A pior entrevista da história –recente

A revista “Slate” nota, em sua reportagem (leia aqui), que a competição é acirrada. Mas um vídeo veiculado recentemente pela Fox News pode vir a liderar a lista de entrevistas mais constrangedoras de que conseguimos nos recordar.

Trata-se da conversa entre a âncora Lauren Green e o acadêmico Reza Aslan, por ocasião do livro “Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth”, baseado em uma extensa pesquisa histórica a respeito do início do cristianismo.

Alguns leitores têm notado haver, neste Orientalíssimo blog, uma atenção frequente à islamofobia. Mas, ao ver este vídeo após sugestão de um talentoso colega, não pude deixar de voltar a pensar em como o mundo pós 11 de Setembro é um lugar complicado para alguém ser muçulmano.

Eu poderia citar exemplos pessoais. Estive ao redor de toda a região, e ouvi até mesmo de amigos afirmações que são, além de odiosas, simplesmente historicamente incorretas. Frases que começam com “os muçulmanos sempre…” ou “todos os muçulmanos…” me dão arrepios –assim como tenho pavor de antissemitismo ou, para além desse assunto, outras modalidades de preconceito, incluindo a homofobia e a misoginia.

Mas vou aproveitar a entrevista de Reza Aslan para fazer da imagem um exemplo concreto. Basta notar que a jornalista não está interessada no conteúdo intelectual do livro ou na discussão histórica. A primeira pergunta que faz ao acadêmico é –por que um muçulmano decidiria escrever sobre o fundador do cristianismo?

A má vontade da entrevistadora fica mais evidente perto do final do vídeo, quando ela nota que é desleal Aslan não informar ser muçulmano, para que o leitor saiba que ele tem uma agenda oculta por trás da publicação. Ao que ele responde, constrangido, que a informação de que ele segue o islã está na segunda página do livro. Além disso, ele é um conhecido estudioso do islamismo, de maneira que não entende onde está a deslealdade.

Até porque não faz sentido, por mais que eu tente entender, o argumento de que um muçulmano não está apto por definição a estudar o cristianismo, em qualquer esfera que seja. Assim, há de se esclarecer em algum momento de que maneira Lauren Green se preparou para essa entrevista e com que pré-concepções.

Mais grave ainda é, como nota a “Slate”, a campanha anti-islâmica que está sendo promovida contra o autor, que foi chamado por Pamela Geller de “maligno membro jihadista”. Avaliações feitas ao livro dele no site Amazon.com notam que Aslan “é muçulmano, e não historiador” –mas onde é que está o paradoxo?

A islamofobia é uma questão que parece ser cada vez mais central para a história do Oriente Médio. Mais importante ainda é toda a aura de mistério que parece nunca se dissipar do entorno do islamismo. As fantasias dos orientalistas, os preconceitos dos xenófobos, e agora o temor e o desconhecimento que vieram na sequência dos atentados de 11 de Setembro e da Guerra ao Terror.

Os leitores talvez consigam me ajudar a entender –a que serve a desinformação, nesse caso?

Comentários

  1. Curioso ler seu post, Rodrigo, porque ver que o preconceito, seja ele qual for, de alguma maneira, acaba sendo uma agressão. Ainda que o filósofo Kant tenha dito que “o preconceito é um conceito pré-concebido”, pré-conceber conceitos, não quer dizer, necessariamente, pré-julgar ou pré-condenar.
    A jornalista peca pelo primeiro erro: não ter sido imparcial e por não ter extraído o máximo que ela poderia do entrevistado. Dele, ela poderia, quem sabe, ter tido revelações que seus conceitos pré-concebidos notoriamente impediram. Mas isso deixa claro que não é só a imprensa brasileira que cai nesses erros.
    O outro erro é o mais evidente: deixar seus pré-conceitos agredirem o entrevistado, que antes de entrevistado, historiador, islâmico ou homem, é um ser humano, merecedor de respeito e consideração, o que passou ao largo. Uma pena.

    1. Fundamental a parte final do seu comentário: não importa se sou homem, mulher, historiador, gari, islâmico ou umbandista. Sou ser humano, ponto final.

  2. Pois é, isso faz parte da política americana de menosprezar aqueles que fogem da filosofia protestante e hipócrita de sua população…..

  3. Diogo,depende muito do que voce chama
    de ser Islamofobo.
    Se voce considerar que a maioria dos
    ataques terroristas praticadas no Mundo
    vem baseado na religiao Muculmana.
    Se a Religiao Muculmana pratica o que se
    chama de “”varricao”” de outras religioes,so prevalecendo a deles,e as outras nao servem.Se dentro das Mesquitas em vez de pregar o que esta
    escrito no Alcorao,a interpretacao que e
    dada aos fieis e de que os judeus nao prestam e tem que ser expulsos de Israel,
    So por esses poucos motivos que citei aqui,nao e para ser ISLAMOFOBO? EU SOU.
    Porq

    1. Você pode ser islãmofobo, e eu tenho que te dizer que sou judeufobo, e acho realmente que a terra roubada da Palestina e dada aos judeus, devia ser devolvida! E desde quando os judeus, que só casam com judias, para não deixar o dinheiro sair do controle deles, pode falar de outra religião, seja católica ou islãmica??

      1. Maria do Brasil,em primeiro lugar NADA foi
        dado a nos,muito pelo contrario,foi tudo
        por GUERRAS.Ninguem roubou nada aqui.
        Isto e difamacao e ignorancia como voce
        mesma se descreve.O que tem a ver aqui
        casamentos com o que estamos falando?
        Va Ler um pouco mais.

        1. Fábio, eu tb posso ser considerado judeufobo, pq o massacre que vcs fazem na palestina não é nem nunca foi obra do povo de Deus, vocês representam mais o demônio do que Deus… Sou cristão e sou contra os judeus…

      1. Perdoe MARCELO, mas preconceito vem de uma longa lista de verificações fundamentadas em acontecimentos que acabam definindo um grupo qualquer. Se a maioria se comporta de certa forma, a gente acaba tendo 99% de certeza que o próximo a ser encontrado também não será muito diferente dos anteriores. No caso dos muçulmanos o comportamento que eles exibem é 99% previsível. Pode chama de “preconceito” se quiser, eu chamo de experiência.

        1. “…preconceito vem de uma longa lista de verificações fundamentadas em acontecimentos que acabam definindo um grupo qualquer.”

          Depois dessa é melhor nem comentar. 😛

    1. Acredito que, quando eles gritam “ALLAHU AKBAR”,só não exaltam a DEUS como também dizem:DEIXEM NOSSOS POVOS e NOSSAS TERRAS. Como cidadão que ama o País te aconselho :procura saber sobre o golpe de 1964 e tudo sobre espionagem que os EUA praticaram e praticam com o nosso povo.

    2. O que pude notar no pouco contato que tive com mulçumanos é que a verdade deles é única e verdadeira. É muito difícil, portanto, acreditar na imparcialidade de um Islâmico, diferentemente, se este fosse um historiador.

      1. Se bem que o autor é um historiador… Acho que temos que entender como uma visão diferente… É importante ouvir e respeitar…

  4. O preconceito é forte de ambos os lados, e acaba fomentado esse círculo vicioso.
    Em alguns países arábes, o simples fato de alguém se converter em cristão ou outra religião, é passível de sofrer a pena capital.
    É necessário estimular o respeito aos direitos humanos em todas as sociedades, evitando que os radicais imponham as suas visões de que todos são inimigos desde que não pensem e agem de acordo com os seus líderes politicos/religiosos.

    1. Carlos
      Excelente argumento.
      O que né deixa intrigado e’ porque alguns defendem autarquia contra a uslamofobia o tempo inteiro, mas nada fazem para proteger cristãos , homossexuais, judeus, e outras minorias no mundo árabe?
      Porque essa obsessão comislamofobia mas nem uma palavra contra os “bahalofobicos” ou ” kurdofobicos” ou ” norteamerjcanofobicos”?porque preconceitos contra islâmicos que ocorrem na imprensa ganham sempre mais destaque do que outros preconceitos?
      E’ isso, em si, também um preconceito? Acho que sim!

      1. Não consegui entender uma coisa: o foco da questão não é a entrevista? Então o que tem a ver a natureza de um terrorista? O grave aqui é uma jornalista manipular a entrevista de acordo com seus planos. Não se analisou o trabalho do historiador, suas fontes ou partes do livro. Ela nem deve ter lido o livro. O que importava era desqualificar o autor por ser muçulmano.

      2. Marcio,
        Esse seu argumento é o mesmo – bastante utilizado, aliás – para deslegitimar a luta pelo direito dos negros e das mulheres, por exemplo. Ah, eu não posso chamar ele de preto, mas ele pode me chamar de branco. Ou “estamos vivendo sob a ditadura gay”. Ocorre que, atualmente, os islâmicos estão entre os principais alvos de preconceito. Assim como os negros e os homossexuais. Dessa forma, não há necessidade de defender os cristãos na mídia ocidental porque eles não são minorias e não são objeto de preconceito deliberado. Tampouco os são os norte-americanos. Ao contrário, sempre predominou o conceito do WASP.
        Quanto aos baha’is as pessoas no Brasil mal sabem do que se trata.

        1. Joao,
          Nao concordo. Quer dizer que so’ devemos defender aqueles que sofem estatisticamente mais preconceito? Os outros pode deixar morrer?
          Absurdo!
          Veja a sua sentenca “Quanto aos baha’is as pessoas no Brasil mal sabem do que se trata.”

          Se ninguem fala neles, entao mete bala! Mata todo mundo! E’ isso?

      3. É só estudar um pouquinho para descobrir que os mulçumanos tem um projeto de dominação cultural no ocidente, isso é público e notório, eles pretendem fazer isso sem derramar uma gota de sangue, a taxa de natalidade desse povo é altíssima e a da maioria dos povos do ocidente está declinando, é necessário uma taxa de 2.11 para se manter uma cultura, e quase a totalidade dos países europeus estão abaixo dela, sendo que houve uma invasão mulçumana na Europa, hoje temos mais de 54 milhões de mulçumanos que imigraram para países europeus, isso é realidade, esse povo irá acabar com a civilização ocidental e nos trazer o seu legado de atraso e miséria. Vejo com sentimento de asco, esses defensores de minorias, geralmente o motivo que existe por trás não tem nada de nobre, é puramente ideológico, eles nadam a favor da corrente de financiamento estatal seja nas redações de jornais ou nos centros acadêmicos, essa raça vive disso, e precisa disso para viver, por isso que é difícil, principalmente no Brasil, encontrar jornalistas conservadores.

