distintos os ajuda a perceber que qualquer diferença, entre seres humanos, é pequena e pessoal. Discordo da ideia de que haja fronteiras irreparáveis entre árabes e israelenses, e também duvido dos racistas que acreditam haver um abismo biológico ou cultural entre ambos os povos. Não há nada, para além da memória dos conflitos, entre esses falantes de árabe e hebraico, duas línguas irmãs.

Em poucos dias, volto ao aeroporto. Beirute, Amã, Jerusalém. Estarei pensando, enquanto olhar pela janela do avião, em como esses desertos que vou cruzar devem ser muito mais bonitos quando vistos de dentro de um carro, com o vento no rosto.

Comentários

  1. Diogo, que relato incrível o seu. Muito humano. Aprecio isso e o parabenizo, especialmente estando você tão perto dos horrores de um conflito entre povos. Obrigada.

    1. Certa vez , há alguns anos, um líder do Hamas teceu o seguinte comentário: ” Nós amamos a morte da mesma forma que os judeus amam a vida!!!” Contra que tipo de seres humanos, Israel procura se proteger? TODO CUIDADO É POUCO, TODA PRECAUÇÃO É POUCA!!!!!!!!!!!!

    2. A poesia é muito linda,mas pode ,levada a sério ocasionar uma matança generalizada!
      Israel, apesar de ter poetas e escritores de renome internacional, teve de dispensar a poesia em se tratando da própria segurança e sobrevivência de seu cidadãos!

  2. Diogo,
    E’ de admirar sua posicao pela paz. Quem nao gosta da paz ? Somente um idiota nao gostaria da paz.
    Porque entao os arabes nao deixam israel viver em paz? tudo ficaria bem melhor.
    Claro, ainda teria os infinitos conflitos tribais arabes. Estes sim, na minha opiniao, sao um obstaculo bem mais dificl para a paz.

    1. E por quê você acha que ausência da paz é uma questão que só diz respeito aos árabes? Não sou especialista em Oriente Médio, mas me parece que a sonhada tranquilidade exige a diluição da intransigência e compromissos de ambos os lados.

      1. Não diz respeito SÓ aos árabes, mas todas as lideranças palestinas até hoje, incluindo as atuais, fazem de tudo para evitar um acordo. Quem prova isso é a História.

    2. É de admirar sua posição pela paz. Quem não gosta da paz ? Somente um idiota não gostaria da paz.
      Porque então os sionistas não deixam a palestina e a cisjordania viver em paz? tudo ficaria bem melhor.

      Estes sim, na minha opinião, são um obstaculo bem mais dificl para a paz.

      1. Heitor
        Quer dizer que palestino contra palestino dividindo tudo e se matando e’ culpa dos sionistas?
        Primeiro por ordem na casa, depois vem reclamar.
        Parece até governo doador que põe culpa em tudo que e’ externo mas nunca se preocupa em acabar com a corrupção e violência interna.
        A culpa e’ sempre dos outros! Porisso que estou chorando faz 60 anos!

        1. Que eu saiba não são os palestinos que fizeram um bloqueio economico contra Israel e, sim, o contrário.

          Como colocar ordem em uma casa onde nem doações podem entrar sem antes passar pelo crivo do invasor.

          Já pensou eu controlando suas contas bancárias, remédios, comida, água.. Acho que sua casa não iria durar muito 😛

          1. E você nunca pensou nos milhares de judeus que foram expulsos dos países árabes depois da reconstrução de Israel? E outra, os palestinos não fazem fronteira somente com Israel né amigo, dê uma olhada nos mapas que você terá surpresas.

      2. 500 MILHOES DE ARABES NOS ULTIMOS 60 ANOS TENTARAM SEM EXITO FULMINAR ISRAEL E LIQUIDAR SEU HABITANTES….E VOCE AINDA PERGUNTA QUEM NAO GOSTA DA PAZ? AS GUERRAS TRAVADAS CONTRA ISRAEL FIZERAM, EM 60 ANOS TOMBAREM 8 MIL ARABES, NO ENTANTO E DE FORMA TOTALMENTE ABSURDA, AS GUERRAS TRAVADAS ENTRE OS PROPRIOS ARABES CEIFARAM A VIDA DE 8 MILHOES DELES MESMOS…FRATICIDIO TOTAL!….E VOCE AINDA PERGUNTA QUEM NAO GOSTA DA PAZ!!!

