Jerusagay

Drag queen canta uma música de Barbra Streisand, musa gay –e judia. Crédito Diogo Bercito/Folhapress

Foram dez minutos constrangedores. Quando perceberam o cheiro forte, as pessoas começaram a se perguntar, tímidas –o que é isso? Esterco? Pode ser, mas não é o que parece. O odor, a bem da verdade, é de fezes. Alguém pisou em alguma coisa? Não. Um pouco mais adiante, as milhares de pessoas que marchavam nas ruas de Jerusalém entenderam: alguém pusera sacos de plástico com urina e fezes de cavalo no meio da rua, como uma maneira de protesto.

A parada gay de Jerusalém, como se vê, não agrada a todos os moradores da cidade dita santa. Apesar de, nos últimos anos, a situação ter se mantido calma, com incidentes isolados, há um clima tenso ao redor da manifestação. Para participar, é necessário ser revistado. Durante as três horas de marcha, a multidão passa também por um judeu ultra-ortodoxo com um cartaz registrando dizeres bíblicos e condenando a homossexualidade.

À parte dos obstáculos, o evento correu bem hoje à tarde. Cerca de 3.000 pessoas foram a pé desde o Parque da Independência até o Parlamento israelense, onde se reuniram para ouvir música e assistir a discursos. É um evento, que fique bem entendido, bastante político. Em vez dos homens de sunga e do clima de festa, a parada gay jerosolimita reúne partidos políticos de esquerda e, como brinca uma amiga minha, “tem mais hétero do que gay”. Não há álcool.

É, para quem já participou de eventos parecidos ao redor do mundo, um pouco frustrante. Não há a histeria típica das paradas, por exemplo, de São Paulo ou do Rio. Mas as manifestações em Jerusalém são, por outro lado, uma demonstração de civilidade. Discursos aplaudidos e traduzidos simultaneamente para a linguagem de sinais. Pais levando os filhos pequenos pelas mãos. Policiais monitorando a passeata.

Jerusalém é, no folclore israelense, o reduto dos conservadores que não sabem dialogar. Mas, durante a parada gay, precisamos admitir também que a cidade tem demonstrado uma vocação para ao menos tentar discutir a tolerância, em vez de forçá-la.

A caminho do Parlamento israelense, na parada gay de Jerusalém. Crédito Diogo Bercito/Folhapress
Antenas peludas para todos os orgulhosos, incluindo ursos e nacionalistas. Crédito Diogo Bercito/Folhapress
Artistas de rua dançam durante marcha da parada gay, em Jerusalém. Crédito Diogo Bercito/Folhapress

Comentários

    1. Fim de um m,undo de preconceitos e rídiculos tiranos querendo impor uma ortodoxia desumana e fascista. Agora, o começo de um mundo onde as pessoas se amam sem perderem o diálogo com a vida eterna. Salv os assumidos e honetos consigo e com todos.

    2. Deve tá com a pia de casa limpa, né! Vai procurar o que fazer ao invés de ficar empatando a vida sexual de terceiros.

  1. É o fim! O que esperar da atual geração! Não há limites, não há respeito, há sim profanação!
    Tudo que o homem semear isso colherá!

  2. Manaja, apenas uma correção, a tal parada gay de Jerusalém, não agrada a maioria a da população.

  3. Começo de um mundo sem preconceito, ou o fim de um mundo com essas tendências ridículas, falando-se biblicamente.Gente,é bom lembrar que uma cidade inteira já foi destruída por causa desse tipo de comportamento,pois, nem tudo que é lícito é legal.De lá para cá,Deus não mudou.

  4. É o fim dos tempos, satanás saindo das trevas e surgindo na terra santa em busca de transfigurados em seres humanos, é a volta de Sodoma e Gomorra, não olhe para traz o chifrudo te transformara em estatua de sal.

  5. Ignorando os comentários homofóbicos por aqui, esse evento pode ser considerado uma grande conquista da comunidade LGBT de Jerusalém.

    A cidade de Tel-Aviv, a menos de uma hora de viagem, é considerada uma cidade cosmopolita, com uma comunidade aberta e progressiva, e já tem uma parada gay anual muito grande e festiva, e sua comunidade LGBT é forte e tem vários pontos de encontro, como bares e casas noturnas. Jerusalém é uma cidade mais tradicional, onde os ortodoxos, mesmo sendo minoria, comandam os costumes. Lá a comunidade gay não tem muito espaço.