    2. Carlos Alberto Duarte Oliveira,discordo de
      voce.O Preconceito Arabe com relacao ao
      Judeu,ou Israelense e muito maior,haja visto quantos Arabes vivem em Israel,levando uma vida normal como se deve.Agora veja o contrario,e IMPOSSIVEL e ate PROIBIDO um Israelense ou Judeu morar e as vezes ate visitar um Pais Arabe.Portanto a sua visao esta errada.

      1. Mas, até antes da criação de Israel, a maioria das capitais do Norte de África e Oriente Médio tinham grandes populações judias sefarditas. Comunidades que nunca imigraram para a Europa, e aquelas vindas da península Ibérica depois da expulsão dos sefarditas da Espanha e Portugal conviveram por muitos séculos em países islâmicos. Apenas uma noção histórica de que o assunto não é tão reducionista assim.

      2. Caso alguem tenha algum carimbo de algum país arabe no passaporte não é permitida a sua entrada em Israel..

  5. E cada vez que vejo a entrevista fico mais estarrecido, o quanto a jornalista estava mal preparada para o debate com um PhD em religiões. E também com o quanto a pauta já saiu intencionada da redação. Na primeira pergunta ela já foi detonada, quando quis estabelecer uma relação do autor em relação a obra, baseado na fé e não no seu conhecimento. E se deu mal nos nove minutos da mais pura vergonha alheia. Terrível!

  6. Caro Diogo
    Concordo que exista preconceito.
    Mas o que irrita e’ que a chamada islamofobia, ganhe sempre mais destaque de parte dos orientalistas.
    Estivessem os orientalistas preocupados em combater qualquer tipo de preconceito, porque nao se posicionam contra preconceitos, como por exemplo, os americanos?
    Me da arrepio quando jornalistas , alguns erroneamente denominados de talentosos, sistematicamente começam sentenças com ‘ os americanos’ .
    Pergunto ao jornalista, nao e’ preconceito ser preconceituoso contra somente preconceitos que nos incomodam?

    1. Marcio, mas se o núcleo de estudo de uma pessoa é o Oriente Médio, não faz sentido que concentre seus escritos nessa região? Este blog, vale lembrar, publicou recentemente dois textos escritos em primeira pessoa sobre o Holocausto. Assim, acho pouco provável que você esteja se referindo a mim no seu comentário –a não ser que tenha deixado de lado os relatos anteriores. Obrigado!

      1. Absolutamente!
        Voce e’ um jornalista d eprimeira.
        Nao estava me referindo a voce.
        Mas a outros que sao chamados de “talentosos” por voce.
        Pois meu argumento e’ se alguem fica preconceituoso para defender uma obsessao, este alguem acaba por enfranquecer o argumento.

      2. Mas vale lembrar que, tambem no seu nucleio de estudos, existe crisitanofobia, jueufobia, bahafobia, homssexualfobia, americanofobia etc..
        Nao so’ islamofobia.

  7. A islamofobia, queira ou não o colunista, é responsabilidade principalmente dos próprios islâmicos. Sou BEM juddeu e não tenho preconceito generalizado contra os islâmicos, nem acho que deva haver. PORÈM,e ai vaí enorme porém, vivemos num mundo no qual aquilo que se aparenta ser é muito mais importante daquilo que se é. E os islâmicos cometeram um suicídio de reputação, de marketing, quandp atacaram as torres gemeas, o que de fato MUDOU a face do mundo, instaurou o regime da desconfiança, e dessa pecha os islâmicos irão demorar séculos para se livrar. Vou resumir tudo numa frase que li ainda hoje: “Uma única arvore que cai faz muito mais estardalhaço do que todo um bosque que cresce”. Reflitam.

    1. ““Uma única arvore que cai faz muito mais estardalhaço do que todo um bosque que cresce””

      Bela frase! Vou incorporar a minha filosofia de vida.

      1. Essa frase foi dita pelo Papa Francisco na entrevista ao repórter Gerson Camarotti da GloboNews. Foi a respeito da corrupção na Igreja Católica. Não sei se é criação dele, mas que é boa, é.

    2. Mordechai, então podemos dizer que o anti-semitismo, ou judeofobia, é responsabilidade principalmente dos próprios judeus?

      Pois se os judeus cometeram um suicídio de reputação, de marketing, quando se tornaram capatazes dos poloneses na Ucrânia do século XVII, então a culpa pelos pogroms que se seguiram é principalmente deles.

      Percebe o quão frágil é sua linha de raciocínio, e quão problemático seria aplicá-la a outros casos?

      Nós como judeus deveríamos saber mais do que ninguém o quão nocivo é julgar todo um povo pelos atos de um punhado.

      1. Não, não podemos, pelo simples fato que sua argumentação não encontra qualquer respaldo histórico, aliás voce altera a história, já que a única coisa que aconteceu na Ucrania no século 17 foi a expulsão dos polones e da expuslão e massacre JUDEUS dos judeus por Bogdan Chmielnicki, um dos piores antisemitas de toda a história, comparável apenas a Hitler. Chmielnicki trucidou 100.000 judeus. Em Yeven Mezulah, é descrito o massacre dos judeus: “Alguns judeus tiveram suas peles retiradas e sua carnes atiradas aoas cães. As mãos e pés de outros foram cortados e seus corpos arremessados na estrada, onde foram esmagados por carroças e pisoteados por cavlos…Muitos foram enterrados vivos. Crianças judias foram massacradas no colo das próprias mães, e muitas crianças foram abertas como peixes. Rasgaram o ventre das grávidas, de lá arrancavam os fetos, e atiravam naos rostos das mães….Em outras, eles rasgavam o ventre das mães e lá colocaram um gato vivo,não sem antes cortarem as mãos dessas mães para que fossm incapazes de retirar os gatos de seus ventres…Não houve uma unica forma de assassinato neste mundo que não tenha sido inflingida nos judeus da Ucrania”.

        Entrão sugiro ao sr. que ao ouvir o galo cantar, procure, antes de divulgar esse fato, tratar de identificar a localização, a cor, e o tamanho do gato, pois uma informação erronea pode ser confundida com má-fé ou ignorância.

        E caso fôsse o sr. judeu, a recomendação acima deve ser respeitada à risca, para não ser considerado um judeu antisemita, que é a mais abjeta situação a que um judeu pode descer.

        1. Mordechai, estou bem ciente dos horrores perpetrados aos judeus nos pogroms da Ucrânia, mas você está errado ao dizer que “a única coisa que aconteceu na Ucrania no século 17 foi a expulsão dos polones e da expuslão e massacre JUDEUS (sic) dos judeus por Bogdan Chmielnicki”. Então, antes ou depois disso, nada ocorreu na Ucrânia do século XVII?

          Concordo com você que ele era anti-semita, um dos piores da história. Mas se você estudar a história, verá que a nobreza polonesa se valia de intermediários judeus para administrar seus territórios na Ucrânia:

          http://www.berdichev.org/history_of_the_jews_in_ukraine.html

          “Jews began taking advantage of the new professional and economic opportunities in the frontier territories of Ukraine. As Polish and Lithuanian nobles accumulated more land, Jews came to act as their middlemen, providing indispensible services to the absentee and local lords as leaseholders of large estates, tax collectors (see Tax farming), estate stewards (with the right to administer justice, including the death penalty), business agents, and operators and managers of inns, dairies, mills, lumber yards, and distilleries. In trade, they supplanted Armenians and competed with urban Ukrainians. Jews came to be perceived as the immediate overlords of the peasantry and the most important competitors to the urban Christian Orthodox population.”

          Não estou nem de longe através disso defendendo ou justificando os pogroms, estou justamente mostrando que esse tipo de argumento, que é claramente absurdo se aplicado aos pogroms na Ucrânia no século XVII, se torna aceitável a seus olhos em se tratando de muçulmanos no ocidente pós-torres-gêmeas.

          Não entendi a parte do galo e do gato. Se puder desenvolver melhor, agradeço.

          E quanto a sua última frase, por favor, eu já pedi aqui algumas vezes, sem argumentos ad-hominem. Não está em discussão o fato de eu ser judeu ou não, e isso tampouco valida ou invalida meus argumentos. O que é justamente o tema original do artigo. Você acha que o simples fato do historiador em questão ser muçulmano invalida toda sua pesquisa a respeito de Jesus e a tese que ele defende em seu livro, e que a “jornalista” conduziu a entrevista de forma profissional? Pelo jeito sim, já que o senhor parece preocupado em provar que não sou judeu para poder me desacreditar, já que não consegue ou não quer se empenhar em discutir e contra-argumentar com fatos fundamentados.

          Em tempo, os pogroms da Ucrânia foram só um exemplo, posso arranjar vários outros exemplos através da história em que um punhado de judeus fez algo errado e todos os judeus sofreram as consequências do preconceito. O meu argumento permanece: se você ficou tão indignado quando usei esse argumento com os pogroms – e realmente deveria, pois é um argumento errôneo e preconceituoso – por que a seu ver esse mesmo argumento é totalmente aceitável quando se trata de muçulmanos?

          1. Com relação aos judeus na Ucrania, não fizeram absolutamente nada de errado, além de eventualmente esporádicos (e não documentados) excessos, Mas após 200 anos de pogroms foi a primeira vez que tivemos alguma ascensão social, e pudemos praticar profissões que em outras épocas nos eram vedadas.

            Claro que passou a estar em discussão o fato de voce ser juddeu: Voce inseriu esse argumento no debate quando postou um argumento deletério (e incorreto) aos judeus, e para acrescentar credibilidade e maior VALIDADE e peso a esse argumento declarou-se judeu, afinal, um “judeu” criticando “judeus” aos olhos do mundo parece ter mais credibilidade (quando, na verdade, tem menos, mas isso é outra história).

