Brancos, porém islâmicos

Dzhokhar Tsarnaev, um dos irmãos suspeitos pelo atentado de Boston

Eu já tinha uma ideia de relato para hoje. Mas este texto do “Daily Beast” me fez mudar de ideia. Assim, adio meu comentário sobre o Mickey Mouse islamita do Hamas para escrever, com mais urgência, sobre como o islamismo é tratado como raça, nos EUA.

Quem acompanhou a cobertura da imprensa a respeito do atentado a bomba em Boston deve ter se deparado com os comentários daqueles que torciam para que os terroristas não fossem muçulmanos –evitando, assim, uma nova onda de preconceito religioso.

Os argumentos nesse sentido podem ser condensados na frase de David Sirota para o “Salon”: “Vamos torcer para que o autor da bomba da maratona de Boston seja um americano branco”.

A mídia conservadora, chocada, aparentemente comemorou quando foi divulgada a identidade dos dois suspeitos, os irmãos Tsarnaev –de origem tchetchena, uma região separatista da Rússia. O “Newsbusters”, que analisa o conteúdo liberal na imprensa, regozijou e registrou “Desculpe, David Sirota, mas parece que os suspeitos não são americanos brancos”.

O curioso, nota o “Daily Beast”, é que eles são americanos (Dzhokhar é cidadão; Tamerlan era um residente permanente, em busca de cidadania). Mas, mais grave: ambos são brancos. Para ser mais exato, eles são o mais caucasiano possível –vieram da região do Cáucaso.

“Nos EUA, hoje, ‘islã’ é um termo racial. Ser muçulmano não significa apenas não ser cristão ou judeu. Significa não ser branco”, escreve Peter Beinart, em seu texto do “Daily Beast”.

Beinart elenca uma série de casos de jurisprudência em que esse preconceito foi não apenas presente, mas institucionalizado. Por exemplo, em 1915, Dow v. EUA –um sírio cristão argumentou ser branco porque “Jesus, o cristão médio-oriental original, também era”. Em 1942, no caso In re Ahmed Hassan, a Corte de Michigan decidiu que um iemenita não era branco porque “é bem sabido que [iemenitas] são uma parte do mundo maometano e que um largo golfo separa a cultura deles daquela dos povos europeus predominantemente cristãos”.

“A razão pela qual é tão difícil para as pessoas aceitarem que os irmãos Tsarnaev são brancos é porque, desde a fundação dos EUA, ser branco significou, tanto cultural quanto legalmente, ser ‘um de nós'”, escreve o autor do texto do “Daily Beast”. “Desde o 11 de Setembro, ser muçulmanos significou o oposto.”

Eu recomendo a leitura do texto original, mais do que meu resumo. Mas faço um parêntese pessoal, no meio do caminho, conforme me recordo agora da razão pela qual me lembro claramente de como se diz “terrorismo” em árabe, “irhaab”.

Há uma cena indelével na minha memória: minha colega turca Alif, com quem estudei no Marrocos, diante da lousa com uma canetinha na mão. Ela está fazendo uma apresentação em árabe sobre as agruras de ser uma muçulmana na Alemanha.

Alif não se lembra de uma palavra. “É aquilo que pensam quando veem a gente”, explica à professora. Ambas usam o hijab, o véu islâmico.

Ah. Irhaab.

Comentários

  1. Eu ja disse mais de mil vezes .que nâo e tudo muçulmano e terrorista .e nâo tudo terrorista e muçulmano .o islamismo e uma religiâo nâo uma nacionalidade.o mundo ocidental confunde em nâo diferencial a religiâo da nacionalidade .nâo podemos sempre que algum extremista provocar atentado covarde como o que foi apontar os dedos para uma religiâo enteira .o islam e paz .eu condeno qualquer violencia em nome seja ela o que for .nâo justifica tamanha covardia .

  2. O preconceito, essa aparente necessidade do ser humano de rotular, classificar e pré-julgar o outro por sua crença, nacionalidade, cor da pele, opção sexual, etc, é algo que já deveria ter sido deixado para trás nesse nosso século 21 da aldeia global. Infelizmente, ele parece cada vez mais forte, de todos os lados e em todos os sentidos. Não apenas nos EUA, mas também aqui no Brasil, na Europa, no Oriente Médio… É realmente triste.

  3. Lamento, mas vocês da esquerda ateísta e politicamente correta estão errados. A visão dos muçulmanos nos EUA não é decorrente de preconceito, ou seja, de ideias pré-concebidas, mas baseada em um histórico de evidências do que os maometanos vêm realizando. Vejamos alguns ocorridos aos EUA: crise dos refens no Ira (há aprox. 35 anos), atentado ao WTC em 1993, atentado ao WTC em 2001, atentado a embaixadas americanas na Africa, pai palestino mata filha q queria se “ocidentalizar”, major (muçulmano) do exército americano mata em 2011 uns 10 companheiros (em uma base no Texas) porque não concordava com a guerra no Iraque e Afeganistão, e agora esses dois terroristas, classificados pelo próprio pai como “bons muçulmanos”, etc. Acordem, esquerdistas!

    1. Então essas suas tais “evidências” provam que o Islã é inerentemente terrorista? Que os muçulmanos devem ser vistos em sua totalidade e coletividade como ameaças terroristas?

      Não se sabe ainda os motivos dos irmãos Tsarnaev – e obviamente condeno o que fizeram, como condeno qualquer ato violento contra civis inocentes – mas o que o Diogo traz à tona em seu artigo é que, mesmo com um deles sendo cidadão americano, e ambos sendo brancos caucasianos legítimos, o simples fato de serem muçulmanos parece anular estes fatos. A mídia não os enxerga como americanos ou brancos, mas sim como muçulmanos, como “eles” em oposição a “nós”.

      A questão aqui não é a discussão em torno da cidadania ou etnia dos Tsarnaev, mas sim o preconceito contra todo e qualquer muçulmano cada vez que um atentado desses acontece.

      Caro SCF, apresento aqui outras evidências. Em 1995, Timothy McVeigh, americano branco católico, cometeu um atentado em Oklahoma que matou 168 pessoas. Em 1996, durante as Olimpíadas de Atlanta, o americano branco cristão Eric Robert Rudolph plantou uma bomba no parque olímpico, matando uma pessoa e ferindo outras 111. Até sua captura, em 1998, Rudolph ainda cometeu atentados a bomba contra uma clínica de aborto e um bar GLS em Atlanta em 1997, e de outra clínica de aborto no Alabama em 1998. Ted Kaczynski, o Unabomber, americano branco (ateu, até onde eu sei), cometeu uma série de atentados de 1978 a 1995 em diversos lugares dos EUA, causando a morte de 3 pessoas. Eric Harris e Dylan Klebold, ambos americanos brancos, Klebold sendo luterano, cometeram em 1999 o massacre à escola de Columbine. Seung-Hui Cho, coreano cristão, matou 32 pessoas e feriu outras 17 no massacre de Virginia Tech em 2007. James Eagan Holmes, americano branco luterano, é suspeito do massacre ao cinema em Alberta, Colorado, em 2012. Também em 2012, ocorreu o massacre de Sandy Hook, perpetrado por Adam Peter Lanza, americano branco cristão.

