O encantador de gatos de Aleppo

Por Diogo Bercito

Gatos ronronam nas ruas de Aleppo, no norte da Síria, enquanto os aviões do regime de Bashar al-Assad bombardeiam a cidade –hoje um dos símbolos da destruição do país, tomado por uma complexa guerra civil que envolve as forças do ditador e diversas facções de oposição armada, incluindo os terroristas do Estado Islâmico.

A Síria, que já foi o país dos tabuleiros de gamão marchetados e dos sabonetes de azeite, dos castelos medievais e das ruínas desérticas, é hoje a nação em que um rebelde come o coração de seu inimigo, jornalistas são decapitados e a fome em campos de refugiados é tão violenta que obriga seus moradores a comer a carne de cães.

Mas, se dermos a impressão de que é só isso que resta no país, faremos um desserviço a quem busca a solução para o fim da crise. Se havia até mesmo em Shujaya, depois de demolida por Israel, um passarinho amarelo vivo entre destroços (clique aqui para ler essa história), há também na Síria histórias que nem sempre contamos –como a do motorista de ambulância Alaa, que tem alimentado 150 gatos em um bairro de Aleppo.

As fotos apareceram em uma galeria da agência de notícias Reuters e, nas últimas horas, conquistaram território entre as páginas de “fotografia do dia” da imprensa internacional. O UOL publicou, mais cedo, essas imagens. Alaa, segundo a Reuters, investe há dois meses R$ 10 diários para alimentar os bichanos em Masaken Hanano. Veja abaixo as imagens.

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