            Não eu não acho que o fato do historiador ser muçulmano invalide alguma coisa per se, até porque ele não está empregou o fato de ser muçulmano para ACRESCENTAR valor ao próprio argumento. E eu me pus exclusivamente a discutir a Islamofobia, e não a entrevista em si, que não me interessou nem na forma e nem no conteúdo.

            O sr. está parcialmente correto em afirmar que estou usando o “fato” de o sr. ser judeu para retirar credibilidade do seu argumento: Mas antes de fazê-lo, o sr. usou do mesmo fato para acrescentar credibilidade ao mesmo argumento, assim a soma dos créditos e deméritos deve ser zero.

            Acho mesmo interessante o sr. arranjar fatos históricos mais consistentes e verdadeiros para demonstrar de maneira cabal que os judeus são os únicos / principais resultados pelo anti-semitismo. Dizer que matamos Jesus seria um argumento mais plausível, ainda que incorreto, mas foi mistificado e repeitido ao longo de séculos, assim praticamente tornou-se “fato”.

            Nenhum “punhado de judeus” fez algo do alcance e da repercussão das torres gemeas (duvido que alguem possa fazer algo com mais repercusssão que isso).

            E finalizando apenas para deixar claro à exaustão: Nos pogroms fomos vitimas e não algozes. Desejar distorcer a história a ponto de de equalizar antisemitismo com islamofobia é ignorar (com conhecimento ou não de causa) é admitir que o ódio pelo simples fato de alguém ser judeu é explicável pelas mesmas razões e possui as mesmas raizes que levamo ódio aos islamófobos, O que jamais será o caso, são coisas totalmente distintas, sem nada em comum.

          2. Caro Mordechai, o argumento deletério que postei foi justamente para demonstrar o absurdo de sua afirmação de que a islamofobia “é responsabilidade principalmente dos próprios islâmicos”. E quando me referi a “nós como judeus”, minha intenção era apelar ao seu bom-senso, e não dar maior credibilidade ou validade ao argumento com o qual, como já afirmei, não concordo e usei apenas para demonstrar que você estava errado em usá-lo contra os muçulmanos. Se quer acreditar que não sou judeu por causa das idéias que defendo, fique à vontade, mas saiba que nem todo judeu defende Israel incondicionalmente ou odeia muçulmanos/árabes/palestinos incondicionalmente. Só para citar alguns judeus que se manifestam ativamente contra o pensamento sionista vigente, temos Ilan Pappé, Norman Finkelstein e Avi Shlaim, com cujas idéias e opiniões me identifico muito, e que acredito que você não possa questionar que são realmente judeus. Não sou um judeu criticando judeus, e sim um judeu tentando mostrar a outros judeus que sua visão de várias questões é incompleta e enviesada.

            Interessante que você, ao comentar num artigo que discute uma entrevista amadorística feita de forma tendenciosa, afirma que “não me interessou nem na forma e nem no conteúdo”. Você chegou a assistir o vídeo que é o cerne do debate aqui?

            Novamente, LEIA meus comentários, senhor Mordechai. Não pretendo demonstrar que os judeus são “os únicos / principais resultados (sic) pelo anti-semitismo”, mas pelo contrário, pretendo demonstrar que da mesma forma que os judeus não são responsáveis pelo anti-semitismo, os muçulmanos não podem ser considerados responsáveis pela islamofobia. É só isso que estou dizendo.

            Quanto à repercussão das torres gêmeas, sim, foi algo de grande impacto para os EUA, e por uma circunstância de dominação cultural, para o mundo ocidental. Por que o atentado à AMIA não teve a mesma repercussão? Enfim, se procurarmos, podemos encontrar exemplos de judeus que fizeram algo negativo na história, mas nem por isso o anti-semitismo se justifica. Ou será que você defende que nenhum judeu nunca na histíoria fez algo condenável?

            E finalmente, também para deixar claro à exaustão: não estou afirmando que os judeus foram culpados pelos pogroms, pois discordo veementemente disso, assim como discordo que os muçulmanos são culpados pela islamofobia. Gostaria que me mostrasse aonde eu distorci a história. E gostaria de entender se o senhor acha que o ódio pelo simples fato de alguém ser muçulmano é justificável. Pois pode parecer ao senhor que são coisas totalmente distintas, sem nada em comum, mas anti-semitismo e islamofobia são duas das muitas faces do mesmo monstro – o preconceito.

          3. Pára tudo ! A idéia de afirmar que anti-semitismo e islamofobia são vertentes de racismo é um absurdo, uma falácia, já que não tem nada em comum, básicamente por se referirem a coisas muito diferentes.

            Porém, de acordo com voce, com grupos islâmicos, a mídia ocidental e a ONU, tem tudo em comum, afinal antisemitas odeiam todos os judeus, racistas odeiam todos os membros de outra raça, e os “islamófobos” odeiam todos os muçulmanos.

            Muito bem. Seja lá quem cunhou o termo “islamofobia” foi muito perspicaz e arguto. E prestar atenção à etmologia: O termo não é “muçulmanofobia” ou “antimuçulmanismo” e sim “ISLAMO-FOBIA” – MEDO do ISLAM.

            Medo do Islã não é de forma alguma a mesma coisa que ÓDIO de todos os muçulmanos. Eu posso acertadamente ou erroneamente TEMER o Islã, ou de maneira mais comum, temer ASPECTOS do Islã, e não ter qualquer enviesamente ou preconceito contra TODOS os muçulmanos, e muito menos ser um racista.

            A equalização da islamofobia ao racismo é particular e especialmente desonesta. Muçulmanos estão distribuídos por todos os grupos raciais, e o Islã não tem absolutamente nada a ver com a raça, ou com as raças espécíficamente.

            Porém, de maneira (premeditadamente ou não) bizarra, a mídia ocidental, grupos islâmicos auto-intitulados de “grupos pró-liberdades civis muçulmanas e diversas outras organizações ocidentais repetidamente declaram e propagam que a islamofobia é racismo.

            Apenas para citar alguns exemplos recentes para fundamentar minhas afirmações: Outro dia li no “The Guardian” uma coluna opinativa intitulada “Islamofobia deve ser tão inaceitável quanto o racismo”.

            Enquanto isso, a UE criou um Centro de Monitoramento de Racismo e Xenofobia. Até mesmo Comissão Australiana Anti-Difamação da notória B’nai B’rith afirma que “Muçulmanos tem sido objeto de racismo na Australia, conhecido como ISLAMOFOBIA”.

            Como diabos o temor do Islã possui qualquer correlação com o racismo or bolas ? Afinal, se o temor de uma ideologia fizesse de alguém racista, todos aqueles que temem o conservadorismo ou o liberalismo deveriam ser, PELA MESMA LÓGICA, serem considerados racistas !

            Claro, alguns podem argumentar que aonde conservadorismo e liberalismo existem no mundo das IDÉIAS, o Islã é uma religião, e enquanto as idéias podem ser atacadas, ninguém deve atacar as religiões.

            Por outro lado, é altamente ofensivo para qualquer religião negar que elas também são IDÈIAS. Aliás, se quer mesmo saber, NA MINHA OPINIÃO, as religiões não apenas são idéias, são complexos sistemas de fé teológicos, mas são TAMBÈM idéias, propostas de como a sociedade deveria ser conduzida, EXATAMENTE da mesma forma que o conservadorismo e o liberalismo são IDÈIAS.

            Assim, o Islã, o Cristianismo, o Judaismo, ou o Budismo, podem e devem ser o centro de criticas, de antipatias, de temor e de indignação da exata mesma maneira que o conservadorismo ou o liberalismo.

            Porém, para meu desapontamento como judeu, a ÚNICA religião que permite críticas é o Cristianismo. Existem centenas de milhares, talvez milhões de pessoas que escrevem / escreveram livros, dão ou deram aulas e palestras, conduzem ou conduziram seminários a respeito da falsidade das alegações cristãs, sobre o mal que o cristianismo fez e continua fazendo contra a Humanidade em geral, e não passa pela cabeça de ninguém atacar / condenar essas pessoas por racismo ou preconceito, muito menos agredi-las fisicamente.

            Senão vejamos: Sei lá quanto tempo atrás, o diretor da Liga Anti-Difamação da B’nai B’rith AMERICANA declarou que os CRISTÃOS conservadores são a maior ameaça aos EUA atualmente e ninguém o acusou de racismo ou de “cristianofobia”.

            Afinal, a declaração pode ser uma manifestação eivada de histeria e ignorância, mas certamente não de racismo. Mas, se alguém afirma que o Islã não é compatível com a democracia ou que o tratamento dispensado às mulheres pelo Islã é muito inferior aquele do Ocidente, o autor da afirmação é considerado um “islamófobo racista”. Bah !

            Voce poderia contra-argumentar afirmando que, por outro lado, aqueles que meramente criticam Israel são automáticamente taxados de antisemitas; Falácia ! Ninguém é taxado de antisemita apenas pela critíca a Israel: As pessoas são SIM antisemitas ao negarem o direito de Israel existir, por apoiarem aqueles que desejam extingui-la, ou então, por selecionar EXCLUSIVAMENTE Israel entre todas as nações do mundo para ser atacada por razões que outros paises fazem muito mais por merecer do que Israel.

            Mas, voltando ao assunto: O FATO é que o termo “Islamofobia” possui apenas um único objetivo: Suprimir qualquer crítica contra o Islã, seja ela legítima ou não.

            E considerando a notória e grotesca covardia da mídia ocidental, e a sinistra e abjeta cumplicidade das esquerdas em banir todas as crticas anti-Islã (a mesmíssima esquerda que pratica ataques diários e impslcáveis contra o cristianismo e o judaismo), e esse objetivo, convenhamos, está sendo atingido.

            Porva final, minha ultima pá de cal: Há algum tempo atrás, perdoem-me por não ir pesquisar, mas depois de escrever tudo isto estou com uma preguiça enorme, um homem foi acusado em Nova York por ter cometido o CRIME de ÓDIO, por ter colocado uma cópia do Corão num vaso sanitário, numa universidade, se não estou enganado. Note que ele foi acusado de CRIME, não de um delito de menor potencial ofensivo, uma contravenção.