  3. se voce e admitido em israel so pode ser capachp deste e mentir pros arabes so mostra que jogou fora um ano de etica aprendido na faculdade e nao merece confiança, mais uma vez e comprovado que na cultura brasileira nao existe honra

      1. Sugiro a todos os jornalistas internacionais que vivem em Israel,metendo o pau na política israelense,que continuem o fazendo,mas residinso ou em Damasco ou em Beirut ou no Cairo ou em Aman!!!….nada mais justo!!!

    1. Caro Nestor, em primeiro lugar tome consciência de que está comentando no blog pessoal do Diogo, que é um jornalista engajado em investigar os complexos meandros do Oriente Médio, e que merece ser tratado com respeito e sem acusações à sua ética. Aqui é a “casa” dele.

      Em segundo lugar, o fato dele morar em Israel não o torna capacho de ninguém, vide as reclamações de muitos leitores judeus de que ele defende o lado palestino ou de que até faz “propaganda palestina” – afirmações que, ao meu ver, não têm pé nem cabeça, assim como a sua.

      O Diogo disse apenas que, ao lidar com membros do Hizbullah, precisa fazer de tudo para esconder o simples fato de residir em jerusalém, sob risco de ser tido como “capacho” de Israel, espião, ou algo assim, e ser aprisionado ou até mesmo sumariamente executado. Se fosse você nessas mesmas condições, por acaso seria “ético” o bastante para arriscar a sua vida?

      Para terminar, você fecha seu breve, ofensivo e ignorante comentário afirmando que “na cultura brasileira nao existe honra”, o que não tem nenhuma relação com nada do que foi dito, generaliza suas ofensas dirigindo-as a todos os brasileiros, e não acrescenta em nada ao debate. Aparentemente, você tem uma série de questões mal-resolvidas a trabalhar em sua psique…

      Por favor, da proxima vez em que for escrever um comentário, respire fundo, acalme-se e traga argumentos que acrescentem ao debate e, acima de tudo, não ofendam aos outros leitores, e sobretudo ao Diogo, “dono”do blog e jornalista sério que não merece ter sua ética questionada assim.

      1. Beto,
        os que ignoram costumam comentar e analisar com muita propriedade acerca do que desconhecem. Este é o seu caso. De quem não leu tudo o que escrevi, pelo fato de não ter sido publicado na íntegra.

        O “sem pé nem cabeça” Embaixador israelense escreveu uma resposta ao artigo do Diogo que foi publicada no jornal.

        Outras centenas de “pés sem cabeças” também criticaram diretamente à Folha pelo teor do artigo e o ombudsman da Folha de São Paulo em resposta escreveu :
        “Na quarta-feira passada, judeus reclamaram, com razão, da reportagem “Um muro no caminho de Maria”, que elencou os percalços que a Virgem teria que enfrentar se fizesse hoje o trajeto entre Nazaré e Belém. O texto trazia várias críticas a Israel, inclusive o depoimento de um padre que acusou o Estado de querer transformar o Santo Sepulcro numa discoteca, sem nenhum outro lado”.

        Pelo exposto, os “pés sem cabeça” que se sentiram incomodados com todas as alusões descritas não estavam tão despropositados em critica-las.

      2. O mais engraçado são os seus tratados (Beto e Luiz) para um comentário que, na minha opinião, foi feito por alguém não sobrio.

      3. sua verborragia nao muda minha opniao, criticas autorizada pelos sionistas e so teatro o risco de morrer e o onus da escolha dele, pois se tentar entrar em outro pais muçulmano que apoie a palestina tera serios problemas depois disto. nao existe mais etico ou menos etico e etico ou nao e se um jorn nao estou dizendo este mas qualquer um nao quer correr riscos melhor cobrir exposiçao de flores

  4. Lindo!! Me senti realmente visitando esses lugares e com a leveza do relato percebo que em meio as cinzas ainda podem restar algumas flores perdidas por esses países….