      Olhando para as minhas evidências, e usando o seu raciocínio, podemos concluir que todos os americanos brancos são terroristas – ah, e os coreanos também. Ou então os luteranos. E os católicos. E os ateus. Acorde, SCF!

      1. “o Islã é inerentemente terrorista? Que os muçulmanos devem ser vistos em sua totalidade e coletividade como ameaças terroristas?”
        Não e não.
        “o preconceito contra todo e qualquer muçulmano cada vez que um atentado desses acontece.”
        UM dos motivos: eles não param de acontecer. Outros dois, muito mais importantes:
        – o silêncio da imensa maioria de muçulmanos que NÃO é terrorista
        – as constantes homenagens a terroristas no OM

        1. Cada vez que acontece um atentado perpetrado por muçulmanos, vários líderes religiosos muçulmanos moderados vêm a público manifestar seu repúdio. A mídia, infelizmente, não dá muito espaço ou destaque, pois isso não vende jornal.

          A imensa maioria de muçulmanos não se manifesta novamente porque não tem um veículo para se manifestar (e a bem da verdade, estão mais preocupados em suas próprias lutas do dia-a-dia).

          As homenagens a terroristas são feitas por grupos radicais fundamentalistas, que não representam a maioria dos muçulmanos.

          Seus argumentos parecem querer justificar um preconceito contra os muçulmanos. Preconceito é injustificável e inaceitável, qualquer que seja a forma e o alvo. É preciso se entender, como bem disse o Adib, que nem todo muçulmano é terrorista e nem todo terrorista é muçulmano.

          1. Me cite (com a fonte) quais (os vários) líderes muçulmanos que manifestaram repúdio com o atentado de Boston.

            A minoria muçulmana (fundamentalista) tem acesso a mídia, internet e qualquer tipo de veículo de comunicação. Já o bilhão que não se manifesta é porque não tem como fazê-lo.
            Muito boa piada!

            “As homenagens a terroristas são feitas por grupos radicais fundamentalistas, que não representam a maioria dos muçulmanos”.
            Precisas se inteirar mais do que anda acontecendo mundo afora com homenagens a terroristas, e que estão sendo feitas por não fundamentalistas, e inclusive, em países europeus.

            No mundo atual em cada cem notícias de atentados terroristas, ataques de homens bomba e guerras sectárias, em quantas delas existem envolvimento de budistas do movimento Tibete Livre ????

          2. “A imensa maioria de muçulmanos não se manifesta novamente porque não tem um veículo para se manifestar”
            Não é bem assim, tanto que fazem manifestações gigantescas contra Israel e os EUA

            “As homenagens a terroristas são feitas por grupos radicais fundamentalistas, que não representam a maioria dos muçulmanos.”
            Não é bem assim. Em Gaza multidões homenagearam o assassino de bebes que foi solto em troca do Gilad Shalit.

            “Seus argumentos parecem querer justificar um preconceito contra os muçulmanos. Preconceito é injustificável e inaceitável, qualquer que seja a forma e o alvo.”
            De maneira nenhuma, muito pelo contrário, sou radicalmente contra preconceitos.
            Uma das formas de combate-los é tentar entender de onde eles vem.

            “É preciso se entender, como bem disse o Adib, que nem todo muçulmano é terrorista e nem todo terrorista é muçulmano.”
            Sem dúvida, mas de novo, cabe aos muçulmanos deixar isso o mais claro possível.

            Tente entender: preconceito existe, gostemos ou não e devemos fazer tudo o que for possível para erradica-lo.

          3. Luiz,se me permite a intromissão a mídia falada,Internet e redes sociais do Irã e da Síria q são as q eu acompanho mais são recheadas de condenações ao radicalismo e terrorismo principalmente quando elas ocorrem, mas pra ser mais abrangente em The International Islamic Conference for Dialogue and Rapprochement ocorrida recentemente dá bem o tom do posicionamento de seus líderes. Ver em http://www.bondladyscorner.com/t70785-participants-baghdad-is-an-example-of-unity-and-peaceful-co-existence-and-convergence.

          4. Respondendo ao Luiz Rechtman:

            Você quer muçulmanos que manifestaram repúdio ao atentado em Boston? Aqui estão alguns exemplos:
            http://www.usatoday.com/story/news/nation/2013/04/19/muslim-boston-bombing-suspects/2096659/
            http://www.prnewswire.com/news-releases/florida-muslims-condemn-the-boston-attacks-203794801.html
            http://www.wral.com/triangle-muslims-condemn-boston-attacks-worry-about-backlash/12361639/
            http://www.metrojacksonville.com/article/2013-apr-muslims-in-jacksonville-condemn-boston-attacks
            http://articles.chicagotribune.com/2013-04-21/news/ct-met-muslim-bombing-backlash-20130421_1_chicago-muslims-kareem-irfan-suspects
            http://www.sltrib.com/sltrib/news/56205443-78/islamic-imam-muslims-utah.html.csp

            Quando eu disse que a maioria não tem um veículo para se manifestar, eu não estava falando de acesso à internet. Só que a grande mídia não repercute suas vozes. Nem eles nem os fundamentalistas têm acesso a qualquer tipo de veículo de comunicação. Mas quando o editor de um telejornal recebe um link para um vídeo de um Imam condenando os ataques, e outro de outro Imam festejando os ataques e incitando a mais violência, adivinhe qual deles será exibido? É isso que eu quero dizer.

            O fato de homenagens a terroristas acontecerem na Europa não significa que elas estão sendo feitas por não fundamentalistas ou moderados, mas sim que há fundamentalistas na Europa.

            Eu entendo e aceito seu argumento de que a grande maioria dos atentados da atualidade é relacionada ao Islã, mas não devemos esquecer do que o Adib falou lá no seu comentário – nem todo terrorista é muçulmano e nem todo muçulmano é terrorista.

            Ninguém aqui está defendendo os terroristas de Boston. O ponto principal do artigo do Diogo é o preconceito que os muçulmanos em geral sofrem por causa de ataques como esse. E nós judeus, que já sofremos tanto com preconceito e perseguição, temos o dever moral de não permitir que quem quer que seja se torne alvo de preconceito e perseguição.

