As ligações perigosas

Se o francês Choderlos de Laclos tivesse escrito seu clássico “As Ligações Perigosas” nestes dias, nos desertos da Síria, encontraria ali um farto material para descrever as complicadas e conflituosas relações entre personagens. Apoio e oposição, guerra e paz, as linhas que conectam as narrativas no Oriente Médio são, como de costume, emaranhadas.

Recentemente, a carta de um leitor a um jornal tornou-se célebre na internet ao tentar explicar quais são as ligações na região (o material é citado aqui). O ativista egípcio que assina a conta de Twitter @BigPharaoh resumiu essa mesma ideia em um diagrama, citado em uma reportagem do “Washington Post” (clique aqui).

A proposta é divertida, e serve aos interesses dos especialistas que se gabam de entender o Oriente Médio –e se defendem por detrás da ideia de que a região é complicada demais para ser explicada, quase como se fosse um conhecimento místico, cabalístico, transmitido através das gerações.

Pois, com proposta oposta, pedi que a talentosa editoria de Arte da Folha montasse um diagrama explicando as tais ligações perigosas orientais, tendo como centro o ditador sírio Bashar al-Assad. A aliança com a Rússia, a desavença com sunitas, a oposição dos países do Golfo. Tentamos ilustrar o panorama para os leitores que, como eu, querem acompanhar melhor os eventos dos próximos dias, com a possibilidade de uma intervenção militar na Síria.

Aceitamos, é claro, sugestões.

Comentários

    1. Fábio, discordo da sua avaliação. Israel acaba de reposicionar seu sistema antiaéreo Domo de Ferro, para uma eventual agressão militar. Apesar de ser improvável, não é impossível que Israel seja envolvido no conflito sírio. É, aliás, a ameaça do ditador Bashar al-Assad e do regime iraniano.

  1. Diogo,Israel ,como voce bem disse reposicionou os seus “”Kipat Barzelim”
    em toda regiao no Norte onde os Misseis
    provaveis vindo por parte do Hezbollah ou
    da propria Siria vierem a cair por aqui.Mais
    uma vez estaremos nos defendendo e nao os ATACANDO,esta e a diferenca.Agora,esta claro que o Assad usou das armas quimicas semana passada,e se porventura estes misseis
    cairem por aqui,ai sim,os atacaremos,nao
    ha a menor duvida sobre isso.

  2. Olá, Diogo.

    Colocado assim, em gráfico, o emaranhado das relações apresenta-se mais inteligível.
    Seria interessante, talvez, também, incluir uma breve descrição de cada nome que aparece no gráfico, ou então um link para algum site contendo uma descrição mais completa. Só uma sugestão.

    Abraços.
    A.

    PS. como estão os preparativos para o Ano Novo Judaico no Oriente Médio?

  3. Ótimo gráfico, Diogo. Ele mostra bem a confusão que são as relações políticas no Oriente Médio. É claro que poderíamos incluir aí uma série de outros agentes, como os fabricantes de armas e as multinacionais petrolíferas, entre outros, e que de acordo com o assunto que se está estudando, as relações se tornam mais fortes ou mais fracas, e o panorama muda um pouco. Mas, considerando que o foco do diagrama é o conflito na Síria, o diagrama ajuda a enxergar o que se passa de maneira sucinta.

    Aceito seu convite e dou minhas sugestões. O diagrama indica que Israel apóia os rebeldes sírios, mas eu acho que isso não corresponde à realidade. Na minha opinião, Israel também não vê como favorável a idéia dos rebeldes assumirem o poder. Eu removeria essa seta azul.

    E talvez você tenha deixado de lado algumas linhas que reciprocam os apoios ou ódios para simplificar mas, por exemplo, o ódio entre Irã e EUA é recíproco, assim como o ódio entre os EUA e a Al-Qaeda, ou entre Israel e o Hamas.

    Aliás, também foram omitidas as relações de ódio entre Israel e o Irã ou Israel e a Irmandade Muçulmana. E tenho a impressão de que Israel odeia tanto os xiitas quanto os sunitas libaneses – sentimento reciprocado pelos mesmos. Mas talvez aí o gráfico fosse ficar complicado demais para se enxergar. Como você disse, o foco é entender o conflito na Síria, e essas relações que eu citei têm menos influência nesse aspecto do Oriente Médio.