  5. Você tem razão Diogo…Viajar pelo deserto de carro ( ou mesmo na garupa de um camelo conduzido por um beduíno) e ainda com o vento no rosto pode ser inesquecível…Mas você é um jovem jornalista, não perca as esperanças de um dia isto ainda acontecer. E, melhor, sob o signo da paz …

  6. Caro Diogo! Com satisfação que aprecio aos que descrevem e formulam questões coerentes e positivas em nome da harmonia e da paz!…mas não vamos tão longe, experimente conhecer a Argentina…quando resolvem te extorquir nas estradas não basta estar com documentos!…

  7. ” Discordo da ideia de que haja fronteiras irreparáveis entre árabes e israelenses, ” Concordo, mas com certeza existem fronteiras irreparáveis entre CERTAS lideranças árabes e pessoas civilizadas. Exemplo: “tenho de esconder todos os indícios de que moro em Jerusalém quando saio à rua e tenho de abordar, por exemplo, integrantes da milícia xiita Hizbullah.”

    Sobre de quem depende a paz, é claro que de ambos os lados, mas MUITO mais dos árabes. Por exemplo: pode-se entrar em Israel com um visto de estadia no Líbano, mas não vice-versa. Por falar nisso, como você faz Diogo?

    1. Há alguns anos, no Ben Gurion você podia pedir para não ter o passaporte carimbado se fosse visitar um país árabe que não fosse Egito ou Jordânia.

      1. Deve ter isso assim Benny. Afinal acho que não existe outra maneira de visitar o Líbano após ter estado em Israel

  8. Compreender um cenário macro com pequenas observações cotidianas, descrevendo minucias das percepções é, de certa, forma justo. Mas individualizar as condutas dos governos, associações e indivíduos específicos pode balizar de maneira mais elucidativa esse tipo de relato. As fronteiras que temos hoje no OM foram criadas ha muito pouco tempo, e de forma muito violenta. Um trabalho colossal foi, e vem sendo, realizado para segregar e criar diferenças entre povos que viveram unidos sob o califado/sultanato por centenas de anos. Por mais instável que fosse a união, continuada pelos otomanos, o que os tornava diferentes era muito menor do que o que os tornava iguais. Temos que ser severos no entendimento de que o OM foi invadido por europeus, e que, absurdamente, um pais foi fundado por eles em meio a esse território. Isso tudo em menos de cem anos. A turbulência desse ato vai perdurar enquanto interesses outros, que não as pessoas, forem impostos; enquanto esse novo pais, de costumes e origens alienígenas, continuar a alargar suas fronteiras pela força, recalcando as potencialidades do humanamente fértil OM.

    1. As milhares de mortes ao redor desse novo país, ( “de costumes e origens alienígenas” ), dão uma perfeita noção da “potencialidade do humanamente fértil OM”.
      Dezenas de países formaram-se no OM e África no século passado. Acreditas que um minúsculo, dentro de milhares de quilômetros de área em tão grande região, é que seja responsável pela “turbulência” que envolve desde guerras sectárias à conflitos tribais ?
      Serias, talvez, favorável a extinção desse novo país como forma da retomada de um “novo” Império Otomano para conseguir uma reconciliação dos povos que “viveram unidos por centenas de anos” ?

      1. Agricultura, matemática, escrita e direitos civis descrevem muito melhor os feitos dos povos do OM. A depreciação feita por você àqueles povos denota claramente o viés do seu “argumento”.

  9. Diogo Bercito, as distâncias físicas, medidas em quilômetros, são pequenas. Trabalhei em Damasco e fiz Faculdade em Beirute e, quando digo isto quem não conhece que apenas 115 km separam as duas capitais ficam abismados. Já fui muitas vezes de Beirute a Amã via Síria, são 350 km e o maior problema são as Alfândegas as Seguranças do Líbano (uma vez) da Síria (duas vezes) e da Jordânia (uma vez). Quando trabalhava em Damasco fui mais de uma vez a Jerusalém; tudo uma insignificância para quem nasceu no Acre, trabalhou em Damasco, Beirute e Bagdá e vive hoje em São Paulo. O problema com as fronteiras, e você sabe bem disto, não estão no solo, estão nas cabeças. Ninguém da região, os árabes claro, jamais esteve satisfeito com as fronteiras que lhes foram impostas por potências mundiais ou pequenos estados enxertados na região. Ano que vem em Jerusalém liberta. Cuide-se.