          5. Referências de sites com repetições das mesmas matérias e nenhuma menção à nenhum representante maior do Islã em termos internacionais. Todos por razões inerentes às suas comunidades nos E.U.A., obviamente, fizeram suas “condenações” de praxe.
            -“Só que a grande mídia não repercute suas vozes. Nem eles nem os fundamentalistas têm acesso a qualquer tipo de veículo de comunicação”-. Continua contando a mesma piada.
            Sim, homenagens à terroristas estão sendo feitas na Europa por não fundamentalistas e são escancaradas para não deixarem dúvidas que as comunidades islâmicas européias estão a cada dia cada vez maiores e mais audaciosas em suas atitudes de apoio a estes grupos.
            “Nem todo terrorista é muçulmano e nem todo muçulmano é terrorista”. Isto é óbvio.
            Proponho uma frase melhor : A maioria dos terroristas no mundo atual são muçulmanos, mas nem todo muçulmano é terrorista.
            Finalizando, se voce for realmente judeu, algo que eu tenho seríssimas dúvidas, deveria se preocupar com as campanhas judeófobas feitas nos países árabes e Irã em todas as mídias possíveis e imagináveis. Deveria se posicionar quanto ao negacionismo islâmico em relação ao Holocausto.
            E em relação a perseguições, que se posicione contra o que está sendo feito contra diversas comunidades cristãs por parte de “militantes” islâmicos no O.M. e e vários países africanos.

          6. Prezado Moises, voce realmente escreveu esta pérola ou minha visão está cada vez pior ?

            -” Luiz,se me permite a intromissão a mídia falada,Internet e redes sociais do Irã e da Síria q são as q eu acompanho mais são recheadas de condenações ao radicalismo e terrorismo principalmente quando elas ocorrem “-.

            Síria e Irã ?????????

          7. Luiz, você pediu líderes muçulmanos que manifestaram seu repúdio ao ataque de Boston, eu lhe dei vários links mostrando isso. Não há repetição das mesmas matéiras, apenas o teor é o mesmo, mas foram escritas e publicadas em jornais diferentes de regiões diferentes, e dizem respeito a comunidades diferentes. Mas afinal, quem seria um “representante maior do Islã em termos internacionais”? Posso fazer a mesma pergunta sobre os judeus – quem seria um representante maior do judaísmo em termos internacionais? O Lubavitcher Rebe? Ele não representa a maioria dos judeus, que é laica, e os não-judeus nem sabem que ele existe. O Bibi Netanyahu? Ele pode ser o representante maior de Israel, e aos olhos dos não-judeus pode representar a todos os judeus – por causa dessa confusão entre o que é ser judeu, o que é ser israelense, o que é ser sionista – mas ele não é representante dos judeus da diáspora. Então quem?

            De qualquer maneira, aqui vai um artigo do Los Angeles Times que informa que tanto o Irã como a Irmandade Muçulmana do Egito condenaram o ataque de Boston:
            http://www.latimes.com/news/world/worldnow/la-fg-wn-boston-bombings-condemnation-20130416,0,1333595.story

            Vou jogar o seu jogo agora e pedir referências que comprovem sua afirmação de que “homenagens à [sic] terroristas estão sendo feitas na Europa por não fundamentalistas”.

            Concordo com você, e já disse isso, a maioria dos terroristas da atualidade é de fato muçulmana. Mas insisto que isso não pode servir de fundamento para se julgar e condenar o Islã enquanto religião ou encarar todo e qualquer muçulmano como um terrorista em potencial.

            Agora, com todo respeito, não estou preocupado se você acredita ou não que eu sou judeu. Já falei que isso é uma falácia ad hominem, já pedi para que não o fizessem mais. Além de tudo, o fato de eu ser ou não judeu não me dá mais ou menos credibilidade ou direito de discutir ou domínio da verdade. Vamos manter a discussão na base da civilidade e focados no assunto, por favor.

            Dito isto, me preocupo sim com o anti-semitismo (ou judeofobia, se preferir ser mais exato) nos países árabes. Me posiciono contra o negacionismo do holocausto, seja no meio muçulmano ou não. É só ver uma longa discussão que travei com outro comentarista em outro site:
            http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marcelo-silber-honrando-a-memoria-do-meu-avo.html
            E me posiciono sempre contra qualquer perseguição a quem quer que seja. Mas sendo judeu – ok, ok, você me pegou, fingindo ser judeu – acredito que antes de apontarmos os erros dos outros devemos dar uma bela olhada no espelho e enxergar nossos próprios defeitos, como disse algum outro comentarista por aqui. Acredito que antes de denunciarmos a perseguição aos cristãos em países muçulmanos, devemos reconhecer as atrocidades que Israel cometeu contra os palestinos desde sua fundação. Acredito que antes de reclamarmos que o Irã prega a destruição de Israel, devemos reconhecer que nosso instinto enquanto judeus é defender Israel a qualquer custo e chamar de anti-semitas (ou judeófobos) todos aqueles que criticam qualquer aspecto de Israel , ou colocar em questão seu judaísmo, caso se identifiquem como judeus. Devemos reconhecer que por vezes regurgitamos argumentos insossos para defender o indefensável, como no caso do ataque à flotilha. Devemos reconhecer que Israel não é especial, mas sim um país como qualquer outro, com políticos corruptos, com problemas sociais, com conflitos internos e externos, e passível de cometer as maiores burrices, burrices estas que tornam difícil qualquer argumento em defesa do país.

          8. Vamos lá. Mais umas mentirinhas para se desvendar.
            -“Não há repetição das mesmas matéiras, apenas o teor é o mesmo, mas foram escritas e publicadas em jornais diferentes de regiões diferentes, e dizem respeito a comunidades diferentes”-.
            Inverdade, para ser mais delicado, os fatos :
            A materia nº 1 e 2 são as mesmas ( Islamic Society of Boston Cultural Center). As 3 e 4 idem ( Florida Islamic Association ). As 5, 6 e 7 idem ( Entrevista com Amina Shaik e seu marido de Morrisville,N.C. ). A 8 não tem reprodução ( Islamic Center, Jacksonville ). As 9, 10 e 11 idem ( Downtown Islamic Center , Chicago ). As 12 e 13 idem ( Utah Islamic Center, Utah ). Como qualquer um pode averiguar, da mesma forma que eu fiz, mais falácias de quem adora arrotar falácias !