    1. Obrigado pelas sugestões, Beto. Fiquei mesmo em dúvida em relação à posição israelense quanto aos rebeldes. Tenho ouvido posições conflitantes aqui. Vou pesquisar melhor. Abraço.

      1. Diogo: Como voce está aqui, não sei se já ouviu um “chiste” que corre por aqui: Quando Assad e os rebeldes começaram a se engalfinhar, nós (Israel), desejamos felicidades, boa sorte e sucesso a ambos.

        A esmagadora maioria da população israelense não tem certeza alguma com relação aos rebeldes, e achamos eles todos muito suspeitos.

        Nesse sentido, Assad tem um excelente histórico junto a Israel: Sob a ditadura do pai dele e dele, Israel gozou de uma confortável paz na fronteira norte, nunca nos deu problemas, é práticamente um “inimigo confiável”. Ou seja, ele é aquele velho “mal conhecido” do ditado.

        Mas a maioria dos isralenses também acha que Assad é um tirano, um homicida de SEU povo, mas não há nada que possamos, queiramos ou devamos fazer a respeito.

        Imagino não ter esclarecido nada, mas saia perguntando. Acho que voce chegará a mesma conclusão.

    2. beto_w ,antes de tudo ,Israel nao odeia
      ninguem.se voce sabe o que significa
      “TZAHAL” (Tzva hagana le Israel),nao
      deveria escrever estas criancices.
      Israel e ODIADO por inveja e de como nos
      em apenas 60 anos nos tornamos um Pais
      de primeiro Mundo e poderoso em todos os sentidos,e estes a que voce se refere ficaram ai atrasados nos seu passado pre historico daonde ainda vivem e se matam
      pela religiao e nao e Israel responsavel
      pelo odio,e o CONTRARIO,por ignorancia
      dos mesmos.

    3. Meu amigo Beto_W, tu parece ser um dos poucos moderados aqui, tal como o nosso dono do blog, Diogo.

      Vou discordar de ti, direta ou indiretamente os israelenses apoiam os rebeldes, nem que seja com a omissão deles.

      Não falo de armamento, pois os rebeldes recebem armas norte-americanas pelos sauditas.

      Mas com a subida dos rebeldes Israel perderia um forte apoiador do hammas e, além do mais, veria o Irã como último bastião xiita. Tirando a Palestina que é uma outra questão, Israel ficaria cercado de países “neutros” em seus assuntos.

      Eu deixaria a seta azul com toda certeza.

      No fim tudo gira em torno do wahabismo e da ascensão do mesmo por meio da monarquia saudita pelo controle do islã.

      É o que vejo do meu ponto de vista como muçulmano.

      Abraço.

  4. Caro Diogo,tentarei me posicionar de forma mais clara sobre a situação.Apesar de ser um blog com alta participação de sionistas incondicionais a VERDADE precisa ser dita de alguma maneira mesmo com a blindagem usual da hasbara que tentam usar.
    Primeiramente vc deve saber que a propaganda pode ser usada para desconstruir a imagem de alguém e Bashar é vítima disso e o uso de retóricas como ditador que mata seu povo,guerra civl e sectarismo caem por terra facilmente a partir de um melhor conhecimento de suas instituições políticas,parlamento,constituição,valores,moral e princípios.
    Prova pública disso:Após dois anos e meio de destruição e morte o governo e o exército sírio continuam a ter o suporte do povo e paradoxalmente maior do que antes do conflito.
    Com relação ao conflito é de domínio público que Turquia,Qatar e Arábia Saudita vem fazendo a linha de frente de oposição ao governo sírio desde o início e eles NUNCA fariam isso se não tivessem uma grande potência como USA para empurrá-los pra isso(tanto é que mantinham boas relações com a Síria virando a casaca de repente).Por sua vêz toda política americana no O.M. está linkado aos interesses primeiro de Israel de modo que a aparente neutralidade no início mostrou-se falsa quando:

    1-Atacou a Síria três vêzes para abrir um novo front quando o exército estava prestes a tomar o ponto estratégico de Al Quseyr.(e não destruir armas pro Hezbollah como divulgado)
    2-Estão tratando dos terroristas feridos e mandando de volta pra Síria.(e não apenas civis inocentes como divulgado)
    3-Israel vendeu recentemente US$50 milhões em armamento para Arábia Saudita para serem usadas pelos terroristas.(divulgado por uma rádio israelense)
    4-Os terroristas vem tendo todo apoio logístico principalmente de Israel,USA e Inglaterra.(confirmado em várias ocasiões pelos próprios terroristas)
    5-E por último mas não menos,recentemente oficiais israelenses declararam que não iriam permitir o exército sírio ganhar esta guerra.
    Isso posto,reforço a minha sugestão dada em um post anterior a quem interessar possa prepararem as suas poltronas e pipocas por que tudo indica que está prestes a começar uma lambança muito mas muito maior do que já fizeram na Síria,afinal,o que são os possíveis 500 ou 1000 judeus mortos em relação a morte de milhares de árabes desde que os líderes de Israel tenham em suas insanidades destruído o Hezbollah,Síria e Irã.

    1. Moises,como e que e? Israel vendeu o
      que para a Arabia Maldita? US$ 50 milhoes?
      So voce ouviu isto.Que radio e esta a que
      voce se refere? voce fala hebraico? esta foi demais.E Israel FINANCIA terroristas? Esta foi otima tambem.Israel atacou a Siria quando e porque? Voce nao explicou muito bem.Eram os depositos de armas quimicas? Ou sera que era em resposta
      a misseis que cairam no Golan? Insanidade de destruir de quem quer nos
      matar? Oficiais Israelenses declararam o que? Daonde voce tira estas perolas?

      1. Fábio,caso more em Israel sugiro buscar as suas respostas fazendo uma pesquisa de campo principalmente junto aos líderes que defende já que qualquer fonte de fora provavelmente será desacreditado por vc,além do mais nós vivemos este conflito com linhas de pensamento diametralmente opostas e não tenho a intenção em polemizar o assunto.O importante é que o leigo possa adquirir o pensamento crítico necessário para fazer as suas pesquisas e conclusões baseados no seu e o meu ponto de vista.

        1. Moises,voce ja polimizou com mentiras
          inaceitaveis.este e o ponto.Primeiro veja
          o que acontece com seu proprio povo e o
          que seus lideres fazem com eles,e depois
          venha falar de judeus e de Israel.Israel Am
          Cham ve kayam.

          1. Moisés, para que Israel venderia armas para os sauditas se eles compram direto dos EUA, aliás, ganham muitas em troca de petróleo.

            Hoje o papel de Israel no jogo é desviar as atenções dos interesses sauditas pelo controle do islã e, consequente, eliminação das correntes contrárias.

            Acredito que não seja muçulmano, mas se fosse e também tendo uma mente aberta poderia ver isso. Eu comentei isso na mesquita uma vez, as pessoas preferem ver o domínio saudita que conviver com diferenças, isso está sendo implantado pelos sauditas há décadas basta ver quem financia as grandes mesquitas fora dos países árabes hoje. Felizmente a minha cidade é pequena e os sauditas ainda não chegaram nela e conseguimos ter uma mesquita humilde, mas sem influências deles ainda.

            Não há muito que possamos fazer, pois na minha opinião, está tudo marcado e nada mudará as cartas do jogo.

            Abraço.

    2. Faltou acrescentar que os “sionistas” são responsáveis pela Lei da Gravidade, Eclipses Lunares, Tsunamis e Terremotos.

      Na próxima minuciosa, apurada e não tendenciosa análise seria interessante acrescentar mais estas responsabilidades.

    1. Prezado Fabio, Israel vendeu sim ! Entre outras coisas, misseis anti-tanque, veiculos militares, equipamentos para artilharia e dispositivos de visão noturna.

      E não há problema algum nisso: Somos importantes exportadores de armas, e é um negócio como outro qualquer. Porém, os compradores foram préviamente aprovados por nós.

      Apenas para voce ter uma idéia de como isso é apenas comércio, a Russia um pouco antes havia vendido misseis anti tanque para a Arabia Saudita repassar aos MESMOS militantes para os quais vendemos os nossos equipamentos.

      E nada disso foi feito às escondidas: Foi publicado inclusive no Haaretz e passou uma reportagem no Arutz Sheva.