    Uma parada gay em Jerusalém pode ser vista pelos judeus ortodoxos (e por cristãos e muçulmanos também) como uma bofetada na cara, mas é um bom motivo para se abrir um franco diálogo. Afinal, se todas estas religiões professam a paz, a harmonia e o entendimento, por que são tão belicosas em relação aos homossexuais?

    Obviamente, ninguém está forçando os ortodoxos a manterem relações homossexuais ou proibindo-os de manterem relações heterossexuais. Então, por mais que eles condenem esse tipo de relacionamento, não podem impôr a conduta que julgam ser correta goela abaixo dos outros.

    Quem sabe um pouco mais de vida gay em Jerusalém não ajuda a se ter uma perspectiva mais tolerante também em relação aos palestinos?

  6. beto-W ,e quem liga para estes ortodoxos
    atrasados? Eles ,na sua maioria ,apesar de
    serem uma minoria,ja enchem o saco o suficiente por aqui,cada vez mais ele tem uma importancia quase que a nivel ZERO.
    O dia que eles foram para o servico militar
    ai eu mudo minha opiniao,ao inves de se amamentarem dos impostos que eu pago.

    1. Fabio, infelizmente esses ortodoxos atrasados têm partidos de cujo apoio qualquer primeiro-ministro depende para se manter no poder. E assim eles podem manter suas colônias na Cisjordânia, que além de obrigarem o estado a mobilizar toda uma estrutura do exército para protegê-los, ainda conseguem surpreendentes e impensáveis aprovações para expansão dessas colônias. Isso sem falar nos projetos de lei de cunho religioso que surgem volta e meia, seja no âmbito municipal, seja no âmbito nacional.

      1. Beto_W e incrivel como voce escreve,como
        se entendesse de tudo por aqui,e nem aqui
        voce vive,e mais um daqueles que pensam
        que o Problema dos Palestinos e como se
        fosse uma partida de futebol,onde todos podem opinar,so que com uma diferenca,
        voce nao entende nada,sabe porque?
        EXPANSAO,uma ova,e NOSSO POR DIREITO CONQUISTADO EM GUERRA.Querem de volta? Venham tomar,estamos esperando.Assim como o Ira repetiu ontem que quer nos varrer da face da Terra.Como se diz em Persa: Que venga el Toro.Voce vai ver com quantos paus se faz um barquinho.Nao se atrevam
        IDIOTAS.

        1. Fábio, segundo o direito internacional (a Carta da ONU, mais especificamente), não se admite mais conquista de territórios pelo uso da força. Dessa forma, Israel não tem quaisquer direitos sobre os territórios ocupados por guerra. A ocupação dos territórios palestinos é ilegal.
          É curioso que ao mesmo tempo que você brada ser Israel uma democracia e um país livre, defende uma ocupação completamente ilegal perante o direito internacional.
          Assim como os judeus ortodoxos são uma minoria, mas com voz suficiente para serem ouvidos. Assim como os muçulmanos radicais também são uma minoria, mas com força para serem notados. Tudo depende de como você quer enxergar uma situação.
          Beto_w, você é a pessoa com mais bom senso nesse debate. Parabéns!

          1. Victor M,Os ORTODOXOS perderam a sua forca no Congresso,voce esta atrasado.
            Acabou,eles sao cidadaos comuns sem nenhuma forca dentro de Israel (politicamente falando).Eles que pratiquem o seu “”fanatismo”” religioso,mas sem perturbar o andar do Pais.Alias 500 deles
            esta semana ja forma recrutados para o
            Exercito.Viu como as coisas estao mudando?
            A ONU NAO VALE NADA,e um cabide de empregos para ex Presidentes Americanos
            e outros.Nao me venha com esta que foram eles que aprovaram o Estado de Israel,pois isto foi a 65 anos atras.De la
            pra ca muita coisa mudou la,claro,para pior.A Corrupcao impera na ONU,tudo o que eles fazem e um desastre.

        2. Fabio, eu não entendo de tudo “por aí”, mas tenho minhas visões e opiniões acerca do conflito, do país, e do Oriente Médio em geral. Se só pode opinar sobre o assunto quem mora aí, então você não pode opinar sobre a situação no Egito ou na Síria, já que não mora lá, certo? Aliás, assumindo que você não é um colono morando na Cisjordânia, você não pode nem opinar sobre os assentamentos. E como posso afirmar com certeza que você não vive numa aldeia, cidade ou campo de refugiados palestino em Gaza, você tampouco pode opinar sobre os palestinos.