            Declaração protocolar e hipócrita do porta voz do Ministério de Relações exteriores do Irã,Ramin Mehmanparast :
            “He added that all the governments are expected to help provide peace and security for all the peoples.Emphasizing that the extremist and terror acts should uprooted across the world, Mehmanparast noted that such acts should be prevented irrespective of wherever they occur.Unfortunately, some governments may feel that supporting terrorists will at certain times would benefit them, but the evil phenomenon of terrorism will harm all and all should rise to counter it, he said.Recalling the measures taken by the US government to check use of weapons which threaten the lives of the Americans, he said that the roots of the issues should be identified and tackled.Mehmanparast contended that allowing the terrorist groups to act and delisting them under the pretext of freedom will certainly bring about insecurity”.
            Este país que tem como ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, um dos oito iranianos envolvidos no ataque terrorista contra a AMIA, em B. Aires, onde morreram 85 pessoas e outras 300 ficaram feridas é o exemplo da hipocrisia maior de quem presta condolências às vítimas de ataques terroristas.
            A Irmandade Muçulmana do Egipto, em uma pequena trégua na sua faina de perseguir e matar cistãos coptas, fez questão de se desvencilhar dos acontecimentos de Boston. “Num comunicado divulgado esta terça-feira, a Irmandade condenou o atentado e endossou condolências às famílias das vítimas e aos Estados Unidos. Sublinhando que a lei islâmica “rejeita firmemente qualquer ataque contra civis, não aceita que se aterrorizem pessoas com base na religião, raça ou género”, os membros da Irmandade Muçulmana manifestaram a sua “solidariedade” com os esforços da comunidade internacional para garantir que estes crimes “nunca mais se repitam”. Sem comentários !

            “Devemos reconhecer as atrocidades que Israel cometeu contra os palestinos desde sua fundação…”. O que que isso tem a ver com o ataque terrorista em Boston ??
            Aproveito para que voce enumere as atrocidades cometidas por Israel contra os palestinos. As contra os judeus na Palestina começaram na década de vinte do século passado. Já contra os judeus remontam há séculos desde o surgimento do Profeta.
            Quanto às homenagens e salamaleques ao terror fundamentalista islâmico na Europa, sugiro que leias os diversos artigos do site da espanhola Pilar Rahola, que, elucida com clareza a esquerdopatia funcional vigente e sua adoração aos “gloriosos” combatentes do Crescente.

            Em relação à matilha, digo flotilha :
            ‘A frota de ajuda humanitária da Turquia que tentava furar o bloqueio de Gaza e que foi atacada pelos militares de Israel no dia 31 de maio teve o apoio de importantes figuras do partido governante turco.O governo turco diz que a missão operou independentemente e que seus organizadores se recusaram a desistir dos planos de furar o bloqueio a Gaza, apesar dos pedidos governamentais. Segundo as autoridades, elas não tinham poder legal para impedir o trabalho de uma organização privada de caridade.Até 21 das pessoas a bordo do navio tiveram ou têm ligações com o AK. Em janeiro, Mural Mercan, chefe do Comitê de Assuntos Externos do Parlamento turco e membro do partido governante, se juntou a um comboio de ajuda a Gaza que tentou transpor a passagem de Rafah, na fronteira do território palestino com o Egito. Outros membros do partido também já participaram de missões de ajuda a Gaza.Essas missões refletem a ligação entre o AK e a IHH. Ambos estão envolvidos em um trabalho de ajuda motivados pela religião islâmica. Muitos dos 60 mil membros da organização vêm de uma classe de mercadores religiosos que ajudou Erdogan a chegar ao poder.A fundação responsável pela Frota da Liberdade, a Fundação para a Ajuda Humanitária, também conhecida como IHH, foi acusada por Israel e pelo Ocidente de levar equipamentos para grupos terroristas. Na Turquia, porém, o grupo ajudou o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, a conseguir apoio de setores muçulmanos conservadores para as próximas eleições e melhorar a imagem do país no mundo árabe.Segundo um funcionário do governo turco, até dez parlamentares do partido de Erdogan, o Partido Justiça e Desenvolvimento (AK, na sigla em turco), consideraram viajar junto com a Frota da Liberdade, mas desistiram na última hora devido a avisos da chancelaria preocupados com a tensão que a presença deles no navio poderia causar”.
            Esta é a realidade de uma ajuda humanitária de araque que uniu políticos turcos ( AK ) e um grupo vinculado ao terror ( IHH ).
            As consequências desastrosas desta midiática empreitada, que de humanitária não tinha absolutamente nada, foram decorrentes das falhas do serviço de inteligência de Israel. Se tivessem adotado medidas outras de abordagem ao barco, muita coisa poderia ter sido evitada. Principalmente, o ataque aos soldados que acreditavam lidar com “humanitários” ao invés de militantes armados e dispostos ao confronto. As gravações em vídeo da abordagem , agressões aos soldados e a defesa e contra ataques dos mesmos são por demais conhecidos e disponíveis.Quem quiser que veja !

            Bom dia do trabalho e menos falácias !

          9. Luiz, não entendi nada a respeito da sua reclamação dos links repetidos. Eu postei apenas 6 links independentes. Acho que você está contando cada linha como um link? Eles só ocupam mais de uma linha por serem grandes demais para o espaço do comentário, mas se você passar o mudes por cima de uma linha verá que pelo menos outra linha fica sublinhada. Será que você está tão ansioso em me desmentir que nem reparou isso? Quem é que “arrota falácias” aqui?

            A bem da verdade, você pediu declarações de líderes muçulmanos que manifestaram repúdio ao atentado, eu lhe dei 6 links. Você então reclamou que eram comunidades muçulmanas dos EUA, e pediu um “representante maior do Islã em termos internacionais”, e eu lhe dei uma de um porta voz do Irã e outra do Egito. Mas ainda assim você não ficou satisfeito, porque “eles não disseram de coração”. Você se faz difícil de agradar, não? E você acha que as declarações feitas por líderes europeus foram sinceras? Então você não entende como é que funciona a política, especialmente política internacional. Toda declaração é protocolar e hipócrita. O simples fato das declarações terem sido feitas já mostra uma grande mudança das lideranças muçulmanas nas últimas décadas.

            Eu concordo que é raro ver um líder muçulmano se pronunciar abertamente contra casos como o ataque de Boston, mesmo que ele seja contra tais atos. Acho que no mundo muçulmano de hoje o povo em geral foi levado a enxergar no ocidente, e principalmente nos EUA e em Israel, o grande inimigo. Sendo assim, é esperado que, ao se dirigir ao povo, esses líderes não venham a parecer tomar partido do ocidente. Se o fizessem, poderiam ser tachados de traidores, perseguidos e ameaçados, e talvez até assassinados pelos mais fanáticos. Engraçado que quando um judeu se manifesta de forma contrária ao discurso da maioria no tocante ao conflito, acontece quase o mesmo, em escala bem menor e, graças a D’us, menos violenta. Ele é ridicularizado, difamado, às vezes perde seu emprego, como ocorreu com Ilan Pappé, e às vezes, olhe só você, tem gente que até fica questionando se é judeu ou não. Como tenho bola de cristal e já sei o que você vai dizer, eu concordo com você, os fundamentalistas muçulmanos são mais violentos e propensos a assassinatos e atentados do que os fundamentalistas de outras religiões. Mas, reforçando, isso não é o bastante para condenar toda a religião e classificar todo e qualquer muçulmano como terrorista em potencial.