    1. Jose
      Os árabes deveriam parar de chorar o leite derramado e começar a colaborar uns com os outros. Faz mais de 60 anos de choramingo. Perderam 60 anos reclamando , se matando, e chorando ao invés de construir uma comunidade desenvolvida e forte!
      O que adianta esse seu sonho impossível de Jerusalém liberta se no dia seguinte vamos ter mais da mesma ladainha árabe contra árabe?

      1. Marcio,com relação as fontes que vc mencionou no post anterior,realmente precisamos ter senso crítico para crer nelas.Se eu me baseasse apenas nas fontes que vc utiliza também seria levado a acreditar em qq coisa que digam mas percebi ao longo do tempo que as verdades históricas e contemporâneas se encontram nos contrapontos às versões massificadas e no caso sírio tive está certeza,afinal,tendo ancestrais que remontam ao Império Otomano penso que dá pra falar com mais convicção em relação as suas fontes,não?
        Vc como ateu e cético deveria questionar não somente aquilo que dizem pra vc mas tb as próprias coisas em que acredita.

        1. “tendo ancestrais que remontam ao Império Otomano penso que dá pra falar com mais convicção em relação as suas fontes,não?”

          Nao!
          Ter ancestrais nao qualifica ninguem!
          Muito menos com relacao as fontes de informacao. O que define a fonte e’ a consistencia atraves dos anos, a reputacao, o autor, a instituicao etc.

          Moises, os arabes estao matando uns aos outros, isso e’ um fato incontestavel. Nao e’ coisa ewu acredito. Ta’ la’ a montanha de corpos empilhados para qualquer um ver. Eles precisam parar com isso.

          1. Acho que vc não entendeu.O que eu quis dizer é que tenho família na Síria que remonta ao Império Otomano que sentiu e sente na própria carne os desdobramentos dos conflitos havidos e quando vc fala da”consistência atraves dos anos, a reputacao, o autor, a instituicao etc” eu fui encontrá-las exatamente em historiadores,analistas e especialistas sérios que fogem aos padrões das fontes que vc busca e como já disse, houve um tempo em que eu as tinha em conta tb.
            Uma outra recomendação que lhe faço é a de não subestimar o que as potências ditas civilizadas sejam capazes de fazer para terem seus interesses satisfeitos.Acredite,terás um upgrade no seu ceticismo(rs) que vc nem faz idéia!

    2. E quando é que os árabes ficam satisfeitos?Provavelmente quando se explodem mutuamente(vide round atual Xiitas X Sunitas no Libano ou luta fraticida na Siria)).OBS-Jerusalem já foi libertada,aconteceu em 1967,à partir daí todas as religioes tiveram seus acessos aos lugares sagrados liberados.

    3. A FRASE PLAGIADA É NOSSA!
      LESHANA HABAA BYRUSHALAIM!
      NO ANO QUE VEM ,EM JERUSALEM REEDIFICADA, COM A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO SAGRADO,
      FRASE DITA PELOS JUDEUS DE TODO MUNDO ATÉ O PRESENTE MOMENTO, NO FINAL DA LEITURA DA HAGADA, ANUALMENTE EM PESSACH,PASCOA JUDAICA, HÁ DOIS MIL ANOS! PARA O CONHECIMENTO DE VOSSA SENHORIA, O JUDEUS JAMAIS SERÃO JOGADOS NO MAR E JAMAIS SAIRAO NOVAMENTE DE JERUSALEM!….JAMAIS!….ATÉ A IMINENTE REVELAÇÃO DO ULTIMO MONARCA, DESCENDENTE DO REI DAVID!….A QUALQUER MOMENTO!

    4. Voces? Ano que vem aonde?
      Esta eu pago para ver.NUNCA.
      Que bobagem.Podem tirar seus cavalinhos
      da chuva,pois este dia NUNCA chegara.
      Continuem chorando,e contando Mentiras.

  10. Muito bonito o texto, como de costume, no mais meus pêsames pela morte da menina, ficará no aguardo das trombetas como todos nós após a morte.

    Se Deus quiser, um dia faremos esse caminho de carro ou camelo.

    Abraço.

