Israel elege chefes rabínicos –para quê?

Foram eleitos, hoje, os chefes rabínicos israelenses para as comunidades sefardita (culturalmente identificada com a península Ibérica) e asquenazita (Europa Central e Oriental).

Os rabinos-chefes Yitzhak Yosef (sefardita) e David Lau (asquenazita) ocuparão os postos por dez anos. Eles foram escolhidos por um colégio eleitoral de 150 pessoas, incluindo ministros, parlamentares, rabinos, prefeitos, juízes religiosos e o público em geral.

Até o anúncio dos vencedores, não havia um candidato predileto. Disputaram para rabino-chefe sefardita, além do vencedor Yitzhak Yosef, Shmuel Eliyahu, Zion Boaron e Ratzon Arusi. Para asquenazita, concorriam David Stav e Yaakov Shapira.

As campanhas são apontadas pela mídia local como de incomum “jogo sujo” entre os candidatos, incluindo uma série de comentários islamofóbicos e racistas, com a população árabe como vítima.

A eleição dos rabinos-chefe é um assunto pouco popular em Israel, e a campanha se chocou com a apatia da população nas últimas semanas. A própria existência das posições é contestada.

A posição de rabino-chefe sefardita no território então conhecido como Palestina foi criada durante o Império Otomano, a partir da noção de que os judeus consistiam de uma comunidade religiosa –e de um conceito externo ao judaísmo, que segue o princípio de líderes religiosos locais, em vez de representando grandes grupos.

A dualidade de um rabino-chefe asquenazita foi criada durante o Mandato Britânico, e é alvo de forte crítica no país. Há um movimento político para a unificação do cargo de rabino-chefe, extinguindo a distinção entre sefarditas e asquenazitas. Os ministros Tzipi Livni (Justiça) e Naftali Bennet (Serviços Religiosos) estão encarregados da tarefa.

Entre as funções de um rabino-chefe está liderar uma espécie de gabinete religioso, responsável por questões que incluem as orientações de “kashrut” (quais alimentos são “kosher”, permitidos a judeus, por exemplo). Uma das funções com maior impacto na sociedade, que seria a abertura da estabelecimentos comerciais durante o dia sagrado do shabat (sábado), não deve ser alvo dos novos rabinos-chefes.

Comentários

  1. Eu acho qualquer tipo de ritual – seja de que religião for – uma grande palhaçada.
    Deus não liga como as pessoas agem externamente, o importante para ele é nosso comportamento interior.

  2. Fanáticos são todos iguais. Eles não enxergam nada além daquilo que acham certo. Ótima contropartida para os fanáticos muçulmanos e evangélicos. Matem-se todos. O mundo ficará melhor.

  3. O POVO DE ISRAEL EXISTE HÁ PELO MENOS 3.800 ANOS DESDE OS PATRIARCAS E O FATO DE AINDA EXISTIR ATUALMENTE APESAR DE SUA MAIORIA ESTAR DISPERSA PELO MUNDO INTEIRO E DE TODAS AS PERSIGUIÇÕES E MATANÇAS QUE SOFREU, É UM VERDADEIRO MILAGRE. OS VALORES DE CUNHO ÉTICO, MORAL E RELIGIOSO ,QUE PRATICAMENTE SÃO OS MESMOS PELOS MILENIOS A FORA, DEVEM SUA TRANSMISSÃO AOS LIDERES DO POVO QUE ERAM, SÃO E SEMPRE SERÃO OS RABINOS. FAZER POUCO CASO DELES É UM GOLPE BAIXO DAQUELES QUE NÃO SE CONFORMAM COM A ETERNIDADE DO POVO DE ISRAEL, DA TERRA DE ISRAEL, DA TORÁ DE ISRAEL E DO CRIADOR DO MUNDO, D-US DE ISRAEL!!!!!!!!!

  4. Ótima matéria, Diogo. É estarrecedor constatar que que esses chefes religiosos invoquem seu Deus e suas tradições religiosas para dar suporte à ocupação de territórios palestinos. Que Deus é este que compactua com tais crimes?

  5. Prezado Diogo, você parece que acabou de chegar em Israel. Isto remonta seus primeiros blogs, como o espanto e desconhecimento com as ruas “vazias” de Jerusalém no Pessach.
    Porque existem chefes religiosos ? Cada religião deve ter razões milenares para tê-los, cabe ao jornalista procurar sabê-los, ao invés de, questionar aos leitores o para que ou o porque. Isso ocorre com todas as religiões. Se existem correntes diferentes seria natural termos representantes maiores em cada uma delas. No Islã quantas divisões existem . Não seria óbvio cada uma destas facções terem “chefias” diversas . É óbvio. E é o que ocorre.
    “A eleição dos rabinos-chefe é um assunto pouco popular em Israel, e a campanha se chocou com a apatia da população nas últimas semanas”. Deverias saber que o Estado de Israel é composto por uma maioria absoluta de seculares. Donde, como sempre, campanhas para eleições de Rabinos Chefes nunca irão atrair grande atenção da maioria absoluta da sociedade israelense.
    “As campanhas são apontadas pela mídia local como de incomum “jogo sujo” entre os candidatos, incluindo uma série de comentários islamofóbicos e racistas, com a população árabe como vítima”.
    Mais uma vez vem à baila uma tentativa de por em foco a vitimização dos árabes em relação à Israel. Por acaso quem teceu comentários ditos islamofóbicos e racistas foi eleito. Se Israel fosse uma teocracia xenofóbica, com certeza teria sido.
    Existem Estados teocráticos, outros com tentativas de o tornarem, e aí sim, o prezado jornalista poderia discorrer suas certezas e incertezas quanto aos chefes religiosos e suas funções e atribuições em teocracias estabelecidas, ou Estados com propensões/tendências à se viabilizarem .
    Voltando a vitimização árabe e a demonização de Israel. Retorno saber sua opinião do porque da importância dos seriados antissemitas transmitidos em dezenas de países árabes, para milhões de muçulmanos no Ramadan. Qual é a importância para a Religião Islâmica a disseminação desta mensagem intolerante, racista e de puro ódio antissemita.