            Você me pergunta o que as atrocidades de Israel contra os palestinos tem a ver com o ataque de Boston, e eu te pergunto então, o que as campanhas judeófobas feitas nos países árabes e Irã em todas as mídias possíveis e imagináveis, o negacionismo islâmico em relação ao Holocausto e o que está sendo feito contra diversas comunidades cristãs por parte de “militantes” islâmicos no O.M. e em vários países africanos tem a ver com o ataque em Boston. Foi respondendo a essas colocações suas que mencionei os palestinos.

            Você quer que eu enumere as atrocidades cometidas por Israel, mas até agora não atendeu meu pedido de me mostrar as homenagens a terroristas feitas na Europa por não-fundamentalistas, apenas menciona en passant a Pilar Rahola, que denuncia em alguns de seus artigos a adoração da esquerda por terroristas do OM. Se você quer dizer que a esquerda em geral tende a defender os terroristas, chamando-os de “lutadores da liberdade” e tentando justificar seus ataques, então eu digo de antemão que também condeno isso. Na minha opinião, isso é inaceitável, e qualquer um que tira a vida de um inocente está comentendo uma atrocidade inaceitável e perde toda a razão, por mais que sua causa seja justa. Mas o ponto que estamos discutindo é o preconceito contra o Islã, e quando você falou “não-fundamentalistas”, subentende-se que sejam muçulmanos não-fundamentalistas, coisa que você ainda não mostrou. Então, mostre o seu que eu mostro o meu.

            Quanto à flotilha, eu apenas mencionei como um exemplo de “defender o indefensável”, e lá vem você escrever parágrafos e parágrafos para defender a desastrosa ação de Israel. Bom, você colocou entre aspas uma porção considerável de texto, indicando que não é de sua autoria, mas não citou fontes. Eu gostaria de saber daonde veio esse trecho, por favor. Além do mais, esse trecho por você selecionado apenas relata a ligação entre a fundação que organizou a flotilha e o partido da situação no governo turco. Isso por si só não justifica a ação do exército isralense durante o incidente.

            Eu não sou ingênuo a ponto de achar que a flotilha, ou outras ações como essa, tenha caráter puramente humanitário. Sim, o interesse maior era armar um espetáculo para a mídia, e forçar a mão de Israel para que tomassem alguma atitude que prejudicasse sua imagem. E nesse caso a flotilha foi extremamente bem-sucedida. As alternativas de Israel para lidar com a flotilha eram todas aparentemente ruins. Se os deixassem passar, abririam uma brecha para que outros fizessem o mesmo. Se torpedeassem ou abalroassem os navios, teria sido uma tragédia ainda pior – e um material muito “melhor” para ser explorado através da mídia. Se o Mossad tivesse agido ainda na Turquia ou no Chipre para sabotar a flotilha, isso apenas os atrasaria. A única alternatíva viável que melhoraria a imagem de Israel perante o mundo seria tê-los deixado passar, declarando de antemão a suspensão total do bloqueio, inclusive permitindo exportações a partir de Gaza. Um gesto desses seria um primeiro passo importante para a reconciliação e a paz definitiva. Mas é claro que isso não iria ocorrer.

            Concordo com você que havia militantes dispostos ao confronto, principalmente no Mavi Marmara. Mas quando você fala em “militantes armados”, dá uma impressão de um guerrilheiro com fuzil em punho, o que não corresponde à realidade. Apesar de haver sinais de que havia algumas armas de fogo trazidas pelos militantes a bordo, a maioria se valeu do que havia no navio – canos, facas, ferramentas, correntes. Não que isso também não possa ferir ou matar, mas esclarecer esse ponto dá uma idéia melhor do cenário. E diga-se de passagem, esses militantes eram aproximadamente 40 em meio a 600, isso só no Mavi Marmara. Além disso, pode-se argumentar que estavam agindo em defesa própria contra uma invasão em águas internacionais. Reconheço que a princípio a atitude do exército de adotar táticas não-letais no início foi de certa forma nobre, mas eles estavam numa sinuca de bico. Se já começassem com táticas mais agressivas, talvez a repercussão internacional fosse ainda pior…

            Por outro lado, apesar de você chamá-la de “ajuda humanitária de araque” e de dizer que “de humanitária não tinha nada”, a flotilha tinha sim muito material de ajuda humanitária sendo enviado: remédios, brinquedos, roupas, tecidos, material de construção, entre outros.

            Concordo plenamente que as maiores causas da desastrosa atuação do exército foram as falhas do Mossad, que não fez sua lição de casa e não detectou os elementos violentos a bordo. No entanto, vale notar que a própria legalidade da ação, e do bloqueio naval em geral, é cercada de controvérsia. Segundo defensores de Israel, o bloqueio é similar a outros ocorridos em outros conflitos históricos, e segue as convenções do Manual de San Remo, que dita as regras de conflitos armados navais. Porém, os contrários ao bloqueio se valem do argumento de que, não sendo o conflito com o Hamas um estado de guerra declarado e propriamente dito, as regras do manual não se aplicam, e que, segundo o artigo 102 do mesmo manual, um bloqueio é tornado ilegal se o efeito na população civil é excessivo em relação ao propósito militar. Ou seja, não há um consenso quanto à legalidade do bloqueio.

            Para terminar, gostaria que você entendesse que nesse conflito sempre existem pelo menos dois pontos de vista antagônicos, cada um com seus argumentos e pontos contra e a favor. O que eu tento fazer é enxergar os dois lados. E só porque você não concorda com um argumento, não quer dizer que seja uma falácia. Abraços!

          1. Luiz,devo ser um idiota pois continuo sem entender a relação entre o que está acontecendo na síria e a sua surpresa com o repúdio ao terrorismo do governo e do povo sírio citado por mim.Pensando melhor como suponho que vc se “atualiza” através de fontes de comunicação sionistas espalhados por aí dizendo pro mundo que o governo sírio é assasino que mata seu próprio povo,que há uma guerra sectária com um povo fundamentalista e atrasado,portanto sem moral pra se posicionarem contra o terrorismo e se for isso,então entendi a sua surpresa.
            Luiz,Luiz,Luiz(três vezes),quando eu busco formar uma opinião sobre algo procuro me despir de qualquer dogma,convicções ideológicas sejam polítcas e/ou religiosas pois foi desta maneira que aprendi a respeitar tanto o povo judeu como o muçulmano mesmo sem sê-los.Sugiro a vc fazer o mesmo,ficarás surpreso com as descobertas(positivamente falando,claro) aí sim sem falsa modéstia estarás verdadeiramente atualizado.Saudações.

