Depois de lutar contra Estado Islâmico, jovem volta a Israel

Por Diogo Bercito
Gill Rosenberg, 31, em imagem que supostamente mostra a jovem pisoteando um símbolo do Estado Islâmico. Crédito Reprodução
Imagem supostamente mostra Gill Rosenberg, 31, pisoteando um símbolo do Estado Islâmico. Crédito Reprodução

Após meses de combate na Síria e no Iraque, Gill Rosenberg, 31, está de volta a sua casa: Israel. Essa jovem israelense-canadense lutava desde o ano passado contra as forças do Estado Islâmico, organização terrorista que controla uma extensa porção de terra na região. Citando a crescente influência iraniana nessa guerra, Rosenberg deixou para trás há alguns dias as batalhas e a fama que conquistara entre soldados curdos.

O retorno de Rosenberg foi noticiado pela imprensa israelense. Ao site Ynet ela afirmou, por exemplo, não ter planos de voltar à casa (o texto está aqui, em hebraico). Ao que parece, esta é a página da garota no site de relacionamentos Facebook. Mas Rosenberg pode enfrentar problemas com as autoridades israelenses devido a suas viagens ao território sírio e a sua participação no conflito vizinho. Israel e Síria são países inimigos.

Rosenberg já era conhecida em Israel desde o ano passado, quando sua presença na Síria foi anunciada. Ela foi, então, considerada a primeira mulher estrangeira a participar de combates em prol da população curda no norte sírio. O jornal israelense “Haaretz” publicou, à época, uma reportagem sobre a jovem com o título “da prisão americana às frentes de combate curdas” –ela teria sido, afinal, anteriormente condenada por fraude nos Estados Unidos.

A jovem israelense justificou em diversas ocasiões sua presença na Síria e no Iraque pelo argumento de que, depois do Holocausto, judeus têm a obrigação moral de impedir novos genocídios. Rosenberg decidiu, portanto, interferir a favor dos curdos, que lutam importantes batalhas no norte da Síria contra militantes do Estado Islâmico. O Estado Islâmico tem massacrado, nessa região, minorias como curdos e yazidis. Cerca de 6 milhões de judeus morreram durante o Holocausto nos anos 1940.

Gill Rosenberg em fotografia como soldado israelense. Crédito Reprodução/Facebook
Gill Rosenberg em fotografia como recruta no Exército israelense. Crédito Reprodução/Facebook