            Enquanto isso, outro homem, que colocou um crucifixo num pote de conserva preenchido com urina, continua tendo sua obra de arte “Mijo Cristo” sendo exibida em galerias e museus. Um Corão num vaso sanitário é crime de ódio, um crucifixo em mijo é uma obra de arte: Graças, principalmente ao termo “Islamofobia”.

            Assim, encerrando: Sim nesse (e ÚNICO sentido) sou sim islamófobo, não gosto nada do Islã e de suas práticas. E não sou racista, muito menos preconceituoso, pelo contrário, me considero uma pessoa muito acima da média em matéria de esclarecimento.

          4. Caro Mordechai, eu disse que anti-semitismo e islamofobia são faces do preconceito. Racismo também é outra face, assim como homofobia. Querer invalidar a islamofobia com o argumento de que muçulmanos não são uma raça é o mesmo que invalidar o anti-semitismo porque os árabes também são um povo semita.

            Se insiste tanto em discutir semântica, vamos lá. Para começar, você diz que “O termo não é “muçulmanofobia” ou “antimuçulmanismo” e sim “ISLAMO-FOBIA” – MEDO do ISLAM”(sic). Pois bem, caso não saiba, o nome da religião é Islã (ou Islam, no original), e ao seguidor dessa religião se dá o nome de muçulmano (muslim), e não islâmico, islamita ou nada do tipo. Porém, ambas as palavras em árabe vêm da mesma raíz. Islam quer dizer “submissão”, e muslim quer dizer “aquele que se submete”. Por outro lado, o uso da palavra racismo associada à islamofobia, que tanto revolta a você, tem um cunho prático, já que, por mais que existam muçulmanos de várias etnias, podemos agrupar a maioria deles em um punhado – árabes, persas, indianos – que são as que sofrem preconceito das massas ignorantes. E a palavra “racismo” carrega consigo um peso e uma conotação de preconceito extremamente vicioso e nocivo que é facilmente entendido pelo receptor da mensagem, daí também seu uso. Não acho que seja razoável se argumentar que esse uso associado à islamofobia é desonesto, não mais do que o uso associado ao anti-semitismo.

            Você é ou foi madrich de alguma tnuá? Bom, quando eu fiz shnat, há mais de 10 anos, tive um professor no Machon que defendia, justamente pelo fato dos árabes serem semitas, que se trocasse o uso do termo “anti-semitismo” por “judeofobia”. Não faz diferença se o termo for islamofobia, muçulmanofobia ou antimuçulmanismo, o significado é o mesmo, da mesma forma que não cabe discutir se anti-semitismo é diferente de judeofobia. Posto isso, vamos pegar uma frase sua e trocar “muçulmano” por “judeu” e “islã” por “judaísmo” para você perceber o que exatamente você disse: “Medo do Judaísmo não é de forma alguma a mesma coisa que ÓDIO de todos os judeus. Eu posso acertadamente ou erroneamente TEMER o Judaísmo, ou de maneira mais comum, temer ASPECTOS do Judaísmo, e não ter qualquer enviesamente ou preconceito contra TODOS os judeus, e muito menos ser um racista.” Viu, cada um sabe onde lhe apertam os calos, mas a maioria não pensa em tentar calçar os sapatos do outro. Tente fazer essa troca em todo o seu comentário para ver os absurdos que surgem.

            Concordo com você que qualquer religião pode e deve ser criticada e questionada, e concordo infelizmente que nenhuma religião aceita muito bem críticas ou questionamentos a seus dogmas. Mas isso não justifica o preconceito contra os seguidores de alguma religião. Concordo também que os países muçulmanos deixam muito a desejar em termos de direitos humanos, tratamento igualitário às mulheres ou aceitação de homossexuais – mas mesmo no ocidente temos vários problemas com mais essas faces do monstro que se chama Preconceito.

            Você afirma que “Ninguém é taxado de antisemita apenas pela critíca(sic) a Israel”, mas no entanto isso acontece comigo o tempo todo por aqui e em outros sites que frequento, e acontece inclusive com judeus como Ilan Pappé, Norman Finkelstein e outros que levantam sua voz para denunciar a opressão israelense aos palestinos. Você mesmo tentou me acusar – além de questionar meu judaísmo – de ser um judeu anti-semita apenas por afirmar que não se pode culpar os muçulmanos pela islamofobia da mesma forma que não se pode culpar os judeus pelo anti-semitismo (ou judeofobia, se preferir). Eu concordo que em certos círculos qualquer crítica ao Islã é taxada de islamofobia, mas você há de convir que isso também acontece no caso de acusações de judeofobia. E espero que você concorde que, assim como existem casos genuínos – e não são poucos – de judeofobia genuína, também existem casos – também não são poucos – de islamofobia genuína.

            É interessante notar que, para a maioria dos judeus, a mídia ocidental vilifica Israel e os judeus, é anti-semita e protege os muçulmanos. Mas para muitas outras pessoas, é justamente o contrário, inclusive com insinuações de que “os judeus controlam a mídia”. O vídeo em questão é justamente um dos incontáveis exemplos do viés islamófobo do canal Fox News.

            Fui atrás da sua pá de cal, e descobri que em 2006, um ex-estudante da Pace University em Nova York, chamado Stanislav Shmulevich, em duas ocasiões diferentes roubou exemplares do Corão de uma sala da universidade e os jogou na privada, uma das vezes defecando em cima do livro. Depois de muita busca no Google e muita informação desencontrada (e um monte de links apontando para a notícia resultando em erro 404), encontrei finalmente um fac-simile das acusações contra ele: http://littlegreenfootballs.com/weblog/pictures/20070730ShmulevichComplaint01.jpg. Apesar de boatos dizerem que o indivíduo ter sido acusado de assédio agravado, ele foi acusado de duas contas de “criminal mischief” (não sei ao certo como traduzir isso… vandalismo?) em quarto grau, uma contravenção menor, por ter destruído propriedade alheia sem autorização – o que de fato ocorreu. O grande problema é que essas acusações tiveram o agravante de serem caracterizadas como crime de ódio, o que faz com que as penas aplicadas sejam um grau acima, ou seja, as de criminal mischief em terceiro grau (caracterizado por destruição de valores superiores a US$ 250,00). Note que o réu não foi acusado de crime, e sim de uma contravenção menor, com um agravante – este sim discutível – que eleva a pena para a de um crime mais grave. O próprio réu confessou os crimes e afirmou que os cometeu por raiva de um grupo de estudantes muçulmanos com quem havia tido um desentendimento. Caberia aqui a discussão se isso é o suficiente para configurar crime de ódio, e na minha opinião eu diria que sim, mas não sou advogado, muito menos conheço os meandros do sistema penal dos EUA. Eu particularmente acho extremamente desrespeitoso desecrar objetos sagrados de qualquer religião que seja.

            O outro caso que você cita é a obra de arte chamada “Piss Christ”, de Andres Serrano (https://en.wikipedia.org/wiki/Piss_Christ), que é uma fotografia de um pequeno crucifixo de plástico submerso no que o próprio artista afirma ser sua urina. Apesar de eu achar questionável esse tipo de arte criada para chocar e ofender, houve até críticos de arte católicos que interpretaram a fotografia como sendo uma alusão à perda dos valores originais da Igreja e da mensagem de Jesus. Houve bastante polêmica, o autor recebeu várias ameaças de morte, a obra foi vandalizada quando exposta, e muita gente criticou o governo americano por não condená-la e por financiar mostras de arte que a continham. Mas no que esse caso difere do outro? Por que o artista não foi condenado? Por uma tecnicalidade – porque não cometeu um ato de vandalismo, ou seja, não destruiu propriedade alheia, o crucifixo era de sua propriedade. Se Shmulevich tivesse comprado um Corão, jogado em sua própria privada tirado uma foto para postá-la na internet, provavelmente não teria sido indiciado. Teria enfurecido os muçulmanos e causado uma polêmica, mas não teria sido acusado criminalmente. Por outro lado, se o tal artista tivesse substituído o crucifixo pelo Corão, ele teria sido acusado de crime de ódio? Acho que não. Teria havido muita polêmica, ameaças de morte, vandalismo nas exposições onde a obra estivesse. Talvez a percepção da reação tivesse sido um pouco maior, com destaque na mídia para muftis declarando fatwas ordenando sua morte, já que isso vende muito mais jornal do que católicos fanáticos raivosos.

            Qualquer discussão acerca de qualquer tipo de preconceito gera intermináveis e acalorados debates, e sempre vai haver gente dizendo que não existe tal preconceito, que as reações são exageradas, ou gente tentando justificar tal preconceito com factóides mal-concebidos. Achei interessante que você se assumiu islamófobo, mas não entendi quando em seguida disse não ser preconceituoso. Se se considera uma pessoa tão esclarecida, deveria entender o que significa a palavra preconceito. Aliás, de que práticas do Islã você não gosta? Da profissão de fé (Shahada)? Das 5 rezas por dia? Da caridade? Do jejum de Ramadã? Da peregrinação a Meca? Claro que há grupos que interpretam a religião e impõem suas visões deploráveis, mas volto ao meu ponto inicial, não se pode julgar o todo pela parte. Fazer isso é preconceito.

          5. Discordo totalmente: Nestes tempos de covardia intelectual, a palavra “Islamofobia” tem sido abusivamente empregada para expressar práticamente o que cada um quer.

            Mas o uso mais persistente e comum é a busca da intimidação de qualquer um que deseje / ouse manifestar opinião contra o Islã. Além disso, a prática vigente é, (da mesma maneira que voce tenta fazer), estigmatizar os islamofóbicos como sendo “racistas”, ou generalizar de tal maneira o conceito de racismo, ampliando-o além de seus limites para que possa abranger a Islamofobia.

            Claro que isso é absurdo, pois uma religião não passa de um conjunto de idéias na forma de crenças na cabeça de alguém: E rotular a aversão à IDÈIAS de racismo margeia o surrealismo, ou dependendo da intenção, pura má-fé.