      2. Quantos desses terroristas americanos fizeram tudo isso em nome de uma religião e quantos deles tiveram apoio de algum pastor, padre, ministro ou reverendo?
        Quantos líderes cristãos estão por aí pregando violência, suicídio, supremacia dos fiéis de sua religião sobre as outras pessoas, justificando atrocidades?
        Essa é a diferença entre terroristas muçulmanos e os outros.

        1. Caro Trok, apesar de não estarem esclarecidos os otivos dos irmãos Tsarnaev, aparentemente eles operaram de forma independente, não subordinados a nenhum grupo fundamentalista, mas apenas motivados por ressentimento contra as ações dos EUA em países muçulmanos. Eles não o fizeram em nome da religião, nem tiveram apoio de nenhum Imam.

          Quanto a líderes cristãos pregando violência e justificando atrocidades, temos o reverendo Phelps da WBC como principal exemplo.

          Eu não vou negar que a maioria dos atentados dos últimos anos tem ligação com o Islã, nem que há fundamentalistas muçulmanos incitando o ódio e comemorando ataques bárbaros como esse. Mas isso não dá carta branca para que se classifique o Islã como “religião do mal” ou que se categorize qualquer muçulmano como terrorista em potencial.

  4. Engraçado, na década de 70 qdo servi numa unidade dos Marines no Vietnan via civis vietnamitas arrebentados, crianças mulheres ou velhos, pelas bombas americanas nunca senti qualquer remorso. Mas se as vítimas eram americanas ou de outra nacionalidade branca eu sentia que a guerra era muito cruel.

  5. Sinceramente, essa discussão é inócua e busca apenas embaçar a realidade. Os terroristas responsáveis pelos atentados contra interesses americanos nos últimos 30 anos são, na sua grande maioria, de origem árabe e/ou adeptos de um islamismo radical. O suposto racismo e preconceito americanos neste caso em especial cai por terra quando sabemos que ambos terroristas era imigrantes recém chegados ao país, bem quistos por americanos à sua comunidade e com amplo acesso àquilo que os Estados Unidos têm de melhor a oferecer. Nada que lembre ódio, preconceito ou algo do gênero.

  6. gozado para esse caso podemos comentar
    sem se identificar, e para os outros casos?
    todo comentário deveria ter opção de anonimato, mas como vai contra o dono do mundo não pode.

  7. As vítimas mortas, através dos seus parentes, e as feridas, muitas mutiladas, deveriam pedir desculpas aos familiares dos dois rapazes envolvidos no atentado.

    Afinal,as mesmas são igualmente responsáveis pelos sentimentos de aversão e ódio que os mesmos nutriam pelos americanos em particular, e ocidentais em geral, tanto pelas péssimas condições de vida que gozavam nos E.U.A. , quanto pelos atraso de vida que vivenciaram em seus países de origem.

    Talvez uma estátua, com o herói morto pelos policiais, pudesse ser erguida no exato ponto das explosões para perpetuar o ato de repulsa e de coragem cometido.

    1. Luiz, nem o artigo do Daily Beast, nem o do Diogo glorificam o atentado ou os perpetradores. A questão levantada é o preconceito e a generalização que cerca um evento desses, causando sofrimento à grande maioria dos muçulmanos, gente de bem que simplesmente quer seguir sua vida e não faria mal a uma mosca. Muçulmanos fanáticos terroristas existem, mas são uma minoria. É justo se pré-julgar todo e qualquer muçulmano como potencial terrorista? É justo se pré-julgar qualquer negro ou qualquer morador de favela como potencial assaltante?

      O atentado de Boston, como qualquer outro, é injustificável e inaceitável. Ninguém está tentando inocentar os irmão Tsarnaev ou justificar suas ações. O ponto em questão é que o simples fato de serem muçulmanos faz com que a mídia americana não os enxergue mais como americanos nem brancos, e que isso é sintoma de um mal ainda mais nocivo, o preconceito generalizado contra todo e qualquer muçulmano.

      1. beto,
        O preconceito NÃO é resultado de um ou outro atentado, mas sim de uma série de FATOS:

        – A quase totalidade dos atentados terroristas dos últimos anos foi praticada por muçulmanos
        – A tal “solidariedade” doentia. Explicando melhor: alguém imagina um cristão brasileiro se tornar terrorista porque Israel bombardeou uma aldeia cristã no Líbano?
        – A única das grandes religiões que serve de base para governos é a islâmica
        – existem muito mais radicais pregando uma interpretação violenta e distorcida do Alcorão do que da Bíblia e da Torá

        Racismo é terrível, e os judeus foram e são suas maiores vítimas, mas ele existe e não será erradicado tão já, e é exatamente por isso que os muçulmanos deveriam se empenhar em esclarecer tudo isso.

        1. Mario Silvio, mesmo que suas afirmações estivessem corretas, isso ainda não justifica o preconceito em rotular muçulmanos como terroristas.

          A tal solidariedade doentia a que você se refere é algo interessante… Em primeiro lugar, nem todo muçulmano se sente solidário o suficiente aos palestinos para cometer ataques terroristas em nome deles. É fato que a comunidade muçulmana é mais favorável ao lado palestino do conflito, e tende mais a tomar partido do lado deles em um debate. Mas para se tornar terrorista existe uma série de fatores em jogo, e são apenas os grupos mais radicais e fundamentalistas que pregam esse caminho.

          Será que um cristão brasileiro nascido na tal aldeia cristã do Líbano, e tendo membros da família que pereceram nesse hipotético ataque, não teria um grande potencial para se tornar um terrorista?

          Do outro lado, temos também uma solidariedade dos judeus do mundo para com Israel. A grande e esmagadora maioria dos judeus do mundo defende Israel incondicionalmente, e comemora quando algum líder palestino é assassinado por foguetes disparados pelo exército de Israel, e não manifesta seu repúdio à morte de crianças e idosos palestinos, mas sim os chama de “dano colateral”, ou invoca “pallywood”, ou diz que a culpa é dos terroristas palestinos que os usaram de escudo humano. O que você acha dessa solidariedade doentia?

          Se a única das grandes religiões que serve de base para governos é o Islã, então por que diabos o governo israelense insiste cada vez mais em que se reconheça Israel como “O Estado Judeu”? E o que isso tem a ver com preconceito e terrorismo? O Vaticano é um estado terrorista?

          Pode ser que existam muito mais radicais fanáticos muçulmanos do que judeus, mas isso pode ser explicado pelo simples fato de que existem muito mais muçulmanos do que judeus. Quanto a haver muito mais radicais muçulmanos do que cristãos, acho que novamente é mais uma questão do espaço que a mídia dá para a cobertura desses grupos. Já mostrei em comentário anterior o estrago que radicais cristãos fazem.