          Sabe quem pode opinar, já que além de ser israelense, nasceu aí, em Haifa? Ilan Pappé. Ah, mas pelo jeito ele não pode dar opiniões contrárias às da maioria, já que foi criticado, condenado pelo Knesset, ameaçado, e teve de se demitir da faculdade onde lecionava e sair do país. Isso na “única democracia do Oriente Médio”.

          Eu posso não morar aí, mas já passei um ano da minha vida morando em Israel, e boa parte dela estudando, lendo, pesquisando e debatendo Israel, o OM, e o conflito. Não me considero um especialista, mas sim um interessado. E não é pelo fato de ter morado aí que eu me sinto no direito de dar minha opinião. Muita gente nesse blog e em outros tem sua própria opinião, mesmo sem nunca ter pisado em Israel, e eu defendo o direito de se expressarem, assim como eu defendo o seu direito de se expressar, por mais que eu discorde em muita coisa de você – e nunca questionei se você realmente mora em Israel ou não.

          Seja um pouco mais humilde e escute os argumentos dos outros. Nem todo aquele que critica as ações de Israel contra os palestinos é um anti-semita. Em vez de responder com raiva e fanatismo (não necessariamente religioso, mas ideológico), tente estabelecer um diálogo, expondo seus pontos civilizadamente.

          Por exemplo, você fala que o território ocupado pelos colonos na Cisjordânia é “NOSSO POR DIREITO CONQUISTADO EM GUERRA”. No entanto, o Victor já apontou que desde a criação da ONU a comunidade internacional não admite a conquista de território pelo uso da força. E eu digo mais: se a Cisjordânia é de Israel por direito por ter sido conquistada em guerra, por que não foi oficialmente anexada, dando assim aos palestinos plena cidadania israelense? Viu, isso é argumentar – sem tentar desqualificar seu interlocutor, sem argumentos ad hominem.

          Sua resposta para o Victor demonstra uma aparente falta de argumentos, já que você desvia o assunto e questiona se ele conhece Israel – falácia ad hominem – e tenta insinuar questões semânticas que são levemente tangenciais ao assunto do conflito. O argumento dele parte do ponto de vista de resoluções da ONU, que é ou deveria ser o órgão máximo nas relações internacionais.

          Mas não vou me alongar, pois já fugimos demais do assunto, que é a parada gay de Jerusalém, e o que ela significa na luta contra o preconceito.

          1. Beto_W a unica coisa que vou te responder
            e que nos Israelenses conhecemos o Egito,a Jordania,A Siria,A Arabia MaLdita,O Libano mais do que eles mesmos.Principalmente quem fez o EXERCITO,o que voce nao o fez.
            Porisso nao fale asneiras.Outra vez por ignorancia voce cita Ilan Pappe,um cara que e um nojo,e esta PROIBIDO de entrar em Israel.
            Antes de voce me criticar olhe para seu prorpio pe.Enquanto eu tiver esta opiniao
            e a maioria dos Israelenses tambem,nenhum Pais Arabe vai nos derrubar.E so ver quem e hoje Naftali
            Bennet,votado por nos.Veja quais sao
            as ideias e voce vera que as suas ideias
            sao absurdas e ultrapassadas.Estamos
            no Seculo XXI para te lembrar.
            Quando foi este 1 ano que voce diz que
            morou aqui? aonde? MENTIROSO.

          2. É difícil dizer adeus aos nossos lugares sagrados e às colônias construídas com suor e lágrimas e às vezes sangue, na Judéia e na Samária, e quase impossível dizer adeus a Jerusalém em sua inteireza. Entretanto, somente a mesa de negociações e o povo em referendum poderão ratificar o que julgamos ser nosso direito.

          3. Benny Assayeg,te asseguro 1000% que ninguem e louco de entregar Jerusalem.
            Os Arabes usavam o muro para fazer xixi no Muro das lamentacoes no passado,so
            para voce saber como eles dao importancia a Jerusalem..Esta fora de qualquer negociacao Jerusalem e o Golan.

          4. Mais uma vez, Fabio, peço-lhe que evite usar ataques pessoais, tente dialogar civilizadamente e, principalmente, tente ser menos arrogante em suas colocações, pois isso certamente o ajudará a ser mais ouvido.