            (Qualquer um que tente intimidar intelectual, moral ou fisicamente terceiros por criticar uma religião qualquer é culpado de violação dos mais básicos direitos da livre expressão de idéias. E que fique bem claro, que nenhuma autoridade imposta ou eleita está em posição moral de me proibir (ou mesmo me censurar), ou a qualquer um, de exercitar o direito de critica a uma religião. Qualquer religião.)

            Resumindo drásticamente ás minhas afirmações acima: Islamofobia NÃO EXISTE enquanto racismo: É um conceito inventado, sem qualquer fundamentação epistemológica num plano genérico, nem justificativa ética, no escôpo das relações humanas. A Islamofobia enquanto racismo é um conceito pueril e quase ordinário, concebido por aqueles temerosos das critícas contra suas crenças.

            Como islamófobo, não tenho qualquer antipatia pelas RAÇAS hindus, árabes, persas. Mas tenho um oceano de antipatias e discordâncias pelos conceitos teológicos e materialização das idéias ISLÂMICAS, sejam elas praticadas por essas raças, pelas caucasianas, ou por qualquer outra. Não há como me chamar (ou a ninguém) de racista por abominar e/ou ter aversão contra os conceitos ideológicos / teológicos de qualquer religião. Isso nunca foi, não é e nem jamais será racismo. A isso dá-se o nome de ideologia ou contra-ideologia. E Islamofobia poder ser perfeitamente ser descrita como contra ideologia.

            Vou agora abordar a questão essencialmente pelo prisma racial: Sou israelense, nasci em Metula em 1956, filho de pai e mãe judeus, portanto sou sabra de cima a baixo, e de trás para a frente. Porém, sou completamente agnóstico e ateu. Isso dito, há na minha mente uma distinção muito clara entre judaismo enquanto dogma, religião e judaismo enquanto cidadania, com isso querendo dizer que sou um judeu secular, devo minha existencia, e a minha fidelidade total e irrestrita à Israel enquanto estado SECULAR judeu. Não vou descer às minucias dessa minha afirmação, até porque eu precisaria de dezenas de páginas para racionalizá-la. Mas o simples fato de por minha visão “religiosa” na mesa já estabelece minha plataforma de argumentação. (PS: Isso por si só já responde a sua outra questão sobre o Machon L’ Madrichim: Eu já fui concebido sionista…!)

            Vou reproduzir aqui o seu exercício de lógica reversa: “Medo do Judaísmo não é de forma alguma a mesma coisa que ÓDIO de todos os judeus. Eu posso acertadamente ou erroneamente TEMER o Judaísmo, ou de maneira mais comum, temer ASPECTOS do Judaísmo, e não ter qualquer enviesamente ou preconceito contra TODOS os judeus, e muito menos ser um racista.” Viu, cada um sabe onde lhe apertam os calos, mas a maioria não pensa em tentar calçar os sapatos do outro. Tente fazer essa troca em todo o seu comentário para ver os absurdos que surgem.”

            Serei um pouco repetitivo, mas não há outra forma a bem da clareza: É CLARO que MEDO do Judaismo NÃO È ÓDIO de todos os judeus !!! Eu aceito e compreendo que muitas e muitas pessoas tenham asco, aversão e até ódio contra as idéias do judaismo, isso não me incomoda nem um pouco (até porque eu mesmo tenho profundas e irreconciliáveis antipatias e aversões em relação à diversos conceitos do judaismo). E essa aversão aos CONCEITOS E PRINCÍPOS ÉTICOS, RELIGIOSOS E FILOSÓFICOS do judaismo não transforma ninguem em racista ou antisemita. O que irá transformar alguém em racista em relação aos judeus é o ÓDIO contra a raça materializada nas PESSOAS dos judeus, a vontade / necessidade de exterminá-lás, prejudicá-las e diminui-las enquanto seres humanos.

            Se alguem quiser queimar todas as Torás existentes na Terra, isso não é antisemitismo nem genocídio, quem quiser ofender (como ofendem) ininterruptamente a religião judaica, isso é um DIREITO de livre expressão e nada tem a ver com racismo ou antisemitismo.

            Com relação ao seu questionamento sobre o que eu não gosto do Islã: Não gosto de nada, nem das partes “boas” nem das partes “ruins”, e me explico: Não aceito a interferencia de qualquer lei “divina” na vida humana. Seja essa lei islâmica, judaica, cristã. Isso, de acôrdo com sua postura. deve me deixar numa posição irreconciliável com o mundo, pois não ? Já que de acôrdo com sua visão, para voce manter a coerência com sua linha de raciocínio, esse meu desprezo por TODAS as religiões, a seus olhos deve me promover (ou rebaixar) à condição de “racista esférico”, ou seja, aquele que é igualmente racista independentemente do ângulo de observação.

            Sou islamófobo, e claro, não sou racista. Não quero a morte ou o mal de nenhum árabe (muçulmano ou não) que não queira o mesmo para mim. Mas gostaria muito que o Islã enquanto religião desaparecesse. Ou nunca houvesse existido. E esse desejo não me torna racista.

          6. (PS: Não vou discutir Finkelstein ou Pappe aqui, pois não vou conceder espaço para mais promoção antisemita: O foco aqui é Islamofobia, não RACISMO contra judeus, coisas muito diferentes. Ah, apenas por pura curiosidade, voce se lembra do nome do/a mehaneh do seu havurá ?) Optou pelo shnat b’ir ou foi para um kibutz mesmo ?)

          7. Puxa, Mordechai, finalmente sinto que conseguimos estabelecer um diálogo civilizado, com argumentos e não ataques. É raro poder dialogar assim hoje em dia. Vamos às minhas considerações.

            Eu concordo plenamente com você que islamofobia não deva ser categorizada como racismo, e concordo com seus argumentos a respeito. Poderíamos até discutir se anti-semitismo ou judeofobia pode ser considerado racismo, mas não vou entrar nesse assunto agora. Mas o que eu disse antes e continuo repetindo é que islamofobia é sim uma forma de preconceito.

            Concordo que há gente que use o termo como mecanismo de defesa contra críticas, mas você há de convir que tem muito picarepa por aí fazendo a mesma coisa com o anti-semitismo – usando como escudo contra críticas a Israel. Você já assistiu ao documentário “Difamação”, de Yoav Shamir? Se não, recomendo.

            Provavelmente deve haver um punhado de comentaristas coçando a cabeça depois de ler seu comentário, tentando entender, “o cara é judeu ou é ateu???”. Ajudo a esclarecer, e se o Mordechai quiser acrescentar – ou até me corrigir – fique à vontade. Para quem não sabe, a questão de “ser judeu” é discutida à exaustão, não há uma definição fácil. Para alguns, é seguir a religião, para outros é seguir as tradições, e para outros é simplesmnete pertencer a um povo. Assim, há pessoas, como o Mordechai, que não praticam a religião, nem ao menos acreditam em Deus, mas que por terem nascido judeus se identificam como tal por meio de uma ligação, digamos, cultural, e não espiritual. Assim, o judaísmo é uma religião um pouco diferente das outras, no sentido em que além de ser uma religião, é também uma identidade cultural de um povo. Se parece confuso para quem está de fora, também não há uma definição clara para quem está dentro.

            Dito isto, Mordechai, pelo que entendo, você não é exatamente islamófobo, da mesma forma que não é judiófobo, nem cristianófobo, você é ateu. Acho que você é contra as religiões em geral, certo? Não especificamente contra o Islã. Bom, você está no seu direito de expressar sua opinião a respeito de religiões, contanto que não passe juízo de caráter dos praticantes dessas religiões, como “muçulmanos são terroristas”, ou “budistas são um bando de drogados”, ou algo assim. Enquanto não cruzar essa linha, você não está sendo preconceituoso – note que não uso a palavra racista.

            Quanto a alguém querer queimar todas as Torás, na minha opinião isso configura sim anti-semitismo. Não vejo problema se alguém comprar uma Torá e queimá-la junto com um Novo Testamento, um Alcorão, o Tao Te Ching, a “Dialética” do L. Ron Hubbard – desde que todos os exemplares sejam de posse legítima do incendiário, “be my guest” (apesar de eu achar um gesto de mau gosto). Agora, querer destruir todos os exemplares de um texto sagrado de uma religião em particular me parece sim preconceito, e com certeza os membros dessa religião irão levar uma declaração dessas para o lado pessoal e acusá-lo de preconceito. Você pode criticar uma religião, mas não pode impedir ninguém de seguí-la.

            Respondendo a seu PS, gostaria de discutir sim com você a respeito de Finkelstein e Pappé, que são ambos judeus e portanto não vejo como possam ser anti-semitas – mas concordo com você que o foco aqui é outro. Talvez em uma outra ocasião, quem sabe num artigo onde a discussão seja mais relacionada. Quanto ao mechanech em questão, infelizmente não lembro, faz muito tempo… Acho que o nome dele era Gustavo, argentino, se não me engano. Gostava muito das aulas de história da religião judaica com a Sharona. E fiz Machon Chavaiati, mas passei também um tempo em kibbutz, e ao final do meu ano cheguei até a fazer Marvá. Não me estendo mais porque a maioria nem vai entender essa conversa de comadres…

        2. “A equalização da islamofobia ao racismo é particular e especialmente desonesta.”

          Muito esclarecedor seu testo. Acho que agora batemos o martelo!

      2. beto_w ,ja disse e repito aqui a voce.
        Voce e um Nazista disfarcado de “judeu”.
        So este seu pensamento descrito acima
        prova a sua ignorancia e o desejo de responsabilizar algo em cima daqueles
        que sao vitimas do terror.Mas parece que
        voce aprova.Voce nao engana nem ao
        Mordechai,nem a mim,e nem a ninguem.

        1. Fabio, peço novamente, sem argumentos ad hominem, e tente manter o debate em um nível civilizado, sem ofensas. Deixe de lado um pouco a trollagem fanática e leia o que escrevi. Eu não estava justificando os pogroms, apenas demonstrando que o argumento de que “a culpa pela islamofobia é dos próprios muçulmanos” é um argumento falho, como você mesmo constatou com sua revolta quando eu usei o mesmo argumento apontado em outra direção. Se você concorda comigo que a culpa pelo anti-semitismo não é dos judeus, então por que iria ser diferente com os muçulmanos?