          Racismo e preconceito é terrível, os judeus são e foram grandes vítimas, junto com os negros, homossexuais, ciganos, indígenas, orientais, árabes, etc. Não é uma questão de quem sofreu mais. E justamente por nosso povo ter sofrido tanto com racismo e preconceito é que deveria ser nosso dever como judeus lutar contra qualuer forma de racismo ou preconceito. Alguns muçulmanos se empenham em esclarecer tudo isso, mas nós podemos ajudar não aceitando e denunciando o racismo e o preconceito, não simplesmente enterrando nossas cabeças e dizendo “ele existe e não será erradicado tão já”, já que desta vez não é com a gente.

          1. Tenho esperança de que os judeus sionistas em Israel e no mundo ainda possam ter a percepção q uma minoria como vc tem dos assuntos aqui abordados.Creio q se assim fosse desde a sua criação Israel teria construído uma liderança natural na região sem os inimigos de hoje.Yoav Shamir em seu documentário Defamation esclarece bem a dificuldade disso acontecer.
            Fazendo algumas considerações adicionais ao q vc já expôs é difícil não associar a ação desses radicais aos tais interesses americanos no mundo em especial no OM.Assunto obviamente pra dar pano pra manga.Ab.

          2. Os terroristas muçulmanos são o problema.
            Os alvos (ocidentais, cristãos, judeus, hindus, budistas) sentirem medo, não.
            Se você está tão preocupado com preconceito, por que não vai para algum país muçulmano dizer que rotular os EUA de satã é preconceito? Por que não vai dizer que dizer que os judeus são descendentes de porcos e macacos é preconceito?
            Por que não vai dizer que cometer atentados terroristas é errado?
            Você realmente acha que quem precisa de aula sobre preconceito são as vítimas dos terroristas? Ou sabe muito bem que a violência islâmica é que é o problema mas que dizer alguma coisa pode transformar você em alvo de uma fatwa e de alguém disposto a te matar?

          3. “mesmo que suas afirmações estivessem corretas,”
            Beto, você poderia, por favor, dizer qual delas NÃO é correta? E em nenhum momento eu justifico o preconceito, busco apenas apontar quais são, na minha opinião, suas causas.

            ” comemora quando algum líder palestino é assassinado por foguetes disparados pelo exército de Israel,”
            Apenas para que fique claro: líderes TERRORISTAS.
            ” e não manifesta seu repúdio à morte de crianças e idosos palestinos, mas sim os chama de “dano colateral”,
            Como acontece em QUALQUER guerra.

            “O que você acha dessa solidariedade doentia?”
            Depende, se for solidariedade a REAÇÕES israelenses, eu concordo, se for a abusos, arbitrariedades e exageros, discordo.

          4. “Se a única das grandes religiões que serve de base para governos é o Islã, então por que diabos o governo israelense insiste cada vez mais em que se reconheça Israel como “O Estado Judeu”
            Por que judeu é também um povo. Existem muitos judeus ateus, por estranho que isso soe.

            “E o que isso tem a ver com preconceito e terrorismo?”
            Nada, apenas apontei um dos maiores absurdos de nosso tempo.
            “O Vaticano é um estado terrorista?”
            Não, mesmo porque ele não enforca nem apedreja até a morte quem descumpre os dogmas do catolicismo.

            “Pode ser que existam muito mais radicais fanáticos muçulmanos do que judeus, mas isso pode ser explicado pelo simples fato de que existem muito mais muçulmanos do que judeus.”
            Sem dúvida, mas a questão não é númerica. Os judeus e cristãos radicais se limitam a pregar seu radicalismo, não lançam aviões contra edifícios nem explodem metrôs.

            “deveria ser nosso dever como judeus lutar contra qualuer forma de racismo ou preconceito”
            E eu procuro fazer isso.
            “Alguns muçulmanos se empenham em esclarecer tudo isso, mas nós podemos ajudar não aceitando e denunciando o racismo e o preconceito,”
            Concordo plenamente, mas seria excelente, para TODO MUNDO, que mais muçulmanos se empenhassem

          5. Caro Trok, o terrorismo é um grande problema, mas o preconceito que vem com o medo desse terrorismo também é um problema. O medo é justificável. O preconceito não.

            Infelizmente, o preconceito existe em ambos os lados. Também é nocivo o preconceito dos muçulmanos contra os ocidentais, contra os americanos, contra os judeus. Eu concordo com você, não posso simplesmente aparecer em um país muçulmano e começar a lutar contra o preconceito, pois além de ser visto como um intruso por ser ocidental, sou judeu, o que me torna inimigo ante os olhos da maioria do povo desses países. O preconceito também existe do lado de lá, e as ações de Israel e dos EUA não ajudam em nada para combater esse preconceito.

            Eu nunca disse que as vítimas do terrorismo precisam de aula sobre preconceito. O que eu disse é que a generalização de que todo muçulmano é terrorista é errônea, injusta e inaceitável.

            O terrorismo em si, claro também é errado – a morte de civis inocentes é uma atrocidade inaceitável. Em nenhum momento defendi o terrorismo, mas um erro não justifica outro. Eu me manifesto contra o terrorismo sim, mas mantenho o respeito ao Islã enquanto religião.

            Um exemplo curioso de preconceito e de espaço desproporcional na mídia (viu, Luiz?) é o uso da palavra fatwa como se fosse sinônimo de sentença de morte. Uma fatwa é uma decisão ou interpretação de algum jurista ou estudioso muçulmano a respeito de determinado aspecto das leis muçulmanas. A grande e esmagadora maioria dos milhões de fatwas decretados durante os séculos de existência do Islã lida com aspectos práticos da religião ligados ao dia-a-dia. No entanto, as fatwas que ganham destaque são as mais polêmicas, como a que pede a morte de Salman Rushdie, ou a que proíbe o jogo “Pokemon” nos Emirados Árabes Unidos. No entanto, fatwas como uma na Índia que proíbe o terrorismo e o suicídio de homens-bomba, classificando esses atos como Haram, ou pecado, nunca chegaram a ser veiculados na grande mídia.

            Uma fatwa não é obrigatória na visão dos sunitas, e é obrigatória para os xiitas, mas só aqueles que seguem a mesma corrente do mufti que declarou a fatwa. Existem várias fatwas contraditórias entre si, e cabe a cada muçulmano julgar e decidir por si qual acatar ou não.

            Ao invés de simplesmente condenar o Islã e rotulá-lo como religião terrorista, podemos estudar e aprender, para que possamos compreender um pouco melhor o que é o que e quem é quem.

          6. “Pode ser que existam muito mais radicais fanáticos muçulmanos do que judeus, mas isso pode ser explicado pelo simples fato de que existem muito mais muçulmanos do que judeus”.