  5. Em primeiro lugar, o cidadão acima (moisés) refere-se a todos os participantes juddeus (ou mesmo não juddeus, mas pró-Israel, como “sionistas incondicionais”. Fora eu mesmo, e pelo visto o Fábio, a esmagadora maioria daqui sequer é sionista, muito menos incondicional. E quanto à Hasbara, aí as afirmações saem do universo do razoável e entram para o sub-mundo das teorias de conspiração. “Propaganda” no sentido veladamente pejorativo expresso pelo usuário é aquilo que os outros que possuem opinião oposta à nossa costumam praticar, enquanto nós, enquanto manifestamos nossa opinião contrária aquele outro somos apenas “cidadãos comuns exercitando a livre expressão”.

    Vamos ao assunto à mão. A reputação do ditador Assad não foi destruida pela “propaganda”, e sim pelas próprias práticas criminosamente genocidas adotas pelo tirano: Então, o que o usuário chama de “propaganda” é o mero exercício da distribuição dessa informação ao mundo. Assad é um ditador, que “herdou” de cima para baixo de seu pai uma ditadura minoritária alauita, vertente do xiismo minoritária dentro desse. So através das armas, da tortura, da repressão e do medo que essas minorias de uma minoria (cerca de 11% da população) conseguiram se impor aos mais de 70% restantes da população da vertente SUNITA do islamismo. 40 anos é tempo mais do que suficiente para fermentar um imenso caldo revoltoso de ódio anti-xiita. E foi o que aconteceu, pois apesar de maioria na Siria, os sunitas não possuem qualquer relevancia politica nos circulos centrais de decisão.

    Quanto ao suposto apoio publico do qual Assad desfrutaria: Na Síria ninguém mais faz pesquisa alguma, e as poucas alegações nesse sentido são produzidas evidentemente pela imprensa oficial (levando-se em consideração que não há imprensa “discordante” na Síria.

    Quanto às demais alegações quanto às relações regionais da Siria. Sempre existiram diversas zonas de atrito entre Turquia e Siria. Para começar, Erdogan era francamente apoiador da irmandade muçulmana, enquanto os Assad a odiava. Em 1982, o pai do atual ditador promoveu o massacre de Hama, massacrando 30.000 membros da irmandade muçulmana que se insurgiram contra ele. E o atual presidente Assad, já havia oferecido aos EUA cooperação no sentido de compartilhar sua experiência no combate aos elementos da irmandade. As relações da Siria com o Qatar eram apeanas razoáveis até o hezbola entrar na Siria e começar a atacar os lugares sagrados e instalações sunitas, além da propria população civil sunita. Isso fez com que o Qatar entrasse apoiando os rebedes SUNITAS no sentido de garantir a proteção dos locais sagrados sunitas e evitar o massacre da população Sunita pelo hezbola: Isso azedou completamente as relações entre Siria e Qatar. Aliás, motivos semelhantes tem a Arabía Saudita para indispor-se violentamente com a Síria: A Arábia Saudita é o mais influente e poderoso estado SUNITA da região. Além disso, Qatar e Arábia Saudita são adversários do Irã, vendo o Irã como ameaça à estabilidade do Golfo e do resto do OM: Ou seja, mais um componente para comprometer qualquer relação desses paises com Assad.

    Já com relação aos motivos de nossas recentes intrevenções na Síria: Apenas atuamos coerentemente com nossa politica de não permitirmos que Assad (ou qualquer outro) transfira para a organização terrorista hezbola armas mais sofisticadas. O resto, novamente, é sindrome da conspiração. Com relação ao nosso tratamento humanitário dos sirios feridos, não perguntamos e nem iremos perguntar o que eles fazem da vida, são todos tratados igualmente, rebeldes, soldados do regime, civis. Apenas damos total prioridade a crianças com menos de 12 anos feridas e mulheres grávidas.

    Os $ 50 Milhões é uma transação OFICIAL entre o Estado de Israel e a Arábia Saudita, e somos uma grande exportador de armas, então, respeitadas certas salvaguardas, vendemos para quem quiser comprar. E a nossa exigencia nessa transação com a A. Saudita foi que essas armas só fossem entregues para os militantes Takfiri. Aliás, um pouco antes da nossa venda de equipamentos para a A. Saudita, esse mesmo pais tinha repassado àos MESMOS militantes Takfiri misseis anti-tanque Konkurs, de fabricação russa e vendidos pela Russia para A A. Saudita, que também informou aos russos quem receberia esses misseis.