    3. Não, não podemos, pelo simples fato que sua argumentação não encontra qualquer respaldo histórico, aliás voce CRIA sua própria história.

      A única coisa que aconteceu na Ucrania no século 17 foi a expulsão dos poloneses e da expulsão e massacre dos JUDEUS por Bogdan Chmielnicki, um dos piores antisemitas de toda a história, comparável apenas a Hitler.

      Chmielnicki trucidou 100.000 judeus. Em Yeven Mezulah, é descrito o massacre dos judeus: “Alguns judeus tiveram suas peles retiradas e sua carnes atiradas aoas cães. As mãos e pés de outros foram cortados e seus corpos arremessados na estrada, onde foram esmagados por carroças e pisoteados por cavalos…Muitos foram enterrados vivos.

      Crianças judias foram massacradas no colo das próprias mães, e muitas crianças foram abertas como peixes. Rasgaram o ventre das grávidas, de lá arrancavam os fetos, e atiravam naos rostos das mães….Em outras, eles rasgavam o ventre das mães e lá colocaram um gato vivo,não sem antes cortarem as mãos dessas mães para que fossem incapazes de retirar os gatos de seus ventres…Não houve uma unica forma de assassinato neste mundo que não tenha sido inflingida nos judeus da Ucrania”.

      Entrão sugiro ao sr. que ao ouvir o galo cantar, procure, antes de divulgar esse fato, tratar de identificar a localização, a cor, e o tamanho do galo, pois uma informação erronea pode ser confundida com má-fé ou ignorância.

      E caso fôsse o sr. judeu, a recomendação acima deve ser respeitada à risca, para não ser considerado um judeu antisemita, que é a mais abjeta situação a que um judeu pode descer.

      1. Óbvio que disse: Leia de novo meu texto: Yeven Mezulah, e o autor é Nathan Ben Moses Hannover. O livro foi escrito em 1653.

      2. Ah, voce estava se referindo a tal frase ! Eu leio dezenas ou centenas de matérias todo o dia, e escrevo dezenas de posts todo dia, assim na hora nem sempre me lembro de onde busquei a frase/ciotação/info, e na pressa de publicar, me dá preguiça de pesquisar onde achei a info. Aliás, já disse em outros posts e repito agora: Para evitar esse trabalho, simplesmente não cito fontes. Quem se interessar que pesquise. Ou então reclamem, ou então processem, ou façam tudo isso junto.

        1. E achei essa frase: É de George Berkeley , num artigo chamado “A posssibilidade da existencia não percebida” (tradução minha).

  8. Gostaria de acrescentar que, se usarmos a mesma lógica de raciocínio, o a igreja católica não deveria estar de pé depois de anos de inquisição. Não foram poucas as vezes que a Igreja pediu desculpas por atrocidades cometidas por elas ou em nome dela.

      1. Você está de brincadeira, não é?

        Comparar a extensão ação de UM maluco com a ação de toda uma jihad global? Com centenas de milhares de vítimas massacradas e escravizadas??

        1. Repetindo: Só para citar um exemplo, sem entrar em outros piores como os massacres da Bósnia contra muçulmanos.

          1. Desculpe.

            Você não sabe nem onde é a Bósnia.

            Muito menos o que aconteceu lá e o que continua acontecendo no resto do mundo.

          2. Desculpe, censurado. Você tem toda a razão. Eu não sei onde é a Bósnia nem o que aconteceu lá. Então, me ensine, por favor.

            [Este comentário foi oferecido pela campanha Adote Um Troll]

  9. Fabio, você está comentando daquela parte da Palestina de onde os moradores foram expulsos de suas casas através de ataques terroristas iniciados nos anos 30 e 40. Só para saber.

    1. Não, ele estava se referindo aquela parte da Palestina de onde os moradores sairam por livre e espontanea vontade aguardando que sues amigos eliminassem os verdadeiros proprietários das terras para então voltar. Só esqueceram de combinar isso com os verdadeiros proprietários.

  10. Islamofobia como a reportagem mostrou é um conceito dos EUA e alguns dos seus satélites. Não entendo porque parte da imprensa brasileira importa um conceito inexistente no país. O Brasil tem na sua história uma excelente convivência e amizade com muçulmanos e árabes. Fazem parte do nosso país.

  11. É basicamente geopolítica. Os grupos fundamentalistas batem de frente, resistem e não se submetem à ” visão” ocidental pretensamente democrática. Podemos confirmar observando o comportamento dos islâmicos, radicais ou não, usufruindo das benesses socioeconômicas de outros países mantendo, porém, seus hábitos e costumes.

  12. senhores sabemos que tudo isso se trata de uma guestão politica e religiosa aonde nos braslileiros não temos que tentar tirar proveito para promovermos profissionalmente . dexemos pois que um dia eles posam entender que Deus não faz acepção de pessoas e quando ele voltar nos mostrará toda a verdade . assim diz o Senhor : não há nada encoberto que não seja revelado .

  13. Islamofobia é piada, né? Onde quer que vamos no mundo muçulmanos, encontramos homofobia. Assassinatos de pessoas homoafetivas são patrocinados pelo Estado e legitimados pela religião. Até que ponto isso que se chama de islamofobia não é uma reação ao que os próprios muçulmanos construíram para si?

    1. “Até que ponto isso que se chama de islamofobia não é uma reação ao que os próprios muçulmanos construíram para si?”

      No ponto em que se generaliza todo o grupo.

  14. Vergonha alheia ver uma repórter que trabalha para uma emissora “de peso” nos EUA ter uma postura nesse nível de deselegância e falta de respeito com um entrevistado. Independente do tópico, a posição da jornalista nessa entrevista não tinha um teor investigativo ou argumentativo, mas sim de afronta, como se estivesse pessoalmente ofendida com o tal livro. Uma pena.

  15. Engraçado o cidadão informar que todo o terrorista grita “Deus é grande” antes de se autoexplodir ou que todo terrorista é muçulmano este é um preconceito e uma ignorância que muitos por aí compartilham. Saiba o cidadão que afirmou que existem sim, terroristas judeus, cristãos e hindus espalhados é que eles não recebem a atenção de mídia que o islã recebe. Lembre-se que o louco que assassinou milhares de compatriotas na Noruega era cristão e o louco que explodiu um hotel com milhares de civis dentro não só era judeu como foi escolhido para ser o primeiro chefe de governo de Israel. Não é a religião que é pacífica ou belicosa, mas sim aqueles que a praticam que podem ser moderados e tolerantes, como também ignorantes e violentos.

    1. Jorge B.,me refresque a memoria por favor.
      Quando um judeu explodiu um hotel com
      MILHARES de civis? Quando e onde?
      Ignorantes sao aqueles que inventam ESTORIAS para tentar explicar o absurdo
      da realidade,tentando justificar as suas
      frustracoes de quando 1 pais cercado por
      Arabes por todos os lados nao nos conseguem varrer do Mapa que e o desejo deles,e ainda por cima somos 1
      Pais de PRIMEIRO MUNDO,enquanto estes
      vizinhos se matam entre si diariamente
      e estao ainda no Quarto Mundo na Idade
      da Pedra.

      1. Não precisa ir muito longe para achar :

        http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Irgun_attacks

        Alguns são ataques a Hoteis e Mercados, não são milhares, mas a lista por si só é importante para demonstrar que não são apenas muculmanos que apelam para o terror. E católicos também deven ter uma lista parecida se formos olhar as ações do IRA

    2. Jorge, apenas uma correção em nome da precisão histórica. Acredito que você esteja se referindo ao atentado ao hotel King David, em 1946, certo? Pois bem, esse hotel à época funcionava como sede administrativa do mandato britânico e quartel-general das forças britânicas. Morreram 91 pessoas, 46 ficaram feridas – muito longe dos milhares que você menciona – e a maioria das vítimas era árabe, e não britânica. Ainda assim, você tem razão, foi um ato terrorista, perpetrado por uma milícia judaica. E uma última correção, o atentado foi realizado pelo Irgun, cujo líder Menachem Begin foi eleito Primeiro-Ministro de Israel apenas em 1977, sendo o sexto a ocupar o cargo. É digno de nota, ainda, que Begin foi laureado com o Nobel da Paz por causa do acordo de paz com o Egito, firmado em Camp David em 1979.

      Mas fora isso, concordo com seu argumento de que terrorismo não é e nunca foi exclusividade de muçulmanos. Estão aí o ETA e o IRA para provar, entre outros.

    1. Discordo veementemente, e cito McVeigh, Breivik, o ETA, o IRA, e vários outros exemplos de terroristas que não são muçulmanos.

  16. Sou brasileiro e muçulmano.Fui cristão e afirmo que após o 11 de Setembro o Islam cresce cada vez mais, pois muitos passaram a interessar-se pelo Islam e descobriram que a essência do Islam é de Paz e tolerância.está comprovado através de estatísticas que o Islam é a religião que mais cresce no mundo,da mesma forma que o Cristianosmo encolhe. Cresce principalmente na Europa,assim tb como nas Américas.Associar o Islam ao terrorismo de facções islâmicas é o mesmo que associar a pedofilia e a corrupção na igreja á todo Cristianismo.Sabemos que o Cristianismo não prega a Pedofilia,mas muitos de seus lideres praticam, assim como o Islam não ensina o terrorismo,mas muitos muçulmanos a justificam em nome de Deus.Quanto mais cresce a Islamfobia,mas cresce o Islam.Os culpados pela Islamofobia tb é a mídia mundial que é manipuladora e serve aos interesses políticos de alguns grupos que dominam a informação mundial.Ninguém é bobo!

    (Estou gravando esta mensagem e postarei no youtube, caso não publiquem, como é de costume Folha de S. Paulo)

    1. Jailton Neves,se o que voce diz e verdade,
      o que e que anda acontecendo entao no
      Mundo Arabe? me explique o porque de toda essa matanca entre os proprios cidadaos.
      Qual a razao? E a procura da Democracia?
      Ou da tal Primavera Arabe?
      Nao meu caro,e uma guerra religiosa promovida pelos MUCULMANOS,tanto no
      Egito,como na Siria,e na Tunisia,e porque
      nao no Iraque tambem.sai dessa.