  11. “Costumo conversar com colegas correspondentes, em Jerusalém, sobre como este território é tão pequeno e, também, sobre como é danoso ao turismo que não haja passagem, por exemplo, entre Israel e o Líbano”
    Prezado Diogo, na sua matéria do enterro da brasileira morta em Beirute em reduto do hizbullah está a resposta : “Bandeiras do Hizbullah, partido e milícia xiita que domina a região, no sul do Líbano, próxima à fronteira de Israel, eram visíveis”.
    Como poderia haver fronteira aberta com este grupo dominando todo o sul do Líbano e tantas outras áreas do Líbano. Uma organização com um exército mais poderoso do que o do próprio governo libanês e que prega abertamente a destruição de Israel.
    Líbano e Síria fronteiriços à Israel, a priori, estão em permanente estado de guerra com Israel. Diferentemente da Jordânia e Egito que tem tratados de paz, havendo fluxo de turistas entre estes países.
    O Líbano virou um país de risco pelo envolvimento do hizbullah na guerra da Síria. Nos dois últimos anos (de 2012 até hoje), foram seis atentados no Líbano, sendo 4 deles contra o Hezbollah e 2 deles contra a 14 de Março. Apenas o atentado contra a Embaixada do Irã tem um suspeito – um saudita integrante da Al aeda. Fonte Guga Chacra (http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/).
    ” É um problema político e social, em que tenho de esconder todos os indícios de que moro em Jerusalém quando saio à rua e tenho de abordar, por exemplo, integrantes da milícia xiita Hizbullah”.
    Infelizmente não é somente um problema político e social. O ódio e a violência que oprimem, fazendo com que até mesmo o jornalista sinta-se temeroso em relação à sua segurança dentro de Beirute, demonstram que fronteiras conflituosas existem dentro do próprio Líbano. Da mesma forma do que na Síria e tantos outros países em que o sectarismo religioso é mais forte do que o convívio fraterno entre os da mesma fé.

    1. Tenho visto comentários de ódio visceral de sionistas contra o Hezbollah que coinscidentemente ou não vem aumentando a cada vez que tentam destruí-la e não conseguem.Fato é que Israel está determinado a fazê-lo custe o que custar(assim como na Síria) e esse é um dos objetivos(se não o principal) da aliança explícita com a Arábia Maldita que sempre foi puppet dos impérios(em troca de manter o seu reino medieval intacto)no financiamento de conflitos sectários.Portanto,independente da participação ou não do Hezb. na Síria mais cedo ou mais tarde novos conflitos aconteceriam no Líbano e a tendência é piorar.
      À parte isso,acho muita graça quando reclamam da participação de forças de fora ao lado do governo sírio como se deixando-o sozinho enfrentando terroristas e potências do mundo todo fosse uma situação lícita e normal.
      O governo sírio havia pedido várias vezes ao governo libanês que controla-se as suas fronteiras devido a entrada maciça de terroristas que vinham ocorrendo por ela.O Líbano não somente ignorou como também o Hezbollah foi ameaçado caso tentasse impedir.
      Ora bolas,o que fazer numa situação desta:enfiar o rabo entre as pernas vendo seus inimigos se fortalecerem até ser a bola da vez ou se defender preemptivamente como Israel gosta de fazer?Aliás,muito mais países do mundo deveriam ter e estar se oferecendo para lutar ao lado da Síria contra o terrorismo mundial mundial.

      1. Quando Israel resolver acabar definitivamente com o Hezbollah, o Líbano não sobrará pedra sobre pedra, pó sobre pó. E não vai ser por falta de aviso.

        1. isto jamais ocorrera pois as novas classesde foguetes que estao prontas no libano , minisubmarinos e drones , se vc nao sabe o drone ayub sobrevoou israel por centenas de kms antes de ser percebido so que antes de ser abatido ja tinha mapeado as areas estrategicas deste alem de uma força aerea invisivel composta de tryke girocopteros para glydes e outros do genero

  12. fronteiras absurdas coisíssima nenhuma!
    O líbano alvejou Israel com Centenas de milheres de foguetes, nos ultimos 60 anos, alem da infiltração de terroristas facínoras,causando milhares de vítimas! Absurdo e ignorar realidade cruenta!!!

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