Filme palestino sobre freiras e colonos israelenses concorre ao Oscar de melhor curta-metragem

Por Diogo Bercito

O filme palestino “Ave-Maria” concorre ao Oscar neste ano como melhor curta-metragem, ao lado de “Day One”, “Everything Will Be Okay”, “Shok” e “Stutterer”. De acordo com o jornal egípcio “Ahram”, é a primeira vez em que uma produção árabe concorre nessa categoria. “Theeb”, de produção jordaniana, foi indicado também neste ano como melhor filme estrangeiro.

“Ave Maria” é uma comédia de 14 minutos sobre a interação entre um grupo de freiras em voto de silêncio e uma família de colonos israelenses. O carro da família de israelenses está quebrado diante do convento, na Cisjordânia. Eles precisam da ajuda das freiras para telefonar a um guincho e voltar para casa antes do início do shabat –dia religioso marcado, no calendário judeu, pelo anoitecer da sexta-feira.

Cartaz de "Ave Maria". Crédito Divulgação
Cartaz de “Ave Maria”. Crédito Divulgação

Em uma curta entrevista, disponível abaixo, o diretor Basil Khalil fala sobre seu projeto, surgido da curiosidade a respeito da vida de freiras em voto de silêncio. Em Israel e nos territórios palestinos, diz Khalil, você não escolhe a sua religião, mas o grau de extremismo. Assim, o diretor criou uma história em que personagens rígidos em suas normas religiosas precisam ser flexíveis para resolver um impasse –e livrar-se uns dos outros.