  17. Jose Silva,em primeiro lugar Palestina foi
    um nome dado aos judeus quando chegaram
    a terra prometida,no caso,Israel hoje,e que
    Arafat no alto do seu mau carater corriqueiro nomeou aqueles Arabes expulsos da Jordania de “”Palestinos””,ai a confusao
    historica,inclusive a sua,de dizer que nos judeus nos anos 30 e 40 praticamos terrorismo para afastar os Arabes e Ingleses que de repente decidiram ficar
    com a Terra que nos fora prometida.
    O Brasil ,aqui,nao tem nada a ver com
    o que passa no Oriente Medio,apesar de
    sua politica rara,mantendo um Escritorio de representacao em Brasilia de um Pais
    que nao existe chamado Palestina.

    1. Você, Fabio é um racista desinformado e confuso. Sua propaganda zionista é podre. E terror foi a unica coisa que os hebreus iniciaram na Palestina. O sionismo é um crime contra a humanidade e deve ser estirpado, como um cancro.

  18. Correcao-Palestina foi o primeiro nome dado a TERRA PROMETIDA pelos Judeus quando la
    chegaram,e nao tem nada a ver com a conotacao que se da hoje……………………..

  19. Aslam saiu-se galhardamente e deu uma surra na Sra. Green. É uma delícia de ver quando o entrevistador tenta trorturar as palavras e distorcer o conteúdo e idéias do entrevistado e este não só rebate como comprova. Parabéns, Aslam. Infelizmente, isto ocorre o tempo todo, com o viéz socialista emulado em todos os jornais do Brasil, inclusive os acusados de conservadores. Mas nada de se fazer de coitadinhos, enquanto a houver atentados em nome do Islã e cristãos queimados nas ruas de países onde o islamismo impera, será muito difícil escaper do esteriótipo.

  20. “Alguns leitores têm notado haver, neste Orientalíssimo blog, uma atenção frequente à islamofobia.”

    Deve ser porque é um assunto que merece atenção. Leio esse blog por causa do talento e integridade e da integridade do repórter que o escreve.

    PS: A entrevista da Laura Green é uma das peças mais constrangedoras que já vi.

  21. Os madraçal são escolas onde crianças são reunidas para aprender a ler e escrever. Onde ? No próprio Alcorão. O livro acaba decorado ou pelo menos passa a fazer parte do aculturamento (se assim podemos definir) de qualquer muçulmano. Eis aí um indivíduo criado ao 100% dentro de uma forma comportamental única. Pelo resto da vida o Alcorão será referência sagrada. Eu pessoalmente tive oportunidade de manter muitos e prolongados contatos com muçulmanos. Posso dizer que em sua maioria são intratáveis. Especialmente quando se trata de assunto religioso. Até aí não dou a mínima. Cada um faça o que bem entender. Não tenho vocação para missionário. O problema começa quando a gente verifica que além do Alcorão eles pouco sabem. E nem se atreva a duvidar ou expor incongruências do texto sagrado. Aí os rapazes perdem a compostura. Preconceito ? Não, apenas experiência.

    1. Se bem que o problema não está no Corão em si – e, sim, na leitura que se faz dele. O mesmo ocorre com quaisquer outros livros sagrados – vide as discussões teológicas e cisões que ocorreram por interpretações discordantes mesmo de um texto em comum.

      1. Citemos algumas suras [ do Corão] e seus versículos: “Para aqueles que não crêem em Deus e em Seu Mensageiro preparamos um fogo flamejante”. (48:13) “Cada vez que suas peles forem queimadas, substitui-las-emos por outras para que continuem a experimentar o suplício”. (4:56) “Desgraça alguma acontece, senão com a permissão de Deus”. (… : …)
        Na sura 2:178 a pena de talião é prescrita; na 2:191 ordena-se a matança dos descrentes; na 2:193 manda-se combater os idólatras e os iníquos; na 2:194 manda-se castigar as profanações com a pena de talião; na 3:4 diz-se que Deus é poderoso e vingativo; na 3:54 diz-se que Deus é o mais hábil dos conspiradores; na 3:141 manda-se aniquilar os descrentes; na 4:34 diz-se que “Os homens têm autoridade sobre as mulheres porque Deus os fez superiores a elas…” na 4:91 manda-se capturar e matar o adversário; na 5:38 manda-se cortar as duas mãos do ladrão e da ladra; na 5:51 manda-se não tomar por aliados os judeus e os cristãos; na 5:95 repete-se que Deus é poderoso e vingativo; na 8:12 diz-se: “… Infundirei o terror no coração dos descrentes. Separai-lhes a cabeça do pescoço; batei em todos os seus dedos”; na 8:30 repete-se que Deus é o mais hábil dos conspiradores; na 8:39 exorta-se a combater os idólatras; na 9:2 diz-se que Deus “aviltará os descrentes”; na 9:3 anuncia-se “um castigo doloroso aos descrentes”; na 9:5 diz-se: “matai os idólatras onde quer que os encontreis, e capturai-os e cercai-os e usai de emboscada contra eles”; na 9:5 diz-se que todo idólatra (ou infiel) é depravado; na 9:23 manda-se desprezar os “pais e irmãos se eles preferirem a descrença”;
        Estamos na 9a sura. Até alcançarmos a última, a de no 114, muito mais coisas da mesma natureza se encontrarão.

        1. Assis, como o Bruce Torres disse, o mesmo ocorre com outros livros sagrados. Na Bíblia há tantas passagens dessa natureza quanto no Corão. O problema são as pessoas que interpretam esses textos ao pé da letra.

  22. Acho que transformar a atitude da jornalista em um fato impessoal e genérico é arriscado. Aqui no Brasil, por um apego à questão politicamente correta, quando se classifica uma atitude ou ideia em qualquercoisafobia ou preconceito em geral, a acusação se torna irrefutável a priori. Não é verdade que todo o mundo seja islamofóbico e nem é verdade que todos os norte americanos sejam islamofóbicos, tanto é verdade que há casamentos de mulheres americanas com muçulmanos com a conversão da esposa, livremente. O mundo islâmico é grande geografica e populacionalmente o suficiente para que haja tensões internas entre os próprios muçulmanos e suas seitas. Aqui no Brasil, por exemplo, vejo islâmicos vivendo tranquila e livremente. Dar excessiva importância a um argumento equivocado acaba sendo um reforço ao mesmo.

  23. A função jornalistica de informar, perde-se com a conduta da entrevistadora. Imagine se fossem exigir de sociólogos, antropólogos e jornalistas, identidades religiosas sobre o que escrevem!

  24. Judeus e muçulmanos sempre brigaram por acreditar os judeus serem o povo eleito, e por conseqüência, Deus teria dado a eles aquela terra, a terra prometida. Depois da diáspora, o judaísmo começou a ser combatido pelos cristãos, com as cruzadas. Se a há uma islamofobia e anti-semitismo tudo se deve, então, ao cristianismo em suas várias vertentes. Portanto, não se poderia esperar outra atitude desta entrevistadora. Sobre o terrorismo nunca devemos esquecer que a bíblia está cheia atos que nada mais é que atos de terrorismo, também em nome de Deus. Em todo caso, devemos esquecer tudo isto e lutar por uma efetiva paz no mundo, pois está provado que violência gera violência.

  25. No Brasil, onde a maior parte dos muçulmanos são libaneses e sírios, mais moderados do que muçulmanos da áfrica do norte, por exemplo, são bem tolerados, não vejo preconceito. Eu nunca vi uma mulher usando burka, aqui em SP. E eu moro em um bairro com muitos muçulmanos. Na Europa, sim, há muito preconceito. Estive em Palermo, sul da Itália há alguns anos, e eles “odeiam” muçulmanos, assim como os gregos também os odeiam. Disseram que quando o império turco-otomano tentou conquistar a região, eles invadiram e depreciaram igrejas antigas, violentavam mulheres e homens, para humilhar e obrigavam as pessoas a se converterem ao islamismo a força. .. O pediatra da minha filha é muçulmano, e eu adoro ele, mas o islamismo é uma religiao proselitista e foi expandido “ao fio da faca” pelo oriente médio, áfrica e europa. Os dois maiores genocidas da história (proporção do número de mortos para a população da época) foram Tamerlian e Gengis khan, que o fizeram pela expansão do islamismo. As pessoas deveriam ler mais sobre a história mundial…
    Assim como a inquisição foi iniciada para expulsar os muçulmanos que haviam conquistado Portugal e parte da Espanha, e convertido os locais á força, como sempre. E acabou respingando enormemente nos judeus ibéricos, que foram quase dizimados.
    Então, infelizmente os muçulmanos estão pagando por atos da história recente da religião, do qual nem seus amigos ou o pediatra da minha filha têm culpa…

    1. Gengis khan conquistou para expandir o império mongol. Nem islamico ele ou os mongóis eram, ele seguia uma religião mongol que esqueci agora o nome. Falar que ele fez as conquista que fez para a expansão do islamismo é incorreto.

      1. Khan era tengriista. E quanto a Timur, apenas supõe-se que era muçulmano, pois a dinastia Timúrida tinha ascendência mongol.

  26. A entrevistadora estah certissima: imaginem se algum cristao com os mesmos cursos e titulos do nobre professor escrevesse sobre Maome. Uma fatwa sic ! ) ja teria sido declarado e ele e sua vida estaria a perigo.

  27. Penso que é o sujo falando do mal lavado. A Folha e vários outros grandes meios de comunicação do Brasil fazem entrevistas e reportagens tendenciosas (quase todas, aliás). O pessoal aqui parece que só comenta para atacar uns aos outros. O trabalho do islâmico sobre Jesus merece respeito, mas eu como cristão escrever sobre Maomé representa a inclusão do meu nome na lista de “próximos a morrer por Alá” da Al Quaeda. A questão está na tolerância. Eu, como cristão, aceito que escrevam sobre o meu Deus, pois eu sem quem Ele É e isso basta para minha fé, mas o islâmico aceitaria que eu escrevesse sobre Maomé e o Alcorão? Creio que são essas situações de intolerância dos muçulmanos com os cristãos que levam a questionamentos como o da jornalista.