            Você diz que os israelenses conhecem o Egito, a Jordânia, a Síria, a Arábia Saudita e o Líbano mais que eles mesmos. Por favor, desenvolva, pois não entendi essa afirmação. Foi uma referência velada ao Mossad? E já que você não mencionou o Irã, então segundo seu próprio raciocínio você não pode opinar sobre ele, já que não mora lá, certo? E você ainda não me disse se mora num assentamento, o que ainda segundo seu raciocínio seria condição sine-qua-non para poder opinar sobre os mesmos.

            Você diz que Pappé é “um nojo”, gostaria que me explicasse o motivo. E aliás, acho que “por ignorância” você erroneamente afirmou que ele está proibido de entrar em Israel. Ele é um cidadão israelense, e não vejo como um cidadão de um país possa ser proibido de entrar em seu país. Se ele quer voltar, é outra questão. E se vai ser bem recebido, também. Mas o fato é que ele não está proibido por lei de regressar.

            Aí você diz, “Antes de voce me criticar olhe para seu prorpio pé.” O que isso quer dizer? E quanto a “Enquanto eu tiver esta opiniao e a maioria dos Israelenses tambem,nenhum Pais Arabe vai nos derrubar”, que opinião é essa? A de que só pode opinar sobre o problema dos palestinos quem mora aí (e principalmente, quem serviu no exército de Israel, como você insinuou)? Bom, eu não estou falando em nenhum país árabe derrubar ninguém, é a sua paranóia falando.

            Você menciona Naftali Bennett, eleito para o Knesset em 2013. Se você votou no partido dele, parabéns, eles têm 12 das 120 cadeiras. Mas ainda é um partido muito pequeno comparado com a coalizão Likud – Yisrael Beiteinu. As propostas dele para o processo de paz parecem interessantes no papel, mas ele se esqueceu de combinar com os palestinos. Além de anexar 62% da Cisjordânia, a proposta dele é deixar de fora as aldeias e cidades palestinas que compõem o restante, isoladas em pequenos bantustões, e ainda assim sem plena autonomia. Ok, ele promete construir estradas ligando esses bantustões sem postos de controle, mas nós sabemos o que vai acontecer assim que ocorrer o primeiro atentado. Ele me parece um político bem-intencionado – e talvez até seu plano seja mais factível do que qualquer outra coisa que saia dessa nova rodada de negociações – mas vai enfrentar muita resistência tanto em Israel quanto no lado palestino.

            Mas a idéia de Bennett não é anexar a Cisjordânia inteira e dar cidadania a todos os palestinos de lá, como seria de se esperar com um território “nosso por direito conquistado em guerra”, nem tampouco é devolver esse território à Jordânia, ou dá-lo aos palestinos, retirando os colonos de lá. A idéia parece ser um “vamos ver se a gente cozinha eles por mais algum tempo, quem sabe eles desistem dessa idéia absurda de ter um estado próprio”.

            E já que insiste tanto nessa tecla, eu fiz Shnat no Machon le Madrichei Chul em Kiriat Moriá em Jerusalém, morei três meses em um kibbutz, fiz Maslul Chavaiati, e ao final de minha estadia fiz dois meses de Marvá que, apesar de ser para estrangeiros, equivale a uma Tironut 02. Foi há mais de 10 anos, mas estive aí. Não que eu ache que deva satisfações ou tenha que provar algo a você, nem que eu ache que isso qualifica minhas opiniões ou automaticamente as valida, mas só para poder levar a discussão adiante e não discutir mais essa questão.

          5. Fábio eu acredito que os árabes não respeitavam os lugares sagrados judaicos em Jerusalém, assim como tratam a esplanada no domo da rocha como um lugar qualquer (e pra eles é isso mesmo, muito embora reze a lenda que “dali Maomé ascendeu aos céus”). Jerusalém é e sempre será o nó nesses eventos cansativos e áridos que também chamam de “negociações”. Concordo que de 1000 judeus israelenses ZERO apoiaria a entrega de Jerusalém a mãos árabes.

  7. Que fique bem claro neste Blog,que Israel
    e um Pais de Primeiro Mundo,e que os nossos vizinhos nao chegaram ainda a
    Civilizacao.E para deixar bem claro a diferenca em todos os sentidos.
    Outra vez,so temos 65 anos de Independencia.A Inveja incomoda nao e?

  8. O título ‘Jerusagay’ desta matéria está equivocadíssimo, pois está associando a cidade sagrada diretamente ao homossexualismo, quando na verdade trata-se de uma parada gay promovida na cidade por um grupo de pessoas que apoia essa causa. Jerusalém não é gay. Não existe ‘Jerusagay’.