            Ciência pura ou dissimulação descarada ?

            Só falta uma “continha” que nos faça crer que percentualmente existam mais judeus terroristas radicais e fanáticos do que muçulmanos.

            Chega a ser patética uma argumentação desse teor.

            Cada vez creio mais de que de judeu voce não tem nem um fio de cabelo !

          7. Luiz, eu falei em radicais fanáticos, não em terroristas. Mas mesmo que haja percentualmente mais fanáticos muçulmanos que judeus (o que é difícil mensurar, já que não há critérios objetivos para se classificar alguém como fanático), isso ainda não quer dizer que o Islã deve ser condenado nem que todo muçulmano deve ser visto como terrorista em potencial. E sim, nós temos os nossos fanáticos, Baruch Goldstein e Yigal Amir que o digam.

            Quanto a meus fios de cabelo judeus, infelizmente você está muito perto de estar certo, pois estou ficando cada vez mais careca. Mas, novamente, para efeitos da discussão pouco importa se eu sou ou não judeu, isso configura um argumento ad hominem, e já lhe pedi que parasse com isso. Vamos manter o debate num nível civilizado, por favor.

  8. Dificil viver num pais que nao e seu de origem. Dificil aceitar criticas sobre sua religiao.Dificil sentir preconceitos. Muito dificil nao poder viver no seu proprio pais.

    1. Assassinando, ferindo e mutilando civis inocentes deve amenizar qualquer dificuldade.
      Sem contar o prazer de se tornar um mártir ao matar em nome de uma religião.
      Fácil deve ser enterrar parentes mortos.
      Fácil deve ser viver com sequelas de ferimentos, provocadas por bombas com fragmentos colocados com intuito de ferir ao máximo o maior número de pessoas possíveis.
      Fácil é justificar o injustificável quando o sofrimento é alheio e estamos a salvo de atos bárbaros que acontecem à quilometros de distância.

    2. Não diga Ana! Imagino que nenhum judeu nunca soube o que é isso.
      Agora me diga uma coisa, explodir metrôs torna tudo isso mais fácil?
      Você acha que a vida dos imigrantes no Brasil, Argentina, Canadá, EUA, etc foi um mar de rosas? Quantos edifícios eles derrubaram?

  9. “Dificil viver num pais que nao e seu de origem. Dificil aceitar criticas sobre sua religiao.Dificil sentir preconceitos. Muito dificil nao poder viver no seu proprio pais.”
    E? Quando enfrentamos dificuldades devemos explodir pessoas que não tem nada com elas? É isso?

    1. Luiz Alberto, não sei daonde você tirou isso. Alguém aqui falou alguma coisa sobre judeus serem brancos? E para que você entenda melhor, os judeus vindos da Europa, por causa de séculos de miscigenação, se identificam hoje em dia com a etnia branca ou “caucasiana”, já que sua pele é clara. Se você olhar para boa parte da comunidade judaica de São Paulo, por exemplo, irá dizer que são brancos (alguns até transparentes de tão brancos, como eu).

    2. Luiz Alberto, não existe uma “raça judaica” e tampouco uma “etnia judaica”. Penso que ser judeu significa pertencer a uma cultura própria, no que inclui a religião judaica, mola mestra e central de todo o entorno. Mas, por outro lado, há judeus que são ateus ou que se converteram a outras religiões. Perderiam a condição de judeus? Alguns dizem que sim e outros que não – não sei. Quanto à cor de pele, o povo judeu se constitui num verdadeiro arco-iris, se é que se pode dizer assim: loiríssimos transparentes, como disse beto_w, descendentes de europeus, morenos como os Mizrahim e Sefaradim, negros como os etíopes e até orientais de toda ordem. Aliás, judeus e brasileiros têm muito em comum, inclusive nesse aspecto. Abs.

        1. Moisés, depois de muito ouvir falar sobre esse livro, finalmente o li há algum tempo. Achei muito interessante, mas tenho lá minhas ressalvas.

          Sand escreve muito bem e a meu ver acerta em vários pontos, como a desconstrução do mito do exílio forçado, mas sua tese de que os khazares são a base da população européia carece na minha opinião de fundamentação, não passando de uma suposição.

          Os khazares podem muito bem ter sido um dos povos convertidos ao judaísmo na idade média, mas não há provas de que todos os judeus europeus descendam deles. Há estudos genéticos de ambos os lados do argumento, todos inconclusivos.

          Mas mesmo que a tese dos khazares seja verdade, que os judeus europeus sejam descendentes de pagãos convertidos, isso não invalida o status de povo dos judeus, nem nossa identidade comum, valores e cultura. Um filho de pais que se converteram ao judaísmo, e que o criaram segundo os preceitos judaicos, é judeu, e isso é óbvio. Gerações e gerações se passaram, e os judeus europeus não seriam menos judeus por causa disso. Afinal, segundo a bíblia, Abraão, o primeiro judeu, era filho de pagãos. E sua esposa e as outras matriarcas também eram pagãs convertidas.

  10. Seria muito engraçado ver as pessoas politicamente corretas afirmarem não saber a motivação dos irmãos terroristas muçulmanos, se realidade não fosse tão trágica.

    “””O curioso, nota o “Daily Beast”, é que eles são americanos (Dzhokhar é cidadão; Tamerlan era um residente permanente, em busca de cidadania). Mas, mais grave: ambos são brancos. Para ser mais exato, eles são o mais caucasiano possível –vieram da região do Cáucaso.”””

    Em segundo lugar, Dzhokhar pode até ter sido “recebido” pelos USA como seu filho, mas seu coração não é americano. Muito pelo contrário.

    Quanto a serem brancos ou não, isso é absolutamente irrelevante, embora Tamerlan esteja muito mais para um iraniano do que para um sueco, herança da bárbara invasão moura naquela região.

    Outra questão é a atuação dessa “esmagadora” maioria de muçulmanos pacíficos.

    O que é que eles fazem de concreto para coibir seus correligionários extremistas, terroristas?

    Falar em paz e amor é muito fácil, em religião de tolerância e tudo o mais. Mas, na prática, o que é que pessoas e governos muçulmanos fazem de concreto?

    1. Censurado,
      Nada justifica o horror do terror.
      “Falar em paz e amor é muito fácil, em religião de tolerância e tudo o mais. Mas, na prática, o que é que pessoas e governos,” independentemente de religião, ou considerando todos baseados em alguma ideologia que tente explicar Deus, fazem de concreto?

      Quando só apontamos os defeitos dos outros corremos o risco de deixar de ver os nossos. Sejamos justos, nosso mundo ocidental, principalmente governo, mídia, cinema, não foi lá exemplo de paz e amor nos últimos cento e tantos anos com relação ao Oriente médio, origem dos islamitas.

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