  28. Camarada se você sente se constrangido com comentários de seus amigos; mude de amigos.
    Afinal não sei o porque de certos intelectuais Brasileiros e não importa sua origem, querer importar racismo, xenofobia e outras coisas mais para o nosso país, afinal a briga e preconceito que vi durante a minha vida foi a de classe social, rico ou quase contra pobre ou miseravel.
    Moro perto de uma mesquita, da pra ouvir o ima fazendo suas preces, mesmo não entendendo acho agradavel, e nem por ter uma mesquita perto de minha casa fiz barricada ou coloquei janelas blindadas.
    Quanto ao caso do entrevistado, a maioria absoluta dos americanos carece de cultura e diversidade cultural, ter quase todos os países representados em seu solo não significa integração, como os estrangeiros por aqui, chineses no churrasco de fim de semana, bolivianos na pelada do domingo sem falar nos japoneses há muito tempo em nossas vidas.
    Isso é a real integração e diversidade cultural, não importem por favor modismos americano como ações afirmativas e sistemas de cotas, basta abrir espaços para pobres em faculdades e cursos destinados a classe dominante como medicina e faremos um país melhor.

  29. Atendo-nos à entrevista, mas não perdendo de vista pra onde se espraiou a matéria:
    -a entrevistadora passa total impressão de ser desqualificada para a função; parece que nem leu o livro, aliás, parece que nem a pauta ela decorou. Pra não fugir do que senti, parece que, ao atacar um escritor islâmico e ao não levantar a cabeça das perguntas no papel, parece que ela estava obedecendo a um script prévio;
    – quanto a tentativa de alguns comentaristas aqui, obviamente judeus, tentarem comprovar que muçulmanos são bárbaros e violentos digo que não concordo com nenhum tipo de violência, entretanto me ocorre perguntar (quando disseram aqui que os judeus foram atacados em vários países): Por que isto aconteceu? Por que tantos povos, de tantos países, acabam querendo expulsar os judeus de suas pátrias?

  30. adendo: aliás, ele foi super elegante pois poderia ter retrucado a entrevistadora indagando: por analogia, ter indagado a ela: ‘Por que alguém da sua raça é âncora num país de maioria branco?”. E este comportamento controlado e educado do escritor, mulçumano, entrevistado demonstra que nem os mulçumanos nem os Iranianos são descontrolados que não podem vir a ter a bomba atômica.

  31. Desculpem os debatedores. É preciso respeitar os posicionamentos sem que se descambe para ofensas pessoais e/ou insinuações hostis. Ninguém tem mais liberdade que o outro. Todos devemos nos expressar, se quisermos, com liberdade para expor nosso ponto de vista, o que, todavia, não significa que sejmaos “donos da verdade”. Nosso ponto de vista é extraído de opiniões de terceiros, sobre pessoas e fatos passados, que invariavelmente foram construídas através de intelecção carregada de subjetivismo. Veja da discussão, que não se assenta em elementos probatórios inconcussos, cabais e determinantes.

    E não podemos negar ou ignorar que em toda narrativa (história) há a fatalmente ingerência de um “juízo pessoal”, por menor que seja, e por mais impessoal que o interprete pretenda ser . Quero dizer que há invariavelmente “distorções”. Há fatos reais e fatos interpretados.

    Conclamo que o debate se paute no estrito campo das idéias, tipo, “penso que seja assim por esse ou aquele fato”, “não posso concordar com o raciocínio, por esse ou aquele motivo lógico plausível”, e por aí afora.

    Não tem sentido lógico e razoável, até porque havemos de concordar que nos pontos-de-vista empregados há muito subjetivismo envolvido, pois, discutir religião, envolve crenças pessoais e emoção, preponderando sobre a razão.

    Questão de ponto-de-vista, insisto. Afora os exageros, vejo como salutar e produtivo o debate como exposto.

  32. ” Alguns leitores têm notado haver, neste Orientalíssimo blog, uma atenção frequente à islamofobia “.

    Prezado Diogo, com certeza sua preocupação com a islamofobia se acentua cada vez mais. Mas, em contrapartida, a xenofobia islâmica em relação às outras religiões e povos parecem não ter o mesmo grande interesse como tema a ser exposto.

    Quando falamos em islamismo não devemos esquecer que são mais de um bilhão de seguidores espalhados por todos os continentes e, com predominância absoluta em vários países árabes, persa e até asiáticos. E, tendo ainda, outros tantos milhões na Europa e nas Américas.
    Falamos de petrodólares, de bilionários donos de fortunas e empreendimentos financeiros e econômicos espalhados nos quatro cantos do mundo. E falamos, igualmente, de massas imensas de excluídos, despossuídos, de pouca instrução e de poucos empregos.
    Esse caldo de cultura, acrescido ao sectarismo e fundamentalismo religioso foi o responsável por atos de violência, que, espalhados mundo afora, fizeram do terror a marca registrada dos muçulmanos nos dias de hoje, mas que, remontam já há décadas anteriores ao 11 de setembro.
    Cá entre nós, quando um âncora do noticiário, seja de onde for, inicia uma notícia com os seguintes locais : Na Síria… , no Iraque… , no Paquistão… , no Egito … , no Sinai … , no Afeganistão… , na Líbia… , na Tunísia… , no Líbano… , qual seria o primeiro pensamento que nos remonta antes mesmo da matéria se iniciar. Islamofóbico ou o da realidade violenta que permeia por aquelas bandas.

    Mais uma vez, aproveitando o tema de xenofobia, na sua opinião o que os seriados com estereótipos e de ódio aos judeus contribui para o engrandecimento da fé islâmica no mês do Ramadan.

  33. Pôxa,tiraram meu comentário,só pq não concordei com esse cara aí do blog.Será que a folha sabe disso?QUe esse cara tira os comentários que não concordam com ele?Põxa,e eu que pensei que um blog da folha fosse imparcial.

  34. Diogo,
    Concordo plenamente com seu comentário. Pior entrevista da história, se é que se pode qualifica-la de entrevista…

    Morei anos a fio nos EUA, e da FOX NEWS só se pode esperar o que se viu acima: constrangimento, agressividade e estupidez de seus âncoras e jornalistas. Não mudam jamais. O espanto é ver uma afro-descendente (que quase não existem na Fox) fazer parte da equipe de um canal de extrema direita, bem WASP. E péssima jornalista, para não dizer burra. Disgusting…. Elisa

    P.S. E até fiquei interessada no livro. Vou compra-lo.

      1. Donato, vc não me entendeu. Não tenho nada de WASP e muito menos de “racistinha”. Tenho raízes indígenas e negras, das quais tenho muito orgulho. A Fox é de extrema direita, bem a favor de um “tea-party” da vida, e só me espanto como alguém, que foi (e muitas vezes ainda o é) discriminado pela cor nos EUA, aceita trabalhar como jornalista num canal tão desprezível por suas idéias, como a Fox. E o que me irritou extremamente foi a indelicadeza com que o entrevistado foi tratado – a insistência e o “martelar” da mesma pergunta, de fundo discriminatório, uma vez que o entrevistado era islâmico. Ela, a repórter, se comportou de maneira “racistinha” – sua expressão – por não aceitar que um estudioso que, por ser islâmico, pudesse fazer um estudo e escrever sobre Cristo. E não acho tb que ela quisesse ser uma WASP. Apenas

  35. Aqui nos coments do blog está um espelho do que representa o eterno conflito Palestina:Israel. Todos são preconceituosos e enquanto persistir esse radicalismo de ambas as partes o conflito não vai acabar. Esse reinicio em USA não passa de teatro e é pura palhaçada que não vai levar a nada. E porque esse conflito não se resolve?: na min ha opinião pelo simples fato de que Israel permanece protegido pela Matriz(USA) e os árabes continuam cada vez mais desunidos.

  36. Diogo,

    A jornalista deu ao autor a oportunidade de responder aos seus detratores, no que ele se saiu muito bem.
    Ela parece ter sido infeliz em dizer que ele não se apresenta como muçulmano – nunca vi outra entrevista dele para saber se ela diz a verdade – e ele foi muito firme e sereno ao desmentir.
    Eu vejo desinformação é na sua leitura dos fatos. Ou talvez o termo adequado seja cegueira ideológica.
    Enquanto cristãos não consideram a Bíblia uma revelação divina, os muçulmanos acreditam que o Alcorão foi ditado por Deus, palavra por palavra, e que não pode ser questionado. Além disso, não é segredo para ninguém que o islamismo não lida bem com questionamentos religiosos ou com qualquer coisa percebida como blasfêmia, que podem ser punidas com a morte. Então, não seria pertinente saber se o autor, por ser muçulmano, não poderia estar travestindo crenças muçulmanas como pesquisa acadêmica? Isso não envolve o conteúdo do livro?
    As perguntas apresentadas por ela surgem daí, e você sabe muito bem. Você pode ter uma rejeição ideológica ao raciocínio, mas não há dificuldade nenhuma em achar o sentido.
    PS.: O 11 de setembro complicou ser muçulmano? Será que você não quis dizer cristão e ocidental?

  37. A paz deveria primeiro entre os muçulmanos, para depois ter mais poder de barganha. Mas are’ hoje brigam entre si.
    Estou enganado?esse e’ um fato, nao e’?

    1. Luiz, nesse caso não há, na minha opinião, islamofobia, já que se trata de uma notícia relacionada a um grupo terrorista. Agora, se com isso os muçulmanos em geral forem afetados, como por meio de vistos negados, prisões arbitrárias, agressões físicas, ou a famosa frase “Islã é a religião do terror” e suas variantes, aí sim acho que fica caracterizada a islamofobia.

  38. Ah, Bercito! Qualé? Você conhece a resposta para sua pergunta. Você pode estar apenas preparando o terreno, mas isso já esta sendo feito a décadas, e sem resultados, exatamente por causa da resposta à sua pergunta. Coragem, meu! Pô!

  39. Realmente, a jornalista não estava nada preparada. Não tem nada a ver com islamofobia, e sim com o despreparo para conduzir essa entrevista…

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