Espaço público

Sexta-feira de manhã. Sol a pino. Caminhar pela vizinhança de Nachlaot, em Jerusalém, significa se deparar com todo o tipo de artista de rua. As pessoas se sentam na calçada, na véspera do shabat, tomam suco de romã e assistem às apresentações. É um espaço público usado à exaustão, entre barraquinhas de flores e lojas de badulaques.

Hoje cedo, passei por esse grupo de estudantes de Ma’ale Adumin que estavam dançando na rua para arrecadar dinheiro –vocês podem ouvir, no vídeo, uma das meninas me explicando a proposta. Eles vão doar a soma reunida para uma associação que organiza um acampamento para deficientes, em Israel.

Entre discussões sobre terrorismo e direito de posse de terra, por que não nos lembrarmos de todo o resto que constitui um país, um território, uma população?

Comentários

  1. Como não sou só de criticar, realmente acho que Israel tem muita coisa boa, e muitas manifestações culturais. Tem boa música (tem música ruim também…), gente de bem, artistas, trabalhadores… A maioria das prefeituras trabalha de forma razoavelmente eficiente no tocante a projetos culturais e ao aproveitamento de espaços públicos, coisa que poderia muito bem ser aplicada por aqui em terras tupiniquins.

  2. Diogo, Estou em Israel faz alguns dias e com certeza as discussões de sempre (terrorismo e direito a terra) nao representam a complexidade deste país! Pq vc nao faz uma reportagem sobre a agricultura de Israel?

  3. Muito bacana ver outros lados da vida em Israel, país jovem, desenvolvido, tecnológico, que tantos avanços já trouxe para a Humanidade (agricultura, medicina, computação, etc…).

  4. Prezado Diogo, com o devido respeito, sugiro que outros temas ligados ao Oriente Médio também viessem a ser abordados neste Blog.
    Por tratar-se de um Blog referente à assuntos daquela região seria interessante que, além de Israel e palestinos, igualmente, outros tópicos poderiam ser trazidos à baila.
    Por exemplos :
    A guerra sectária na Síria. Uma carnificina que já dura dois anos, tendo já computados em torno de 80.000 mortos. Conflito que engloba vários atores externos e tem, internamente, o concurso do hizbullah, dos islamistas da al-Nusra e outros satélites da al-Qaeda.
    O governo do Egito, com a ascenção da Irmanadade Muçulmana ao poder. Com as tentativas da implantação das leis da Sharia no país e os entreveros entre islâmicos e católicos que já ocorreram e, possívelmente, continuarão a acontecer.
    Ficam as sugestões e agradeço sua compreeensão por dá-las.

    1. Luiz, apoiadíssimo. Diogo é ótimo e o blog é delicioso e imperdível. Desperta curiosidades e interesses que antes nem se cogitava. E, nesse lance de querer sempre mais, também acho que seria mesmo interessante, aliás muito interessante, saber dos grupos étnico-religiosos da Síria e do Líbano e de como e até que ponto o conflito naquele país influi nesse. Seria até bom saber o que seria, de verdade, interessante para Israel. Se um governo alauíta que há décadas não pega pesado com Israel apesar do Golã, ou mais uma irmandade muçulmana, adepta da Sharia, fazendo coro com Egito e Hamas, todos apenas do outro lado da cerca.

  5. Um pais tecnológico, com gente trabalhadora e que ainda dará muitas contribuições para a humanidade, precisa, pra ser moralmente ouvido, fechar suas feridas. Uma delas é definir as fronteiras com seus vizinhos de forma justa. Sem justiça, sem reconhecer o outro, a humanidade do outro, nunca haverá paz e todo este esforço de reconstruir uma pátria, se for um pária, será em vão, se perderá na história.

  6. Acho interessante, mas faltou falar que Ma’ale Adumin é um assentamento, construção ilegal em terra palestina.

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