Espiando o quarto das meninas árabes

Por Diogo Bercito
Campo de refugiados palestinos de Shatila, em Beirute, 2010. Crédito Rania Matar and Carroll and Sons Gallery
Campo de refugiados palestinos de Shatila, em Beirute, 2010. Crédito Rania Matar and Carroll and Sons Gallery

A pergunta por trás do projeto artístico da fotógrafa libanesa Rania Matar é quase uma charada, dessas que vemos Gollum perguntar a Bilbo em “O Hobbit”: o que há em comum entre uma garota americana e outra nascida no Oriente Médio? Pesadas as diferenças, de religião ou de cultura, Matar responde: a sensação de que seu quarto é um espaço particular em que sua personalidade se expressa.

A artista entrou nas casas de meninas no Líbano (incluindo campos de refugiados palestinos), na Cisjordânia e nos EUA para registrar a intimidade e a vulnerabilidade características dessa etapa. Algumas das imagens que ela produziu estão neste relato, para ilustração. Outros exemplos podem ser vistos clicando aqui, na entrevista que o BuzzFeed fez com a fotógrafa. Um trecho:

Tudo o que você ouve nas notícias é sobre o quão diferentes somos. Tornou-se importante, para mim, incluir garotas no Líbano, para mostrar as similaridades por meio dessa experiência compartilhada. Passou a ser muito pessoal para mim, em algum nível. É pessoal, mas talvez também seja universal ao mesmo tempo.

Brookline, EUA, 2009.
Brookline, EUA, 2009. Crédito Rania Matar and Carroll and Sons Gallery
Rabieh, Líbano, 2010. Crédito Rania Matar and Carroll and Sons Gallery
Rabieh, Líbano, 2010. Crédito Rania Matar and Carroll and Sons Gallery
Belém, Cisjordânia, 2009. Crédito Rania Matar and Carroll and Sons Gallery
Belém, Cisjordânia, 2009. Crédito Rania Matar and Carroll and Sons Gallery