  9. Este comentário vai principalmente para o Fábio de Israel e, periféricamente, para o Sr. Bercito.

    Fábio, em seu (muito apreciado por mim) afã de defender Israel e o povo judeu de ataques imerecidos, na esmagadora maioria das vezes mal-intencionados, voce acaba fazendo o “jogo” do inimigo.

    Lembre-se, voce não está travando uma batalha militar, onde Israel é franca e majoritáriamente imbatível, e sim está no campo da Guerra da Mídia, onde Israel já perdeu faz muito tempo.

    O inimigo nesta Guerra do Marketing, usa qualquer tema, por mais inócuo que seja, e transforma-o num vetor para a propagação de idéias anti-israelenses e algumas vezes, anti-semitas.

    A técnica funciona assim: Imagine que o tópico verse sobre máquinas de costura residenciais de alta-performance fabricadas em Israel. Nada a ver com os “palestinos” certo ? Errado.

    A qualquer instante, no meio do tópico altamente técnico, o provocador lança o seguinte: “Enquanto as donas de casa israelenses desfrutam de equipamentos de costura de ultima geração, os “palestinos” de Gaza sequer tem roupas adequadas para protege-los do frio siberiano que os castiga neste gélido Agosto”. (Pouco importa se estamos todos derretendo neste verão infernal por aqui).

    Aí voce meu caro Fábio, assim como outros judeus zelosos e israelenses patriotas, cai feito um pato assado nessa provocação e passam a discutir o “sofrimento dos palestinos” em pleno tópico sobre máquinas de costura robotizadas.

    Voce pode não ter percebido, mas não só deu voz para nosso inimigo como a amplificou. O assunto poderia ter morrido esquálido ninguém houvesse alimentado o mesmo com respostas TAMBÈM fora do tópico, que é o combustível principal dessa campanha anti-Israel.

    Por outro lado, me perdoe o Sr. Bercito, mas TODAS os comentários aqui postados são submetidos à moderação prévia do sr. ou de algum preposto imediato seu. Assim, seria de ótimo alvitre que sómente fossem publicadas as mensagens que dizem respeito ao TÓPICO em si. Não acredito que o sr. Bercito pretenda que o seu espaço seja transformado em veículo de propaganda para os PRÓ ou CONTRA Israel, a menos quando o tópico trate especificamente desse conflito.

    Caso contrário não tardará a chegar o dia em que eu levarei à discussão aqui o debate sobre as virtudes do sorvete integral a ser fabricado na sorveteria que meu amigo abrirá brevemente em Rishon Lezion, em contraposição à questão dos “palestinos” que então estãrão sufocando de tanto calor neste próximo Janeiro infernalmente quente em Jerusalém.

    1. Mordechai, concordo com você que muitas vezes fugimos do assunto em pauta (eu, você, o Fabio e outros) para discutir o conflito. No entanto, não encaro isso como uma guerra, nem vejo “inimigos”. É um debate – que deveria ser tratado civilizadamente por todos.

      Entendi sua indireta, e em minha defesa, eu estava dando uma opinião pertinente ao tópico, e ao final dela mencionei a frase “ter uma perspectiva mais tolerante também em relação aos palestinos”, no tocante a preconceitos – ainda marginalmente pertinente ao artigo. Reconheço que foi um pouco infeliz de minha parte, mas minha discussão com o Fabio se desvirtuou não por causa disso, e sim pela discussão do papel dos ortodoxos na política de Israel. Aí a coisa fugiu ao controle.

  10. Meus dois centavos sobre o tema à mão. Israel é uma democracia vigorosa, e garante o direito à livre expressão de todos os grupos.

    Pessoalmente eu sou um liberal radical, apoio integralmente a causa dos gays.

    PORÉM, e aí vai um grande porém, a questão do homossexualismo hoje em dia é uma questão essencialmente politica, conquista estrondosa dos homossexuais, pois há não muito tempo era uma questão policial ou psiquiátrica.

    E sendo política, deve ser tratada dessa maneira de alto a baixo. Quero com isso dizer que, independente da justiça e do direito, fazer uma passeata gay em Jerusalém é politicamente ingenuo e contra-producente à causa gay.

    Jerusalém é a “alma-mater” de 3 religiões que não toleram os homossexuais: Judaismo, Islamismo e Cristianismo, e BILHÕES de fiés pelo mundo afora que consideram o lugar sagrado.