  6. Luiz
    Alias a palavra islamofobico e’ usada pelos orientalistas, humanistas, de maneira excessiva e errada. Qualquer critica aí islâmicos e’ imediatamente tratada de islamofobia.
    Chegamos ao ponto no qual, para os orientalistas, falar mal de rabinos-chefes, do papa, etc, e’ liberdade de expressão, mas falar que o islamismo, trata mal as mulheres e’ islamofobia pois estamos , dizem, erroneamente generalizando esta religião!

  7. Diogo
    Continuo aguardando sua opinião profissional. Você considera o hezbollah um grupo terrorista ou nao?
    Seus leitores precisam saber seu posicionamento para que possam interpretar com exatidão seus textos.

    1. Marcio, acho que já respondi isso. Considero o Hizbullah um grupo terrorista. Mas não acho que eu deva, de qualquer maneira, me posicionar. Este não é um blog opinativo. Obrigado!

  8. Diogo,e importante sim voce dar sua opiniao sobre o HEZBOLLAH,pois o Marcio tem razao
    quando te perguntou.Ha jornalistas por ai
    que acham que o Hezbollah e um braco armado da politica no Libano.E isto e um erro
    tremendo denomina-los assim.E como chamar as FARC de braco armado da politica
    colombiana.

  9. Diogo, parabéns pelo blog que nos traz aspectos insólitos e muito interessantes do dia a dia das pessoas dessas culturas médio orientais, às vezes tão distantes da nossa.
    Apenas o fato de saber que em Israel há eleições para a chefia do rabinato já é, em si, uma notícia auspiciosa que sinaliza o grau de democracia existente nessa sociedade. A igreja católica, inclusive, teria muito a aprender com essa prática pois enquanto há eleição para papa, os bispos e cardeais são nomeados de cima para baixo e enfiados goela abaixo de seus fiéis, sem direito a contestação.

  10. Tem mais uma coisa que esqueci de dizer,
    que Pais do Mundo solta Terroristas que
    matam civis inocentes em nome sei la do que,em troca de uma negociacao que nao
    vai dar em nenhum lugar?
    O Hezbollah mata todos judeus ou Israelenses em seu poder.O Hamas igual.
    Agora acharam 1 arma poderosa que e o
    sequestro,pode? da para acreditar?
    E com ISSO que temos que negociar?
    Milhares de foguetes (Kassams,Grads,etc)
    em nossas cabecas durante anos,e nos,
    Israelenses,fornecendo COMIDA,AGUA e
    LUZ em troca.Voce ja viu isso em algum lugar do Mundo? Eu NAO.
    SOU CONTRA,e defendo a Pena de Morte
    para todos estes presos,assim nao temos
    que pagar dos nossos impostos para mante-los vivos,quando estes desejam a
    nossa MORTE,e a destruicao de Israel.

    1. Fábio, acho que não entendi seu comentário. Primeiro, você reclama que os militantes do Hezbollah e do Hamas desejam nossa morte e matam judeus sempre que têm oportunidade. Depois, você afirma desejar que os prisioneiros palestinos sejam mortos para não dar prejuízo financeiro ao contribuinte israelense?! É isso mesmo que li? Custo acreditar; mas, ainda bem que a massa israelense não opina assim, senão estaríamos todos na mesma vala que chafurda essa corja que detestamos.

      1. Benny Assayag,e isto mesmo que escrevi e confirmo com todas as letras.
        So quero fazer um adendo a voce.Nao e so
        o dinheiro para sustentar VAGABUNDO,mas
        sim,eliminar aqueles que nao hesitam 1 segundo em nos aniquilar da face da terra.
        Se voce lembrar so 1 caso da Familia FOGEL ano passado, onde os filhos foram degolados a noite dentro de suas casas junto com os pais.
        O que voce desejaria se fosse com voce?
        Por ultimo a massa Israelense pensa exatamente como eu,mas somos um Pais
        essencialmente Democratico e nao temos
        INFELIZMENTE a Pena de Morte.

  11. Benny Assayag,mais uma coisa,estes que
    a midia chama de “”prisioneiros”” palestinos nao sao prisioneiros comuns,sao TERRORISTAS.
    Voce por algum acaso teve a curiosidade de ver o que cada 1 desses mataram e as fotos das vitimas? Nao,ne?
    Voce nao mora em Israel,nao e? Tambem nao.

    1. Ricardo, vou precisar pesquisar para te responder. Mas, como rabino-chefe de Israel, não. Obrigado!

      1. Caros Ricardo e Diogo, os judeus mizrahim seguem a linha sefaradita, e portanto estão representados pelo rabino-chefe sefaradita.

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