O cedro e o pau-brasil na Bienal do Livro

Por Diogo Bercito
Milton Hatoum. Crédito Eduardo Knapp/Folhapress Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/12/01/e-preciso-fortalecer-a-literatura-diz-o-escritor-milton-hatoum.jhtm
Milton Hatoum em seu apartamento em Pinheiros, São Paulo. Crédito Eduardo Knapp/Folhapress

Meelya contou a história da maneira que aconteceu? É claro que não. Ninguém consegue contar uma história com todos os seus eventos e na ordem em que as coisas ocorreram, caso contrário teria de passar toda sua vida contando uma história. Meelya deixou diversas coisas de fora. Ela, por exemplo, não falou nada sobre seu amor por Najeeb, sobre seu carinho por suas anedotas, ou sobre o obscuro sentimento que havia tomado posse dela (KHOURY, Elias. “As Though She Were Sleeping”)

O Orientalíssimo será, nesta semana, brasileiro. Viajo a São Paulo para participar da 23ª Bienal Internacional do Livro, mediando em 27 de agosto (quarta-feira) uma mesa dedicada às literaturas libanesa e brasileira. Será, para os entusiastas da cultura árabe, uma grande oportunidade –estarão sentados comigo o autor libanês Elias Khoury, o brasileiro Milton Hatoum e a professora da USP Safa Jubran. Vamos conversar sobre literatura e sobre política.

Não faltará assunto. Khoury é autor de “Porta do Sol”, que trata da questão palestina, e de “Yalo”, ambientado durante a guerra civil libanesa. Hatoum, por sua vez, escreveu os clássicos brasileiros “Dois Irmãos” e “Relato de um Certo Oriente”, narrando as delicadas histórias de imigrantes libaneses em Manaus. Ambos têm um núcleo em comum personificado por Jubran, que traduziu Khoury ao português e Hatoum ao árabe.

Eu conversei recentemente com Khoury e Hatoum, em entrevistas para a “Ilustrada” (clique aqui e aqui para ler). Os detalhes estão no site oficial do evento (clique aqui).