    Nós não fornecemos apoio logistico algum para ninguém na Síria. Agora se um terceiro quiser comprar e não tivermos objeção com relação ao destino final, sem problemas.

    Quanto à suposta declaração que Israel não iria permitir que o exército sírio ganhasse, isso precisa de muito mais clarificação. Em 16/08/2012, nosso Ministro da Guerra, Moshe Yaalon explicitou suas preocupações para o Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, e fez isso na frente de TODA a mídia presente, e a frase foi esta: “O eixo do mal, que vai de Teerã a Damasco e Beirute, não pode ter a permissão de vencer a presente guerra na Síria. A falta de estabilidade na região, reiterou Yaalon deve-se a vários fatores, sendo que o mais importante deles é o regime iraniano e seu envolvimento em TODAS as crises ocorrendo atualmente no Oriente Médio.

    (Além disso, complementou Yaalon, na opinião dele a crise síria irá continuar muito tempo após a queda de Assad, pois de acordo com ele existem “contas sangrentas” a serem acertadas entre os alauitas e sunitas, além das vinganças periféricas das outras minorias engajadas no conflito).

    Então, Israel empregará sim muita energia para impedir que o eixo do mal saia vitorioso, e isso significa dizer que não permitiremos que se consolide a Síria e o Libano na condição de satélites do Irã. Isso é inaceitável e não vai acontecer, para o bem do próprio Oriente Médio. O Irã não é arabe, e não tem o direito político e nem moral de estar se envolvendo NESTA região.

  6. Fábio, este comentário do Moisés é igual a todos feitos por quem odeia Israel, a culpa nunca é dos árabes, eles se matam entre si, mas os culpados são os israelenses. Israel está se lixando para eles, agora se jogam foguetes em Israel o que os israelenses devem fazer, ficar quietos? Eles não se conformam que os israelenses ainda não se suicidaram no Mediterrâneo. Atrás destas opiniões está sempre um negócio chamado INVEJA. Incompetentes nunca se conformam com o sucesso do povo judeu, e não é de hoje, vide holocausto e pogroms na Russia, Ucrania etc

  7. Diogo,voce percebeu que de repente ja
    nao se fala mais em Egito? porque sera?
    A bola da vez e a Siria? e isto? E no Libano?
    A coisa ta ficando feia por la.Mas isso nao
    interessa,nao e? E a PRIMAVERA ARABE.

    1. Fábio, essa pergunta é assunto para uma séria pesquisa acadêmica no campo da comunicação. Há uma série de teorias a respeito dos motivos pelos quais um assunto é de interesse do leitor e outro não, em determinado período. Isso para não dizer que uma possível intervenção militar na Síria, nas atuais condições, é uma notícia de grande peso para a história regional e para a segurança de Israel.

  8. Diogo,a seguranca de Israel nao esta ameacadao nem 1 segundo.Isto eu te
    garanto.O que pode acontecer e cair,infelizmente,de proposito,uns
    misseis.Mas o Assad e o Hezbolah sabem
    que seria o fim deles.

  9. Muito interessantes as setas, fica mais claro para explicar o que ocorre na região.

    Eu tenho convicção que tudo passa pelo crivo dos sauditas, desde o século XIX se iniciou uma guerra nos bastidores pelo controle da Arábia Saudita pelos wahabistas, que a venceu no século passado.

    Agora com o apoio irrestrito dos EUA que defende os interesses sauditas pelo petróleo barato e abundante os sauditas vão espalhar o wahabismo pelo Oriente Médio e simplesmente eliminar todos os xiitas, tolerando os sunitas moderados desde que os apoiem, claro, tal visto a Turquia.

    Essa é minha opinião, meus amigos europeus falam que as mesquitas ao redor do mundo estão recebendo muito dinheiro dos sauditas, aqui na minha cidade ainda não.

    Enfim, Diogo, os próprios sauditas, financiadores da mídia da região, tentam culpar o ocidente e Israel, porém o buraco é muito mais embaixo e está na monarquia saudita e seus planos que já vem desde o século XIX.

    Infelizmente poucos irmãos muçulmanos conseguem ver essa perspectiva.

    Abraço.

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