    Ora, não pode ajudar em nada à causa antagonizar-se com esses grupos, não existe qualquer propósito racional nisso, e a visibilidade que a causa conquistou / conquistará é de cunho negativo.

    Fiquem com Tel Aviv. saudável, moderna liberal, cidade sem nenhum preconceito e, principalmente, sem a marca da religiosidade profanada.

    1. Discordo de sua opinião, Mordechai. Acho que a passeata em Jerusalém é bem pertinente, já que existem gays em Jerusalém (inclusive existe uma comunidade gay ortodoxa), e eles têm o direito de viver sem ter de se esconder e sem ter de viajar para Tel-Aviv para poderem manifestar sua sexualidade.

      O objetivo dessa manifestação, a meu ver, não é antagonizar os grupos religiosos, mas sim abrir um diálogo em nome da tolerância e da convivência. E nesse ponto, acho que qualquer visibilidade conquistada é um passo positivo. Não se pode varrer a homossexualidade em Jerusalém para debaixo do tapete por medo de se antagonizar os religiosos. É preciso mostrar que há na cidade espaço para todos.

      1. Há homossexualidade em Mecca? Sim! Eles fazem protestos, passeatas? Responda-me honestamente! Os direitos de uns terminam quando começam os dos outros!
        Isso é uma regra de convivência ‘pacífica’ – termo utópico e hipócrita!
        Jerusalém É uma cidade sagrada.Ponto final.

  11. Beto-W,cansei de discutir com voce.
    Dizer que Naftali Bennet quer cozinhar
    a ideia dos 2 Estados,e um absurdo.A ideia
    dele e clara.NAO HAVERA 2 ESTADOS,ponto
    final.Nao moro em Assentamentos,porque
    nao EXISTE ASSENTAMENTOS,isto e uma palavra criada pelos “”Palestinos””.
    Voce nao le os jornais por aqui,e eu leio
    todos os dias,e os Israelenses na sua
    maioria sao contra Estado Palestino nas
    condicoes que eles querem,Ponto final.
    Ilan Pappe esta PROIBIDO de entrar em
    Israel,e considerada PERSONA NON GRATA.Ponto final
    E por ultimo,Israel Chay ve kayam,bem
    entendido?

    1. Caro Fabio, não disse que ele está querendo cozinhar a solução de dois estados, eu entendi que ele é contra isso. O que eu quis dizer é que no fundo ele quer manter o status quo, e “cozinhar” os palestinos até que desistam da idéia de dois estados e se contentem com seus bantustões. O problema é que os palestinos não irão aceitar isso, então o plano dele está fadado ao fracasso, por mais bem-intencionado que seja.

      Novamente você vem discutir semântica. Ok, chame de colônias, chame de condomínios, parques residenciais, o que quiser, já que a palavra foi, segundo você, criada pelos palestinos-entre-aspas (outra tentativa de discutir semântica). Vamos chamá-los então, para efeitos da nossa conversa, de “xispiritos”. Então, você ainda não me respondeu abertamente se mora num desses xispiritos ou não, o que, segundo você, lhe outorgaria o direito exclusivo de debater sobre eles. Caso você não seja um xispiritense, então – ainda segundo seu raciocínio – estaria proibido de opinar sobre tais xispiritos.

      Você tem razão, não leio jornais de Israel todo dia, apenas ocasionalmente passo pelo site do Haaretz, Jerusalem Post ou Maariv (este é mais difícil, já que não leio tão bem em hebraico) para ver o que há de novo. E eu sei que a maioria dos israelenses é contra um estado palestino autônomo na totalidade da Cisjordânia e em Gaza, porque quase ninguém aí se coloca no lugar dos palestinos e tenta entendê-los.

      Quanto a Ilan Pappé, insisto, prove-me que ele está proibido de entrar no país. Apesar de ser odiado por aí por defender a tese de que ocorreram massacres e limpeza étnica à época da independência, que eu saiba sua cidadania não foi revogada, e não há nenhuma ordem judicial ou acusação criminal pendente contra ele.

      E por último, a frase correta é AM Israel chai vekayam, e acho que você entende a gritante diferença nessa pequenina palavra, certo?

  12. Jerusalém é nossa (Judeus)! Meca para os muçulmanos!

    Não se esqueçam aqueles que possuam uma partícula da ‘alma judaica’, seu dever de defender Israel!

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